Retiro da Quaresma: Cântico

Cântico no exílio, vislumbrando o retorno para o seu povo.

Em dezembro de 2020, os jornais do mundo inteiro noticiaram o acontecimento de um fenômeno meteorológico na China, chamado de parhelio, registrando a incrível imagem de 3 Sóis.

Mas ao mergulhar na grandeza desse fenômeno fomos inspirados a compor um cântico novo, ou salmo, que chamamos Do Mundo és Aurora, cuja letra vem pela mensagem da própria impressão do que nos surpreendeu ao nos depararmos com aquela doce imagem de saudação de Paz, por uma Rainha, acompanhada por duas Ladys atrás.

Libertando-se das fronteiras de credos particulares, contemple-a por 30 segundos para receber a Saudação da Paz.

O protagonismo das Ladys

O protagonismo da Lady Santa Clara, se deu pela sua ligação ao Irmão Sol, como cantou Jorge Benjor, Santa Clara clareou, que por isso se ligou a consumação de um tempo de mil anos pelo calendário de Franscico, seu irmão, Frei Gerardo de Borgo e Joaquim de Fiore.

O segundo protagonismo, o de Santa Bárbara, mostrando o amor do Senhor por seus inimigos, pois, se faz por ter sido rejeitada pela própria Igreja, razão do seu martírio e também nos quarenta anos da mensagem de Garabandal, pelo preconceito, ou intolerância religiosa da atual Igreja, como também aconteceu com São Jorge e Santa Margarida de Antioquia que foi desonrada ao deixar de ser chamada de santa por rejeição à sua memória, e peço licença para incluir também, a inocência em Cristo do irmão de Francisco, Frei Gerardo de Borgo, intolerado pela Igreja diante de seus honrrados e honestos trabalhos.

Assim, Deus a tornou Lady, Embaixatriz dos descendentes de Salomão e da Rainha de Sabah, para falar na língua deles, confirmando o que disse Paulo quando falou que o Deus de Abrahão, Isaac e Jacó, não é só Deus de Israel, pois, já não existe mais judeus, gregos, americanos, africanos, europeus, asiáticos, mas, “com efeito, vós todos sois filho de Deus pela fé em Cristo Jesus” e se acolhem o Cristo como seu Senhor, “Não há mais judeus ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher: pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gálatas, 3-26-28).

Assim, diante da escravidão daqueles que trabalharam sob perverso tratamento desumano, pior do que dado a outros animais, e hoje continuam a trabaralhar a vida inteira, na terra da Rainha de Sabah, que é a Rainha do Sul, sem conseguir formar patrimônios, mas só, pagando juros e prestações e pedidos de favores, vivendo sempre como sobreviventes dentro do suplício da falta de dignidade, sem poder ser tratados como cidadãos das democracias, Santa Bárbara levou a Deus as lágrimas dos olhos morenos, cantada no salmo Conto de Areia, por Clara Nunes.

E, como uma mãe que amamenta nos peitos seus filhinhos, cuidou da dignidade deles lhes falando da promessa que se realizaria em nossos dias, e, na alegria do Senhor que é a nossa força, abriu um sorriso de moça, pedindo para dançar: “era um peito só (porque ela teve um seio estirpado no seu martírio diante da Igreja), cheio de promessa era só, era um peito só, cheio de promessa era só”, mas agora garantido para a descendência de Davi, um peito cheio de orgulho pela certeza do restabelecimento da dignidade da libertação dos cativos) “.

E a ligação de Santa Bárbara com a Rainha, a partir do Brasil, é porque situando-se no Polo Sul, o seu povo, com o sangue dos africanos, aclamou como Rainha do Brasil, aquela que o Senhor chama de Mulher, quando lhe diz “eis o teu filho” (Jo 19,26), negra, Aparecida, parecendo brincar com o nome Cabrita, ou Capela de Auriga, 6º estrela mais brilhante do Universo, e que na Cruz do Céu do Brasil, novamente ela parece querer nos fazer sorrir, pois, aparece como a estrela intrometida da constelação de Cruz, ao compor a silhueta do buraco feito pela lança dos insensatos, no peito de Jesus, que nesta perspectiva, está de costas para a Terra, e do céu, olha para Deus nos Céus, ou como o Sacerdote Eterno intercede a Deus, com a Aparecida do seu lado direito, porque à direita Dele está a Rainha (Salmo 45).

Tentando sintetizar isso, compomos um salmo que se chama Rainha do Sul que você pode ouvir aqui, mas sem esquecer de contemplar acima “do Mundo és Aurora”:

Autor: Laurentino Lúcio Filho

Advogado na área cível-empresarial, há 26 anos, Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na linha da Semiótica Cognitiva com foco em formação docente e Professor Universitário nas graduações de Adminsitração, Gestão de Pessoas e Contabilidade.

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