Recuperando a confiança no amigo

Este artigo vem nos convidar a desenvolver a coerência como instrumento de estímulo à saúde mental.

Nosso Quinto Tema vem apresentar uma autocrítica sobre o nosso comportamento de quando nós agimos como falsos amigos, ou seja, quando nos aproximamos de alguém movidos por interesses pessoais, e acreditem, sem querer ofender o leitor, mas, todos nós temos esse comportamento.

Um convite a autocrítica

E, para podermos avaliarmos com coerência esse nosso comportamento, precisamos aprender a fazer uma autocrítica, como nos ensina o psicólogo Fernández Gonzales:

se não aprendermos a aceitar os comentários negativos, nunca tentaremos superar e eliminar nossas desvantagens. Também insiste na necessidade de uma boa comunicação com os outros, já que são os bons amigos que nos ajudam a ter uma visão mais objetiva dos nossos comportamentos e nos motivam a melhorá-lo: “É fundamental para o sucesso nas relações, e também para ter uma visão saudável sobre nós mesmos” (MATEOS, 2018, p.1)1

Se olharmos para o nosso dia a dia, vamos nos lembrar que nos aproximamos de muitas pessoas porque elas podem render algum valor para nós, seja de reconhecimento, seja de oportunidades, seja porque somos obrigados, como por exemplo, quando temos de conviver com aquele colega de trabalho intragável, ou com aquele chefe insuportável que as vezes nos faz ultrapassar todos os limites:

“A maioria das pessoas não pede demissão dos seus empregos; elas pedem demissão dos seus gerentes”, afirma a VP de recrutamento do JPMorgan Chase, Wendy Duarte Duckrey (FLORENTINE, 2019, p. 1)2.

Este nosso comportamento de mover-se em razão de uma dependência emocional, seja ela decorrente de necessidade econômica, de falsa segurança, ou afetiva, nos afasta da coerência conosco mesmo, e, muitas vezes, faz nos tornar predadores, pedindo desculpa aos lobosm que tem muita dignidade, mas, como lobos de nossos próximos:


E isso pode ocorrer por diversos fatores”, avalia Teresa Messeder Andion. Ela cita que todos nós podemos agir de forma interesseira em determinados momentos e sob determinadas condições, pois aspectos ambientais, como a cultura do ambiente em que estamos, podem funcionar como um estímulo à adoção dessa postura.
O oportunismo, portanto, pode ser apenas uma resposta a uma situação ou ao meio em que se está. Mas a característica pode também denotar uma história de vida conturbada e até mesmo traumas
(BESSAS, 2021, p. 1).

Um convite ao espírito da coerência

Se olhamos com coerência para nós mesmos, e sabemos que temos essas tendências que não são naturais, mas, efeitos corrompidos de comportamento, vamos perceber que isso, traz como efeito mais nocivo a morte da fé, pois, perdemos a capacidade de acreditar que as soluções não saem de nossas, ou seja, para nós só acreditamos naquilo que está em nossas mãos.

Assim, quando nos vemos despidos dela, não nos sentimos seguro diante da verdade, nos sentimos sozinhos, rejeitados, e ignorados, e não acreditamos nos bens que nós temos, e nossos olhos são tomados pela escuridão, como, podemos reconhecer nas palavras do Profeta Jeremias dirigida a um povo interesseiro que, pela falta de coerência consigo mesmo, não era mais capaz de reconhecer a sinceridade na amizade verdadeira:

A todos enviei meus servos, os profetas, e enviei-os cada dia, começando bem cedo; mas não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, obstinaram-se no erro, procedendo ainda pior que seus pais.
Se falares todas essas coisas, eles não te escutarão, e, se os chamares, não te darão resposta.
Dirás, então:Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção.
Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca.’
(Jr 7, 25-28 – Liturgia Missal – Terceira Semana da Quaresma – Quinta-Feira – 24/03/2022).

Parece difícil de acreditar, mas há muitos que se dizem próximos de Deus, mas não são seus amigos, estão ali, porque querem repouso, querem sustento, querem paz, lembremos das multidões que acorriam a Jesus, no Tempo em que Deus visitou a Terra, não porque eram seus amigo, mas porque queria um benefício dele, uma cura, a divisão de uma herança, um bilhete para ingressar no céu como pediu o jovem rico.

Nos dias de hoje não é diferente, hoje batemos no peito que somos religiosos, mas nos aproximamos de Deus para desfrutar dos bens que eles nos dá. Deus permite isso sim, porque deseja num primeiro passo atrair nossa amizade, mas, como um amor não correspondido, aceitamos os bens e não valorizamos a amizade.

Assim seja no nosso dia a dia, ou, como pastores à frente de uma igreja, a amizade é fria, não como amigo que serve ao seu Deus,, prevalecendo mais o interesse próprio, vestem-se como pastores sob a insígnia de uma Igreja, mas nos segredos das sacristias, se revelam como verdadeiros lobos.

