Retiro da Quaresma:bem-vindo à Rota 66

Propõe o renascimento das cinzas diante da certeza da realização de uma promessa de alegria verdadeira

No retiro de hoje, pretendendo dar continuidade sobre os 40 dias da quaresma como fração de 40 anos de caminhada errante, iniciado em nosso vídeo, neste trabalho propõe oferecer algumas luzes sobre a caminhada errante dos 40 anos de Garabandal.

Os 40 anos de Garabandal, se equiparam volta orbital da história de 3000 anos, ao tempo de quarenta anos entre a fuga de Moisés do Egito e o seu retorno como instrumento de libertação dos hebreus, que iniciou com a recusa do escravos dizendo “E quem foi que nomeou você para ser chefe e juiz sobre nós?” (Ex 2,14). Para entendermos isso, precisamos criar estrutura de percepção, com uma comparação.

A Palavra de Deus é como o sangue que circula em nossas veias, ou seja, ele circula, não segue uma linha reta, assim, as caraterísticas dele como um alimento do sistema circulatório, não se mostram como um resto de comida, mas sempre como uma comida nova, porque houve uma transformação entre o espaço e tempo no ciclo circulatório, como uma renovação do sangue.

Esse processo que também pode ser comparado com o pensamento de Heráclito de quem ninguém pisa duas vezes no mesmo rio, é ilustrado pela geometria como espiral fractal, que aqui usamos para comparar dois fenômenos com espaço de 3000 anos, cuja a essência, o sangue, é o mesmo, mas não como um resto de comida, e sim, um alimento novo, renovando a Vida, ou seja, é por exemplo, diferente daquela fonte artificial de peças de decoração, cujo o movimento também é circulatório, mas só rotina, não contendo o “Sabor” de uma fonte natural.

Assim, aplicando essa comparação aos quarenta anos de Garabandal, é como se repetisse a mesma espiral fractal de quando Moisés foi rejeitado pelos hebreus no Egito, ao lhe repugnarem dizendo: “E quem foi que nomeou você para ser chefe e juiz sobre nós? Está querendo me matar como matou o egípcio ontem?” (Ex 2,14), uma vez que depois disso, ou seja, 40 anos, pela contagem do calendário de Joaquim de Fiore, que é por gerações, não coincide com o caledário comum que conhecemos, vemos o suplício:

muito tempo depois, o rei do Egito morreu. Os filhos de Israel gemiam sob o peso da escravidão, e clamaram; e do fundo da escravidão, o seu clamor chegou até Deus. Deus ouviu as queixas deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaac e Jacó. Deus viu a condição dos filhos de Israel e a levou em consideração” (Ex 2,16).

Da mesma forma, agora, pois, a aparição de Garabandal, que, na verdade, foi a 7ª aparição de Nossa Senhora de Fátima, pois, foi em San Sebastian de Garabandal, na Espanha, e, San Sebastian é uma reverência ao Rei ungido de Portugal Dom Sebastião, cumprindo a sua promessa de 1917 aos pastorinhos, de vir mais uma vez, mas, a exemplo dos hebreus, foi rejeitada pela Igreja entre os anos de 63 a 65, por isso, cantada no Salmo de Bob Dylan na música “Like a Rolling Stone”.

Chamamos de Salmo no sentido de cânticos ou realidade poética porque simultaneamente à aparição de Nossa Senhora, aconteceu outro fenômeno, não promovido por um homem, ou, por uma banda de rock, mas, como se o mundo estivesse numa grande festa, ouvindo o soar de uma trombeta dando o tom e compasso.

Nesse tom e compasso, houve um profunda transformação na música, pois os jovens ficaram embebidos da Arte, a música está no ar, basta pegar uma (Keith Richard), e, tiveram visões e compuseram canções incríveis que retratam a realidade humana com fidelidade, conforme disse o mesmo Profeta Joel que abriu nossa caminhada de cinzas:

Terra, não tema; alegre-se e faça festa, pois o Senhor fez coisas grandiosas. Não temam, feras, pois o verde voltou às pastagens dos campos. As árvores já estão carregadas de frutos, a figueira e a parreira já produzem sua riqueza.

Depois disso, derramarei o meu espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas; entre vocês, os velhos terão sonhos e os jovens terão visões! Nesses dias, até sobre os escravos e escravas derramarei o meu espírito! (Joel 2, 21.3,2).

Isso nos leva a um paradoxo, pois, ouvimos falar de tantas aparições de Nossa Senhora depois disso, mas, não nos atrevemos a dizer que eram falsas aparições, mas sim, que eram as Ladys da Rainha, sob as mais diversas faces.

Dizemos com certeza que a aparição de Garabandal foi a 7ª aparição prometida em Fátima, por que ela é precedida para as criancinhas primeiro por um mensageiro, no encontro com o Anjo, como mensageiro da Boa Nova, lá, depois ela afirma para as criancinhas, que será a sua última aparição, e agora, aproximadamente de acordo com Joaquim de Fiore, 40 anos depois, ela nos permite calcular o número de homem, 666:

Numero de homem com o significado de “sem conter a Verdade que forma a Arte = Universo”, mas, o artificial = artefato que todo mundo confunde como tecnologia.

Primeiro 6 = Seis aparições no Santuário de nossa Senhora de Fátima, porque o sétimo foi na Espanha;

Segundo 6 = Um estouro como brilho de rojão, ou sinaleiro (brilho, ou relâmpago de 5 milhões de sóis) em 02/11/2012, dia de sufrágio pelos fiéis defuntos, denominado pela Astronomia de FRB121102, e depois, novamente, mais 5 pulsos em 2015, equivalente a 2,5 bilhões de sóis, ou, os simples 5 mistérios gozosos do terço(LUCIO FILHO, 2019)1.

Terceiro 6 = Capella de Auriga, 6ª estrela mais brilhante do universo, pois, Auriga é a fonte do FRB121102 (ibid.).

