A liberdade de escolha de um voto é livre de influências

Nestes tempos de eleição, um dos grandes desafios para o eleitor, e a escolha de um candidato para votar, pois ao olhar no meio dos possíveis membros elegíveis, ele se depara com o execesso de demagogia e retóricas, aqui empregada no sentido de se falar bonito, mas só ficar nas palavras, produzindo com isso, verdadeiro horror ou aversão à política politiqueira ou, mesmo, à politicagem.

Diante disso, o pleito eleitoral que deveria ser uma festa democrática como prenúncio para um novo tempo, se transforma em uma verdadeira batalha, onde a enganação, ou, o estelionato eleitoral, se transforma na arma principal de alguns candidatos, produzindo no eleitor uma verdadeira confusão mental, que em primeiro plano reage com o desejo do voto nulo, para outros, a abstenção, ou, ainda, o voto em branco.

Liberdade do voto
Crédito: TSE

Em meio a essa confusão mental, mas cheio de esperança para um novo tempo, aparecem aqueles eleitores que se aventuram a escolher um candidato, mas logo são mergulhados no jogo de informações dos marketings políticos que, por via de regra, não miram o engrandecimento e desenvolvimento da nação, com um projeto de governo saudável, voltado para o povo, mas sim, articulam estratégias e a forma de destruir a imagem do adversário, ou ainda, se o adversário apresenta uma proposta boa, ela é destruída com mais retórica, e pura retórica, como meio de se manter a influência sobre o eleitor pela dúvida do menos pior.

Em meio a ganância pelo poder, torna-se dificíl se identificar a proposta que traz lealdade, transparência e interesse pelo povo, pois, nesse momento, para muitos candidatos, a meta é a de se eleger a qualquer custo, e a sua sede homicida, mata no coração do eleitor, a boa fé do pleito eleitoral, pois, bombardeado por mentiras e retóricas, o demagogo consegue confundir aquele que deveria ter uma mente limpa para ter a liberdade de escolha, e substitui essa liberdade, pelo induzimento ou influência das confusões da mente.

O eleitor ao perder a sua liberdade de escolha, passa a ser influenciado pelos discursos que soam como música aos seus ouvidos, prometendo vantagens, e apresentam soluções mágicas, criam verdadeiros heróis individuais ao contrário do que disse Carlos Maximiano na obra Hermenêutica (1998, Ed. Forense) , “um herói não faz nação”, pois, na oportunidade certa, se revelarão verdadeiros vigaristas, senão genuínos tiranos.

Com jogo de palavras, os candidatos traem seus eleitores, falando tudo o que o eleitor quer ouvir, quando deveriam falar o que ele deveria ouvir, e, ao invés de apenas se destacar o lado belo dos projetos, deveriam apresentar em suas campanhas, a realidade com alegrias, mas, também a realidade dura dos desafios do futuro mandato a ser realizado, sob o compromisso de ser construído não apenas, por ele próprio, mas sim, pelas mãos de todos, com transparência e lisura.

Com isso, a forma espúria do candidato, contamina a boa fé do eleitor, e passa a submetê-lo a sua influência demagógica, para que o valor de sua escolha se volte para uma vantagem pessoal, ou a solução de uma fato pontual, deixando de se importar com a realidade de todos, para o governo futuro, mas, tão somente, o que se pode ganhar, forçando-o a se aliar ao mais esperto.

A Constituição da República de 1988, traz em seu artigo 1º, Parágrafo Único, que todo o poder emana do povo, e o poder dado pelo povo em um governo republicano, é aquele constituído através da liberdade de escolha, que deve acontecer através de campanhas com transparência, através de atitudes de boa-fé, através de práticas que ajudam o eleitor a ter uma boa consciência, a defesa dos ideiais de um povo justo, solidário, defesa da dignidade e da vida, ao invés do aliciamento em um reduto de egoísmo e falso heroísmo, que se reveste de vigarisse e se auto-proclama o salvador da pátria.

Não devemos furgir ao dever de escolher um representante,  e a liberdade de escolha do eleitor, significa que ele não deve motivar seu voto iludido por uma promessa, ou isca eleitoral, porque certamente vai ouvir do seu candidato depois de eleito: “a campanha já acabou”, mas sim, pela coerência com a realizade possível de um mandado honesto, com transparência e com participação,  isto é, a liberdade de escolha é pautada com a prudência.

Diante de tantos interesses escusos que oprimem a liberdade de escolha, para que possamos ter a sabedoria da prudência, só nos resta valermos das luzes da sabedoria bíblica quando ensina:

“Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles” (Mt 10,16-17)

Onde ser prudente como serpente para o eleitor no presente contexto, significa avaliar um projeto não só pelas vantagens ilusórias, pois são apenas promessas, mas olhar para o projeto que propõe primeiro a realidade, no panorama bom e, também, o ruim, pois, a segurança se mostra com os pés no chão, e sobre eles discutir propostas honestas, transparentes, eficazes, para o desenvolivmento de um Estado que garanta a qualidade de vida para o futuro de nossos filhos, ao invéz de propostas segmentadas com as retóricas de saúde, segurança e educação,  além disso, sob a prudência também de se tomar cuidados com os homens, não os transformando em heróis, ou, salvadores, pois, parecem cordeiros, mas são lobos, e, os demais complementos trazido na saberdoria do trecho bíblico citado, deixo para o coração do leitor.

Laurentino Lúcio Filho – Coordenador da Comissão de Cidadania da 229ª Subseção da OAB-SP – Tremembé-SP.

Autor: Laurentino Lúcio Filho

Advogado na área cível-empresarial, há 26 anos, Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na linha da Semiótica Cognitiva com foco em formação docente e Professor Universitário nas graduações de Adminsitração, Gestão de Pessoas e Contabilidade.

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