A FPE (Frente Parlamentar Evangélica), conhecida como bancada evangélica, vem sendo cobrada sobre um posicionamento após a revelação de que dois pastores evangélicos exercem forte influência sobre a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) (ARREGUY, 2022. p. 1)4

Fonte: UOL

E, ainda….

Mais de 216 mil crianças foram vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica na França, aponta relatório.
Número sobe para 330 mil se considerados os laicos que trabalharam nas instituições católicas, diz comissão que investigou a igreja durante 2 anos e meio. Instituição pediu perdão às vítimas.
(G1, 2021, p. 1)5.

Somos sim, muitas vezes, oportunistas, batemos no peito amar a Deus, batemos no peito defender uma religião, mas apenas para nos aproximarmos do Sagrado, esperanto obter bens, ou vantagens, que chamamos de “graças, sem a disposição de se testemunhar a Palavra pela fé, mas sim, o da vantagem que Deus pode oferecer, como meios de nos garantir a saúde, a segurança e o pão nosso de cada dia.

Vemos os santuários e nas festas religiosas, a grande atração por bens, vantagens pessoais, curas de cegos e paralíticos, como aconteciam com as multidões do tempo do ministério público de Jesus, e muito pouca capacidade de se reconhecer o resultado da Palavra pela Fé, como Glória de Deus, pois, a fé se tornou morta, pela ausência da amizade, e distante de Deus, manifestam o seu amor a Deus pelo que Ele faz, por isso, parece-lhes impossível que Deus fará algo por eles, se estiverem fé na Palavra, no Deus que É um amigo.

Com a fé morta, pensar por exemplo que é impossível viver sem dinheiro, ao passo que professam que não se dever amar a Deus e ao Dinheiro, parecendo verdadeira escuridão mortal, amar Deus pelo que Ele É, na certeza de que ele cuidará de cada necessidade, renunciando-se a todos os interesses próprios, para aproximar-se dele apenas pelo amor a uma amizade verdadeira.


Dessa forma perdemos a graça de reconhecer o Deus amigo, e O Vemos como o próprio demônio:

Jesus estava expulsando um demônio que era mudo.
Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas.
Mas alguns disseram: ‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios,
que ele expulsa os demônios.’
Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu
(Lc 11, 14-16 – Liturgia Missal – Terceira Semana da Quaresma – Quinta-Feira – 24/03/2022).

Portanto, se você neste momento se aproxima de Deus, porque gosta de ficar perto do Santo, louvando, curtindo, achando que pode receber dele o pão, a saúde, a salvação, renuncie a si mesmo, despoje-se de tudo, e ame apenas o Tesouro da Amizade que forja o Ouro da Aliança que Deus jamais esquece, pois, é muito breve o tempo para que testemunharemos todos juntos o julgamento de que:

Quem não está comigo, está contra mim.
E quem não recolhe comigo, dispersa
(Lc 11,23 – Liturgia Missal – Terceira Semana da Quaresma – Quinta-Feira – 24/03/2022).

Referências:

  1. MATEOS, Alejandra Sánchez. Seis comportamentos que fazem as pessoas se afastarem de nós. In Caderno Ciência, 26/08/2018 – El Pais. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/25/ciencia/1535181881_915785.html. Acesso em 24 mar. 2022.
  2. FLORENTINE, Sharon. 9 motivos pelos quais os funcionários saem das empresas. In CIO/EUA – IT Forum. Disponível em https://itforum.com.br/noticias/9-motivos-pelos-quais-os-funcionarios-saem-das-empresas/. Acesso em 24 mar. 2022.
  3. BESSAS, Alex .Aprenda a identificar um ‘interesseiro’, mas saiba: agir por interesse é normal. In Caderno Comportamento – O Tempo 06/04/2021. Disponível em https://www.otempo.com.br/interessa/aprenda-a-identificar-um-interesseiro-mas-saiba-agir-por-interesse-e-normal-1.2468370. Acesso em 24/03/2022.
  4. ARREGUY, Juliana. Cobrada após áudio, bancada evangélica lida com disputas internas. In Caderno Política – UOL 24/03/2022. Disponível em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/03/24/bancada-evangelica-mec-quem-sao-deputados-senadores-frente-parlamentar.htm. Acesso em 24 mar. 2022.
  5. G1 – Portal de Notícias. Mais de 216 mil crianças foram vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica na França, aponta relatório. Disponível em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/10/05/mais-de-216-mil-criancas-foram-vitimas-de-abusos-sexuais-na-igreja-catolica-na-franca-aponta-relatorio.ghtml. Acesso em 24 mar. 2022.

Descobrindo a verdade

O presente artigo convida o leitor para fazer uma experiência de encarar a verdade diante de si mesmo como meio de se criar sentido de vida.

Iniciamos o quinto tema do capítulo 2, que trata da praxis dentro do contexto do tempo atual que é a penitência quaresmal pelos sofrimentos da Guerra, em que nos vemos como protagonistas dentro de uma arena sujeita a sofrer todo o tipo de violência até o ponto de perdermos totalmente a capacidade de acreditar.