Assim, a espiral fractal agora nos traz uma dor no íntimo pela indigestão provocada pelo artificialismo do Pão de 40 anos atrás, nos fazendo diante de suplícios, suplicar por alívios, suscitando igualmente naquele tempo, um clamor ao Senhor, que, por sua vez, ouviu o clamor do seu povo e mandou um sinal da Aliança (ibid.), que foi profetizado por Bechior quando cantou o salmo Velha Roupa Colorida:

Velha Roupa Colorida

1LUCIO FILHO, Laurentino. A comunicação humana nos sinais cósmicos de rádio. In PEREIRA, Denise (org) Ciências Humanas e a dimensão adquirida através da evolução tecnológica. Ponta Grossa – PR: Atena, 2019), disponível em https://formaresaber.com.br/a-comunicacao-humana-entre-a-terra-e-a-constelacao-de-auriga/.

Retiro da Quaresma: O Espírito da Missão

Pregar o diálogo, despido do desprezo, revestindo-se da unidade.

Na quarta-feira de cinzas, atravessando o portal, e dando início uma caminhada de reconciliação, como os peregrinos de Tiago de Compostela, ou como os romeiros de Aparecida, o Senhor falou pela boca de Joel “rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus;” (Joel 2,13), porque a contrição do nosso coração, ao contrário de se apertar um botão para acender ma vela virtual nos santuários, é uma árdua caminhada, uma vez que todos nós, por natureza estamos destinados à ira” (Efésios 2,3), e já estamos sofrendo os efeitos dessa ira nos nossos dias (Apocalipse 16,1), ou fazemos parte do coro dos negacionistas da existência do aquecimento global (Apocalipse, 16,8)?

A ira de Deus não se contradiz quando Ele falou naquele dia para nós “ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Joel 2,13), porque a contrição é um convite para o retorno de uma amizade, o que conhecemos como aliança, por isso exige de nós um compromisso, assim como o patrão pede empenho aos colaboradores, a contrição não acontece sem a nossa participação, e sem essa participação não somos capazes de nos tornarmos amigos de Deus, porque, também naturalmente, qualquer patrão ao perceber que o empregado é preguiçoso, não produz, ou rebelde, o demite.

Portanto a quaresma não é destinada para o católico esfolar os joelhos no genuflexório dos confessionários, mas para uma contrição dos amigos de Deus, pois não existe mais judeus ou gregos, escravos ou livres, homem ou mulher, pois todos nós somos um só em Cristo Jesus (Gálatas, 3,28).

E quando se fala para não se esfolar os joelhos no genuflexório dos confessionários, não se quer dizer que está se abolindo o Sacramento da Penitência, portanto, o que se quer dizer sim, é que a contrição não é apenas para o leigo que vai confessar, mas também para quem concede a absolvição, pois, a Justiça de Deus, ao ver as longas filas em confessionários, percebeu que elas acabam por sobrecarregá-los, e com isso, fazendo-os esquecer que também estão destinados a ira, por isso, há para eles o convite de Joel nas cinzas; “chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor (Joel 2,17).

Eles são representantes do Senhor, por isso, devem imitar o Senhor como Ele fez no chamado de João Batista para a reconciliação, se apresentando e, ao mesmo tempo, deixando constrangido João Batista, que foi consolado pela Palavra do Senhor, “para que se cumpra toda a justiça” (Mt 3,18), porque todo aquele que se humilha será exaltado.

Ao passo que, ao contrário, se ele não se faz modelo, não se humilha igual à ovelha, mas ao invés disso, se eleva como o patrão, contrariando a advertência do próprio Pedro na liturgia missal de hoje, 22/02/2021, “caríssimo, exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles – sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós, – não como dominadores daqueles que vos foram confiantes, antes, como modelos do rebanho” (1 Carta de Pedro, 5, 1-3), ou seja, se eles na reconciliação, agem diferente de João Batista quando disse “eu não sou digno”, e elevam a voz para pregar às ovelhas, dizendo-lhes que estão promovendo o diálogo, mas cuspindo o autoritarismo da intolerância na voz de desprezo contra aqueles imitando o exemplo de Paulo a Pedro, lhe repreendem.

Dizem-lhes “não é bem isto que Deus está dizendo….eles nos fazem bem em agir contra nós”, ou ainda, ao invés de se acolher a unidade, instigam a divisão nas homilias, dizendo, a Igreja é mãe de todos, são mentirosos os que dizem que Deus está irado, por isso, não nos fará mal”, ou ainda, que estão do lado do demônio por ecoar a voz de Paulo, transformando a contrição no banal apertar do botão de uma vela virtual, por isso, o Senhor adverte a nós hoje sobre para queles que estão protegidos sob o telhado da Igreja mãe:

Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la (Mateus, 10,37-40).

Pois, Deus não está pedindo jejum hipócrita, com flagelos inúteis, está querendo saber na proposta de reconciliação da aliança de cada um de nós, ao manifestarmos nossa vontade de sermos seus amigos, se vem como contrição para uma amizade fiel, pois Ele é fiel conosco, por isso, para essa hora, a reconciliação de cada um, deve revelar o caráter de cada um, como exorta-nos, no momento de seu martírio pelos transloucados, o Papa Sisto II:

Entregando tudo ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, imitando o Cristo, que, horas antes de morrer, celebrou a Eucaristia, o Sumo Pontífice iniciou a Missa, admoestando a todas a se entregarem confiantes como Hóstias Vivas por Cristo e sua Igreja” (SURIAN, 2014, p. 67)1.

Por isso, a nosso compromisso é por mãos à obra para serem calejadas, não esperando a facilidade de um botão, que automaticamente perdoa todos os nossos pecados, ou, depositando uma moeda para acender uma vela virtual, como simbolismo contricional de restabelecimento da nossa amizade com o Senhor, sob o descaso da falta do Temor Santo, ao dizerem nos seus atos, Deus sabe o que preciso, então não preciso fazer nada.

Portanto, o Espírito da Missão está em você despir-se diante de Deus, e mostrar a todos quem você é, como adverte a Palavra, na Bíblia, Edição CNBB:

Os cristãos devem estar atentos

9Se alguém tem ouvidos, ouça:

10Se alguém está destinado à prisão, irá para a prisão.
Se alguém deve morrer pela espada, é pela espada que deve morrer.
Aqui se fundamenta a perseverança e a fé dos santos
(Apocalipse, 13,9-10).

1SURIAN, O.F.M, Frei Carmelo. Vida de São Lourenço. Aparecida – SP:Santuário, 2014)

Retiro da Quaresma: Cântico

Cântico no exílio, vislumbrando o retorno para o seu povo.

Em dezembro de 2020, os jornais do mundo inteiro noticiaram o acontecimento de um fenômeno meteorológico na China, chamado de parhelio, registrando a incrível imagem de 3 Sóis.

Mas ao mergulhar na grandeza desse fenômeno fomos inspirados a compor um cântico novo, ou salmo, que chamamos Do Mundo és Aurora, cuja letra vem pela mensagem da própria impressão do que nos surpreendeu ao nos depararmos com aquela doce imagem de saudação de Paz, por uma Rainha, acompanhada por duas Ladys atrás.

Libertando-se das fronteiras de credos particulares, contemple-a por 30 segundos para receber a Saudação da Paz.

O protagonismo das Ladys

O protagonismo da Lady Santa Clara, se deu pela sua ligação ao Irmão Sol, como cantou Jorge Benjor, Santa Clara clareou, que por isso se ligou a consumação de um tempo de mil anos pelo calendário de Franscico, seu irmão, Frei Gerardo de Borgo e Joaquim de Fiore.

O segundo protagonismo, o de Santa Bárbara, mostrando o amor do Senhor por seus inimigos, pois, se faz por ter sido rejeitada pela própria Igreja, razão do seu martírio e também nos quarenta anos da mensagem de Garabandal, pelo preconceito, ou intolerância religiosa da atual Igreja, como também aconteceu com São Jorge e Santa Margarida de Antioquia que foi desonrada ao deixar de ser chamada de santa por rejeição à sua memória, e peço licença para incluir também, a inocência em Cristo do irmão de Francisco, Frei Gerardo de Borgo, intolerado pela Igreja diante de seus honrrados e honestos trabalhos.

Assim, Deus a tornou Lady, Embaixatriz dos descendentes de Salomão e da Rainha de Sabah, para falar na língua deles, confirmando o que disse Paulo quando falou que o Deus de Abrahão, Isaac e Jacó, não é só Deus de Israel, pois, já não existe mais judeus, gregos, americanos, africanos, europeus, asiáticos, mas, “com efeito, vós todos sois filho de Deus pela fé em Cristo Jesus” e se acolhem o Cristo como seu Senhor, “Não há mais judeus ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher: pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gálatas, 3-26-28).

Assim, diante da escravidão daqueles que trabalharam sob perverso tratamento desumano, pior do que dado a outros animais, e hoje continuam a trabaralhar a vida inteira, na terra da Rainha de Sabah, que é a Rainha do Sul, sem conseguir formar patrimônios, mas só, pagando juros e prestações e pedidos de favores, vivendo sempre como sobreviventes dentro do suplício da falta de dignidade, sem poder ser tratados como cidadãos das democracias, Santa Bárbara levou a Deus as lágrimas dos olhos morenos, cantada no salmo Conto de Areia, por Clara Nunes.

E, como uma mãe que amamenta nos peitos seus filhinhos, cuidou da dignidade deles lhes falando da promessa que se realizaria em nossos dias, e, na alegria do Senhor que é a nossa força, abriu um sorriso de moça, pedindo para dançar: “era um peito só (porque ela teve um seio estirpado no seu martírio diante da Igreja), cheio de promessa era só, era um peito só, cheio de promessa era só”, mas agora garantido para a descendência de Davi, um peito cheio de orgulho pela certeza do restabelecimento da dignidade da libertação dos cativos) “.

E a ligação de Santa Bárbara com a Rainha, a partir do Brasil, é porque situando-se no Polo Sul, o seu povo, com o sangue dos africanos, aclamou como Rainha do Brasil, aquela que o Senhor chama de Mulher, quando lhe diz “eis o teu filho” (Jo 19,26), negra, Aparecida, parecendo brincar com o nome Cabrita, ou Capela de Auriga, 6º estrela mais brilhante do Universo, e que na Cruz do Céu do Brasil, novamente ela parece querer nos fazer sorrir, pois, aparece como a estrela intrometida da constelação de Cruz, ao compor a silhueta do buraco feito pela lança dos insensatos, no peito de Jesus, que nesta perspectiva, está de costas para a Terra, e do céu, olha para Deus nos Céus, ou como o Sacerdote Eterno intercede a Deus, com a Aparecida do seu lado direito, porque à direita Dele está a Rainha (Salmo 45).

Tentando sintetizar isso, compomos um salmo que se chama Rainha do Sul que você pode ouvir aqui, mas sem esquecer de contemplar acima “do Mundo és Aurora”:

Escola Pública com educação digital: violência à infância e à adolescência

O presente trabalho tem por proposta convidar o leitor a identificar os graves efeitos a saúde psíquica da criança pela longa exposição às telas.

O Programa Educacional nacional, no início de 2020, foi surpreendido pelo fenômeno pandêmico do Covid-19, que ao obrigar o isolamento, afetou os projetos pedagógicos da formação presencial, que até ali, ensaiava alguns passos da educação digital somente para alunos da Educação Superior.

Diante da urgência, o Estado foi obrigado a lançar mão de ferramentas digitais para continuar seu programa de formação, introduzindo o ensino virtual nos programas de educação básica, fundamental e médio.

No entanto, o Estado ao concentrar toda a sua atenção focando apenas na demanda imediata, diante de um quadro de pessoal sem qualquer preparação para a nova realidade, desprezou plataformas pensadas para infância e adolescência, como por exemplo o Moodle, porque, diante do desconhecimento dos profissionais da educação no seu manuseio, as resistências, inseguranças, e até mesmo protestos, porque a exemplo da dificuldade do professor com o aluno que não quer aprender, ocorreria o mesma coisa, pois na sala de aula o que o aluno detesta, é aquilo que ele ainda não conhece.

Diante dessa variável, e as urgências, tais resistência comprometeriam o atendimento imediato da demanda, por isso, os Governos Estaduais, optaram pelo caminho mais fácil, e escolheram como ferramentas, sob um critério de maior familiaridade para professor e aluno, as ferramentas de interação virtual (Web 2.0), usadas de forma massiva para as redes sociais e comunicação instantâneas.

Mas os Governos Estaduais ao optarem por essas plataformas, focando-se apenas no acesso massivo, seja da criança, seja do professor, não prestaram atenção numa outra variável: se as ferramentas digitais estruturadas em plataformas virtuais são seguras, e não oferecem risco à saúde da criança e do adolescente, nas formas exigidas pelo Código de Defesa do Consumidor em seu Art. 6º, I que dispõe:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

Esse dispositivo legal, é complementado pelo Art. 2º, caput e Parágrafo Único da Lei 13.431 de 04 de Abril de 2017, que dispõe:

Art. 2º A criança e o adolescente gozam dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas a proteção integral e as oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar sua saúde física e mental e seu desenvolvimento moral, intelectual e social, e gozam de direitos específicos à sua condição de vítima ou testemunha.

Parágrafo único. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios desenvolverão políticas integradas e coordenadas que visem a garantir os direitos humanos da criança e do adolescente no âmbito das relações domésticas, familiares e sociais, para resguardá-los de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, abuso, crueldade e opressão.

Feitas essa considerações apresentamos a seguinte problemática: As plataformas digitais também chamados centros de mídias, favorecem ou prejudicam a saúde da criança e do adolescente?

Para tentarmos criar algumas luzes na formulação de nossa resposta, é preciso primeiro se entender como é a estrutura formativa do aluno, isto é, como a formação passada pelo docente se transformará em aprendizado.

Ela não é diferente do adulto, pois somos todos humanos, a não ser em um detalhe, tanto a criança como o adolescente são altamente sensíveis, sim, a criança sente mais do que o adulto, pois, o adulto na maioria das vezes, é o mais insensível, por isso há programas midiáticos não recomendados para crianças, ou, diante de uma fato de forte emoção, se tampa os olhos da criança para ela não ver, em determinados ambientes a criança é retirada para preservar sua integridade psíquica.

A sensibilidade da criança e do adolescente servirá como uma ferramenta estruturadora, ou, o que o educador chama de formação da criança, para o desenvolvimentos dos sentidos de vida, capazes de estimulá-la a criar objetivos e sonhos, ou seja, se transformarão em coragem, caráter, solidariedade, amizade, contribuições comunitárias.

Mas a sensibilidade é como uma água em movimento que se oxigeniza, ou seja, uma vez despertada, se ela produziu emoção, ela dura algum tempo e depois é armazenada no íntimo da criança e do adolescente, como memória de curta, ou, longa duração.

A criança ao viver diversas experiências de oxigenação dos sentidos, cria, naturalmente, índices para identificar as emoções na memória de curta e de longa duração, que é chamado de memória de trabalho (IZQUIERDO, 2011)1, porque ela funciona apenas como um estimulador que irá direcionar os sentidos para o reconhecimento interno de alguma emoção, seja de curta ou de longa duração, e, se a memória de trabalho não reconhece algum sentido, que a gente costuma dizer como “não se fazendo qualquer sentido”, é imediatamente descartada.

Portanto, diante da nossa problemática podemos fazer uma breve conclusão de que a criança é formada por emoções, e a formação da criança se dá pela estruturação de sentidos que se transformam em emoções.

Mas se a emoção é fundamental como resultado daqueles que se formaram na Escola, a nossa problemática cria uma nova variável, nos remetendo à necessidade de compreender a composição da emoção, pois, não é a mesma coisa que sensibilidade, mas, é o próprio desenho interno de uma infinidade de sentidos que nos tornam humanos.

A sensibilidade como água que oxigeniza nos ajuda a compreender isso, pois o movimento da sensibilidade ocorre em um tempo e, em um espaço, que é a Lei primeira da dimensão do Universo, tudo nasce, cresce e morre, dentro de uma linha do tempo, isto é, dentro de espaço e tempo, como por exemplo a menor partícula da física quântica, o quantum, que tem um tempo, o picossegundo e o espaço, o nanômetro.

Assim, toda a estrutura psíquica também está vinculada a uma experiência geográfica (de espaço) e de tempo para oxigenar a sensibilidade, como por exemplo, se o professor faz uma viagem com os alunos para a praia, cada fração espaço/temporal está oxigenando a sensibilidade de cada um, de forma que vai armazenar em seu íntimo (memórias de curta e longa duração) momentos que os índices (memórias de trabalho) deles rotularão como inesquecíveis, que é diferente, se o professor chega na sala, é apenas introspectivamente (virtualmente) fala para os alunos da maravilhosa viagem que fez no fim de semana, podem até gostar, mas os índices emocionais comparando-se com o primeiro exemplo, são insignificantes, e na maioria das vezes descartados pela memória de trabalho.

Com isso, se torna possível uma primeira conclusão da nossa problemática, de que a criança é formada por emoções, e a formação da criança se dá pela estruturação de sentidos que se transformam em emoções, nos permitindo também, concluir que a emoção como parte da Lei primeira do Universo, também é formada pelo quantum, ou seja, para sua formação é imprescindível um espaço (geográfico), que os adultos insensíveis banalizam como presencial, e também de um tempo.

Feito essas duas conclusões surge algumas luzes para que se possa avaliar se as plataformas virtuais são adequadas para as crianças nas formas determinadas pelo Art. 6º, I do Código do Consumidor, combinado com o Art. 2º da Lei 12.431/77.

As plataformas virtuais, com o devido respeito aos educadores dos Governos Estaduais, mas, chamadas indevidamente como centro de mídias, indevida, porque mídia não contém diálogo, é o livro, é o jornal, e a televisão (LÉVY, 2010)2, não a escola em que é imprescindível a interação, por isso, o seu sentido como centro de mídias, direciona a nossa compreensão, como aquele que apenas deposita em repositórios, conteúdos escolares sem ouvir o aluno, assemelhando-se a conduta errante da Cátedra, na ávida ansiedade de se vender diplomas, que tratamos no artigo a agonia das Cátedras: a reversão tecnológica do Sistema Educacional Brasileiro (LUCIO FILHO, 2020)3, ou na linguagem popular: enfiando güela abaixo.

Isso nos faz parecer que a inadequação começa pela própria denominação da plataforma pois, até aqui já da indícios de prejuízos à criança e ao adolescente por impropriedades que afrontam os Art. 6º, I, c/c Art. 2º, caput e Par. Único da Lei 13.471/17, no entanto é preciso uma reflexão mais profunda para que nos coloquemos de frente ao verdadeiro prejuízo nos valendo da Ciência.

Se as emoções são formadas pela oxigenação das sensibilidades dentro de um quantun, isto é partículas materiais de espaço e imateriais de tempo, como as ondas (imateriais = tempo) e partículas (materiais = espaço) de Einstein, que nos permite aqui, como resultado de uma boa formação escolar, sermos chamados de luzes, e capazes de concluir que a concentração da criança e do adolescente em contínuas exposições (virtualização) nos centros de mídia, expõe a criança ao risco de comprometimento de seu desenvolvimento, ou seja, estaríamos bloqueando a infância e o desenvolvimento psíquico das crianças e adolescentes na formação de suas emoções, ou poderíamos dizer também, estamos suprimindo a sua infância e adolescência.

Para se compreender melhor essa verdade, é preciso se atentar para o fenômeno das telas, que também é chamada de modernidade liquida por Zigmunt Bauman, cujo mercado impulsiona as pessoas a permanecerem quase a totalidade dos seus momentos de vigília, ou seja, todo o dia em que permaneceu acordada, diante de telas, vivendo de forma introspectiva (CASTELLS, 2013)4, popularmente chamada de virtualmente, sem oxigenar a sensibilidade, pois, no virtual não há quantum, populramente chamado de “tempo real”, isto é, não há ondas e partículas, não há espaço (geográfico) nem tempo, não se criando índices de emoções, que muitas vezes nos indignamos como “indiferença’, quando vemos uma pessoa morrendo numa tragédia, e outro diante dela, indiferente, fazendo a self.

No entanto, o fato de serem processos distintos não significa que o mais novo deva suceder ou eliminar o mais antigo, como se a vivência social em que as pessoas compartilham o mesmo ambiente físico se tornasse obsoleta frente as tecnologias para a produção do conhecimento, pois, a revolução tecnológica pelos “computadores, sistemas de comunicação, decodificação e programação genética são todos amplificadores e extensões da mente humana” (CASTELLS, 2013, p. 69) e não sistemas humanos replicados pela máquina (LUCIO FILHO, 2015, p. 51)5.

Assim, os centros de mídias, ou plataformas digitais, poderiam se comparar a potencializadores da “indiferença”, pois, as políticas educacionais acreditando que a criança e seus pais gostarão de permanecer diante das telas, pois, estão diante delas o tempo todo, ao invés de oxigenar, represam os sentidos pela virtualização, suprimindo-se a oportunidade de oxigenação das sensibilidade ao substituir o presencial pela concentração massiva do introspectivo, matando as emoções:

Esse novo processo, sob o olhar das definições de cultura na concepção antropológica, cujos preceitos apresentam critérios objetivos, evidencia no contexto atual, que os paradigmas formados pela cultura tecnológica provocam desequilíbrios na cultura tradicional, por ocorrer através de processo distinto, sem contemplar a presença de elementos estruturadores do entendimento, como a tradição que compõe a “estrutura mental para entender o mundo” (THOMPSON apud LUCIO FILHO, 2015, p. 54)6.

Não se dizendo aqui que as tecnologias virtuais são impróprias, mas sim, que os serviços oferecidos na forma atual pelas plataformas digitais para crianças e adolescentes não atendem as recomendações dada pelo Art. 6º, I do Código de Defesa do Consumidor, c/c Art. 2º, caput e Parágrafo Único da Lei 13.431/17 ao deixarem de oferecer segurança, e ao mesmo tempo, não garantirem a proteção integral e as oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar a saúde física e mental e seu desenvolvimento moral, intelectual e social, pois, ao invés do resultado formação da criança, o que se terá e a indiferença, pela falta de índices de emoções, como já advertia as nossa pesquisa inicial de que os tablets matam a emoção nas crianças:

Tendo por base os estudos sobre os efeitos da interação no processo comunicativo, considera-se que a comunicação “é inseparável do ato social que ajuda a realizar. Como componente do ato, a comunicação intervém na construção do espírito, do self e da sociedade” (MEAD apud FRANÇA, 2008, p. 75).

Além da capacidade menor na incorporação do ato social nas comunicações mediadas por computador, há o fator da redutibilidade da sensibilidade das emoções pelo contato contínuo com as comunicações virtuais como apontou pesquisa recente cuja conclusão apresentamos a seguir:

Considerando que um pré-requisito para a socialização eficaz é o aprender e a prática de como se comunicar com os outros pessoalmente (Eder & Nenga, 2003), as experiências face-a-face devem ser enfatizadas no processo de socialização. Enquanto a mídia digital fornece muitas maneiras úteis para se comunicar e aprender, nosso estudo sugere que as habilidades em leitura e emoção humana pode ser diminuída quando a interação das crianças face-a-face é deslocada pela comunicação mediada tecnologicamente. Hoje, até mesmo as crianças menores de 2 anos de idade usam dispositivos móveis (Common Sense Media, 2013). Além disso, os computadores e tablets estão entrando rapidamente nas salas de aula e sendo colocados nas mãos de todas as crianças que começam desde o jardim de infância (Partnership for 21st Century Skills, 2009 e Rotella, 2013), sem a devida atenção para os potenciais resultados (Cuba, 2001). (UHLS et. al., 2014, p. 391). (Tradução nossa).

Estes fatores reforçam a ideia de que a relação de ensino, a partir do contexto sócio-histórico, é um elemento precioso no processo da formação humana, sem contudo lançar mão das tecnologias no ensino, cuja tendência é de que devam ser utilizadas como elemento agregador ao processo de ensino, valorizando os componentes que integram a vivência social, e, não como processo autônomo de autoaprendizagem. “As TIC não devem ser um objeto de aprendizagem; as TIC devem estar a serviço da pedagogia para que os futuros docentes sejam expostos a modelos eficazes de integração pedagógica das TIC”. (KARSENTI, 2011, p. 183) LUCIO FILHO, 2015, p. 61-62)7.

Assim, urge que, Estado, educadores, promotores públicos, juízes, entidades civis e religiosas, em trabalho sincronizado, unam-se para afastar o efeito minimizador de “se fazer o mais fácil”, ainda que mais acessível, para, desenvolverem por diversas mãos, programas que garantam o desenvolvimento saudável físico, psíquico da criança, cujo resultado da formação é se tornar humano, priorizando-se o ser e não o ter.

1IZQUIERDO, Iván. Memória. 2ª Ed., Proto Alegre – RS: Artmed.

2LÉVY, Pierre. Cibercultura. 3a ed. Editora 34, 2010, São Paulo.

3LUCIO FILHO, Laurentino. A agonia das Cátedras: a reversão tecnológica do Sistema Educacional Brasileiro. Disponível em https://formaresaber.com.br/?s=C%C3%A1tedras. Acesso em 19 fev. 2021.

4CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 6ª ed., São Paulo:Paz e Terra, 2013.

5LUCIO FILHO, Laurentino. Os desafios do ensino superior na revolução digital. Dissertação do programa de Mestrado de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2015. Disponível em https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/18175/1/Laurentino%20Lucio%20Filho.pdf. Acesso em 19 fev. 2021.

6Ibid. nota 4.

7Ibid. nota 4.

Retiro da Quaresma: Cinzas

Estamos entrando em um portal, e, esse portal se chama caminhada quaresmal, ou, aproveitando a moda, quarentena quaresmal, pois é uma romaria que dura 40 dias.

Mas qual é o sentido real da quaresma, de se receber cinzas? Se você pensa que é apenas um ritual de purificação, está muito enganado, por isso, te convidamos a assistir este vídeo tendo por objetivo criar sentido no que você está acostumado a fazer no seu dia a dia e nem prestar atenção.

Seja bem vindo.

Outros vídeos relacionados com este tema você pode encontrar no link abaixo:

Retiro da Quaresma: CF, decadência da campanha da fraternidade para campanha da farra.

Na Igreja Católica do Brasil havia uma tradição que se tornou parte da liturgia da quaresma, que recebeu o nome de Campanha da Fraternidade para um referencial litúrgico, em que servia como convite quaresmal ao retiro de conversão de nossos pecados, que podemos chamar de eucaristia viva, que foi vivenciada na liturgia missal da primeira semana do Tempo Comum de 17 de janeiro de 2021, primeira leitura, preparando-se para o tempo quaresmal deste ano como advertência para prevalência da Palavra de Deus sobre a palavra do homem quando disse:

Irmãos:
12A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração. 13E não há criatura que possa ocultar-se diante dela.

Tudo está nu e descoberto a seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas. 14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos (Carta aos Hebreus, Cap. 4, v. 12-14).

Mas, não fazendo qualquer caso da Palavra viva celebrada por ela mesma nas missas de 17 de janeiro de 2021, afastando-se da firmeza da fé, a Igreja de Roma, neste ano de 2021, surpreendentemente está convidando a todos a acolher como sacramento, o pecado contra a castidade, ao propor aos fiéis, a instituição do sacramento do matrimonio entre pessoas do mesmo sexo, sob o fundamento de descompromisso da castidade, em nome do culto ao prazer do corpo, em que na relação sexual não há uma definição de conjugalidade, mas a diversidade, sob o tema LGBT.

O presente trabalho não visa difamar a Igreja Católica, ao qual nele mesmo, meu coração é julgado pela Palavra (Hb 4,12) quando digo, sob a Verdade em Cristo, eu a amo com toda a minha alma, mas sim, apresentar aos católicos, as incoerências de uma Igreja que serve aos homens e trai o seu Senhor, pois, cheia de orgulho e cobiça, não faz reverência à Verdade que é Cristo, seu Senhor, mas, imita a mulher de Oséas, para se entregar aos homens, e, fazer o gosto do freguês, para vender o seu corpo, ao exaltar nestes tempos, o gozo dos prazeres do corpo neste mundo passageiro, com isso, substituir a autoridade da Verdade de Cristo da grandeza da eternidade da alma, pelo selo de autoridade papal da conveniência humana “de se acolher os excluídos”.

Por isso Deus mesmo, há um ano atrás, na liturgia quaresmal de 10 de março de 2020, já advertiu seus amigos que reconhecem a voz do Pastor, para que, permanecessem firmes na Verdade das Escrituras, conforme nas missas celebradas por ela naquele dia:

6Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas.
7Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens.
8Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos.
9E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.
10Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo.
11O maior dentre vós será vosso servo.
12Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado”
(Mateus, Cap. 23, v. 1-12).

A advertência de Deus é para que as ovelhas não imitassem a conveniência humana daqueles que dizem ser sacerdotes e não o são, ainda que sob o selo de autoridade de pai, que parecendo ter perdido seu juízo, não sabem mais a diferença entre o Sacramento do Matrimônio e o pecado contra a castidade ao propor aos fiéis da Palavra viva, a equiparação do pecado da castidade com o Sacramento de Matrimônio, e com isso, acolher uniões do mesmo sexo.

A mudança da Verdade em Cristo para as conveniências humanas sob a autoridade de pai, como a feita agora na Campanha da Fraternidade pela proposta de união conjugal artificial entre um homem e outro homem ou diversidade de sexo, isto é, qualquer união sexual que não pertence à natural entre um homem e uma mulher, estendendo o mesmo artificialismo na relação comum e na geração de filhos, seja por produção independente ou meios que não a tornam natural, é chamada de aberração pela própria Igreja Católica quando disse:

Fomos criados à imagem do Santo, isto é, de Deus. Sendo assim nosso modo de ser e de pensar é afinado com o modo de pensar e de agir de Deus. O contrário é aberração, é antinatural. A natureza humana foi feita para receber a divina.
Quando falamos de santos, estamos tendo como referencial o Santo, Deus. É santa aquela pessoa que amou, que fez o bem, que foi feliz. Exatamente por isso soube perdoar, interessou-se pelos demais. Podemos ter como ideário dos santos as Bem-Aventuranças. Viveram seu agir especialmente a partir dos valores apontados nesse discurso de Jesus
(RÁDIO VATICANO apud DIOCESE DE PESQUEIRA, 2014)1 .

E a afinação aqui do modo de agir e pensar vem pela palavra de Paulo, canonizada como Escritura Sagrada, portanto na Verdade em Cristo ao qual nenhum homem está autorizado a modificá-la, sob pena de tornar-se maldito, como na eficácia da Palavra viva da liturgia da 27ª Semana do Tempo Comum de 05 de outubro de 2020, que diz:

Irmãos, 6estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente.
7 De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
9 Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
10 É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
11 Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano.
12 Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo
(Carta aos Gálatas, 1,6-12).

Mas aqueles que dizem representar a Deus, mas só dizem, e não praticam e nem imitam o servidão do Senhor (Mateus, Cap. 23, v. 3-4), pregam, a verdade humana como Verdade de Deus, pois, já morreram em si, e por isso não são capazes mais de sentirem a Verdade como Palavra Viva, com isso acreditam que não estão mais sob a autoridade de Deus, e pregam evangelho diferente, como já reconhecido por Paulo ao falar para os fiéis:

2 Ora, sabemos que o julgamento de Deus se exerce segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas. 3 Ó homem, tu que julgas os que praticam tais coisas e, no entanto, as fazes também tu, pensas que escaparás ao julgamento de Deus? 4 Ou será que desprezas as riquezas de sua bondade, de sua tolerância, de sua paciência, não entendendo que a bondade de Deus te convida à conversão (Romanos, Capítulo 2, v. 2-4)?

Assim, são semeadores de cizânias, se exaltam pela prevalência da suas “verdades” do Mundo sobre a Verdade em Cristo, desonrando a dignidade da mulher e de pai e mãe, e, com isso, gerou divisão e confusão nas ovelhinhas do Pastor, o seu Senhor, deixando-as como ovelhas sem pastor, como a eficácia da Palavra viva, celebrada na Liturgia da 4ª Semana do Tempo Comum de 06/02/2021: 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor (Marcos, Cap. 6, v. 34).

No entanto, para suas ovelhas, a voz do Pastor já havia sido proferida antes, pois o Senhor diz antes, para quando acontecer, o amigo dele acredite, confirmando às ovelhas que a Verdade do Senhor está acima da verdade dos homens, como o testemunho da Palavra Viva da liturgia pascal celebrada na 4ª Semana da Páscoa, de 07 de maio de 2020 quando disse:

16Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor
e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou.
17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos.
Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar.’
19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer,
a fim de que, quando acontecer, creais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar,
me recebe a mim;
e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
‘ (João, Cap. 13, v. 16-20).

Assim, cheio de compaixão por suas ovelhas, o Senhor disse antes, na liturgia quaresmal de 10 de março de 2020, para que, quando entrassem na liturgia quaresmal de 2021, sob uma Campanha de Fraternidade pregando-se a conveniência humana, permanecessem firmes na Verdade do Senhor, que é maior do que o seu servo:

3Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem.
4Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo
(Mateus, Cap. 23, v. 3-4).

E, agora, nas vésperas do retiro quaresmal o próprio Deus, mostrou o desprezo a esses falsos profetas, na liturgia missal de 15 de fevereiro de 2021, cuja a eficácia da Palavra Viva lhes diz:

Falou o Senhor Deus, chamou a terra, *
do sol nascente ao sol poente a convocou.
8Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;

16b. ‘Como ousas repetir os meus preceitos *
16c. e trazer minha Aliança em tua boca?
17Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios!

20Assentado, difamavas teu irmão, *
e ao filho de tua mãe injuriavas.
21Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos
(Salmo 49).

Portanto, neste momento, acolhendo o Deus vivo, não é devemos mais prestar atenção à pregação de pastores com evangelhos próprios, que agem para se atender a conveniência humana, confortavelmente em seus gabinetes, se fazendo maiores do que o seu Senhor, por isso, receberão a sua paga sob o Juízo de Deus, que muito em breve vós mesmos testemunharão conforme já foi manifestado em 25/10/2020 quando se disse:

Quando vocês virem a abominação da desolação, da qual falou o profeta Daniel, estabelecida no lugar onde não deveria estar, – que o leitor entenda! (Mt 24,15), prepara-te, pois, para à prostituta foi proferida a Palavra de Oséas:

Embelezava seus ídolos. Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares e destruirá os seus simulacros: Decerto, dirão agora: “não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” (Os 10, 2-6, 1ª Leitura – Liturgia de 08/07/2020 – Quarta-Feira da 14ª Sem. do Tempo Comum).

E o Senhor nesta quaresma de 2021, convida aqueles que são amigos da Verdade a reconhecerem a voz do seu Pastor, isto é, a Verdade, ao olharem a glorificação do Senhor, pelo testemunho verdadeiro daqueles que longe de gabinetes confortáveis, de gordas doações, das altas patentes, mas no martírio, na hora da morte, mantiveram a certeza da Verdade, e ao invés de se venderem para a conveniência, professaram a Palavra do seu Senhor que por Ele foram escolhidos, e se tornaram seus amigos, portanto, não fale, mas, pratique, dê o teu testemunho, como na eficácia da Palavra Viva da Liturgia da 4ª Semana do Tempo Comum de 1º de Fevereiro de 2021, na 1ª Leitura quando disse:

Irmãos:
32Que mais devo dizer?
Não teria tempo de falar mais sobre Gedeão, Barac, Sansão, Jefté,
Davi, Samuel e os profetas.
33Estes, pela fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, foram contemplados com promessas, amordaçaram a boca dos leões, 34extinguiram o poder do fogo, escaparam do fio da espada, recobraram saúde na doença, mostraram-se valentes na guerra, repeliram os exércitos estrangeiros.
35Mulheres reencontraram os seus mortos pela ressurreição.
Outros foram esquartejados, ou recusaram o resgate, para chegar a uma ressurreição melhor.
36Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes, as prisões.
37Foram apedrejados, foram serrados, ou morreram a golpes de espada.
Levaram vida errante, vestidos com pele de carneiro ou pêlos de cabra;
oprimidos e atribulados, sofreram privações.
38Eles, de quem o mundo não era digno, erravam pelos desertos e pelas montanhas,
pelas grutas e cavernas da terra.
39E, no entanto, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não obtiveram a realização da promessa.
40Pois Deus estava prevendo, para nós, algo melhor.
Por isso não convinha que eles chegassem à plena realização sem nós
(Carta aos Hebreus, Capítulo 11, v 32-40).

Sobre esse tema você pode ver mais neste vídeo:

1DIOCESE DE PESQUEIRA . Comemoração dos fiéis defuntos, 01/11/2014. Disponível em https://diocesedepesqueira.com.br/comemoracao-dos-fieis-defuntos-2/. Acesso em 15 fev. 2021.

Configurando o Certificado Digital A3 no Chromium/Chrome

Dicas de como habilitar o Token GD Burti no Chormium ou Chrome.

Recentemente fui supreendido pelo assinador WebSigner da Softplan que parou de funcionar no Firefox, me obrigado a usar o Chrome, o incômodo ocorria quando para assinar documentos da Justiça do Trabalho tinha de usar o Firefox, pois não conseguia habilitar o certificado no Chrome, e quando tinha de assinar documentos para o Tribunal de Justiça de São Paulo, tinha de sair do Firefox e ir para o Chrome.

Mas a dificuldade em habilitar o certificado digital no Chrome, ocorre regularmente porque as orientações disponíveis são apontadas para o menu de configurações daquele navegador, pedindo para habilitar em Privacidade Segurança → Segurança → Gerenciar Certificados → HTTPS/SSL.

Toda vez que se tenta carregar o Certificado no formato p12, ele dá erro desconhecido.

A solução é a seguinte, se lembrarmos dos procedimentos do Firefox, ele vai pedir para primeiro habilitarmos o Dispositivo, sendo necessário nesse passo, indicar a biblioteca, no meu caso a libaetpkss.so, assim, o erro desconhecido que ocorre no Chrome acontece por falta dessa habilitação de dispositivo, antes de se habilitar o arquivo certificado .p12.

Graças a ao artigo publicado por Kamarada[1] em setembro de 2019, para usuários do Susi, consegui superar essa dificuldade ao qual reproduzo os passos a seguir:

Lembro aos internautas que os passos a seguir consideram que o dispositivo já foi instalado no Computador com todas as bibliotecas, e está funcionando normalmente em outro navegador, como o Firefox por exemplo.

Passo 1: Instale a biblioteca libnss3-tools

sudo apt-get install libnss3-tools

Passo 2: Vá para o diretório Home de sua Workstation

Passo 3: No terminal, no diretório Home digite o seguinte comando:

modutil -dbdir sql:.pki/nssdb/ -add “nome_do_token” -libfile /caminho/para/a biblioteca

Por exemplo no meu caso ficou assim:

modutil -dbdir sql:.pki/nssdb/ -add “GD_burti” -libfile /usr/lib/libaetpkss.so.3.5.4256

O programa modutil abrirá uma pequena janela de alerta informando que é necessário fechar o navegador, basta constatar se está fechado e clicar Enter:

Passo 4: Ainda dentro do diretório Home, é possível checar o carregamento do dispositivo com o seguinte comando:

modutil -dbdir sql:.pki/nssdb/ -list.

Passo 5: Agora sim, entre nas configurações do Chromium (preferível para o Linux) ou Chrome e você conseguirá carregar teu certificado.

Referencias:

1 – KAMARADA: Configurando certificado digital no navegador Google Chrome / Chromium Disponível em https://kamarada.github.io/pt/2019/09/26/configurando-certificado-digital-no-navegador-google-chrome-chromium/#.YB0zWnWE6Tc. Acesso em 05 fev. 2021.

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