Talvez a maior e mais definitiva sentença sobre guerras seja a morte da verdade (ROSSI, 2022, p. 1)1.

Credit: Geralt

Parece apenas, uma mensagem apelativa quando o Jornalista propôs que a morte da verdade é a primeira vítima da guerra, mas, ela é muito mais do que isso, porque, se olharmos com mais cuidado, vamos ver que a vítima somos nós, da mesma forma que somos nós os autores dos crimes de assassinato da verdade.

Sob a ideia do livre arbítrio nos consideramos senhores e julgadores, mas tendo matado a verdade, ou, feita ela como prisioneira da injustiça, como nos diz São Paulo, a exemplo do que já acompanhamos quando Herodes temia a opinião publica por matar João Batista, ou Fariseus que temiam pela rejeição popular pela condenação de Jesus, ou Pilatos que não vendo culpa em Jesus, o condenou por medo da impopularidade política, nos dias de hoje da opinião pública na corrida eleitoral em todo o Mundo.

Alinhamos nossa arbitrariedade pela nossa opinião pessoal, como se fôssemos donos da verdade, mas ela está cheia dos vícios da nossa vaidade e ambição, e assim, somos lançados no campo da guerra como opinadores, ou, juízes, a formar opinião que define as estratégias dos guerrilheiros.

A minha alma está cercada por leões ferozes, tenho de repousar entre homens perversos, que por dentes têm lanças e flechas e, por língua, uma espada afiada!

Salmo 56 (57),4

E em meio a guerra de armas, a língua que mata a verdade, produz uma guerra de versões

A ideia básica que permeia a menção aos termos ‘fake news’ e ‘pós-verdade’ é a da existência de uma era de rápida velocidade de produção e circulação da informação. Em suma, as formas tradicionais de organização, seleção, classificação e exclusão discursivas são colocadas em xeque em um ambiente no qual parece não haver mais qualquer autoridade estabelecida, ou seja, no qual qualquer um pode dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto da maneira que bem entender. A informação pode vir de qualquer fonte e sem nenhum critério, com potencial de se espalhar, de manipular as emoções e de realizar influência destrutiva e determinante na população, capaz talvez de definir os rumos das democracias contemporâneas (ALVES E MACIEL apud MANS, 2020, p. 147-148)2.

E se falamos da caminhada penitencial da quaresma, o mesmo tema da morte da verdade também é tratado pela Igreja sob a denominação de subjetivismo com o seguinte apresentação

Esta confusa noção da realidade chamada relativismo está no coração da crise que ameaça a cultura hoje. O relativismo muda o foco da realidade para o sujeito individual. E, dado que as pessoas têm percepções diferentes, a verdade é vista como relativa. Isto, porém, só pode levar a uma ‘ditadura’ de opiniões, porque quando não podemos apoiar-nos na realidade e na razão para provar o nosso argumento, ficamos discutindo e lutando pelo poder, o que resulta em caos e até mesmo em violência (OLMSTED, 2019, p. 1)3.

Diante destes textos já podemos perceber que não falamos de duas nações guerreando, nem do que a sociedade prática, mas sim do poço lodaçal ao qual estamos imergidos, o túmulo da morte, ou a cadeia que aprisionamos a verdade, em que vivemos julgando os fatos, a fim de oferecermos opinião pública aqueles que pensamos se importar com essa opinião.

Alardeiam com sua boca, têm espadas, entre os lábios: “Pois quem está ouvindo?”

Salmo 58 (59),8

Assim, não importa o termo, ainda que seja: fakenews, pós-verdade, subjetivismo, há dois fatos que torna impossível negar a verdade; o primeiro que é que você faz parte dele, pois, estamos dentro dessa realidade social; o segundo é que a verdade é morta a todo o tempo e percebemos ao esfriarmos nossa fé como se estivéssemos sozinhos.

Mas, continuando nossa caminhada penitencial da quaresma, cujo coração contrito se depara com o crime da morte da verdade, ao refletirmos que se o Senhor é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6), e, se matamos a verdade que é Deus, é porque nos aliamos à mentira que é do Diabo, perdendo toda a nossa fé.

Poderíamos nos arriscar a dizer, mas eu não mato a verdade, no entanto, se estamos diante da verdade, ela vai dizer-nos que: “se declaramos que não temos pecado algum enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8), pois, para dizer que estamos longe da mentira, precisaríamos estarmos vivendo em uma outra realidade para nos declararmos livres disso.

Como exemplo, ao voltar nosso olhar para nós mesmos agora, vamos nos encontrar fazendo um julgamento sobre a guerra na Europa, e todos com o coração cheio de piedade, vão se compadecer da nação ucraniana, contudo, continuam comendo o adubo e o petróleo russo, que sustentam as armas que a destroem.

Temos dó, temos piedade, mas não mudamos de vida, pois, com lágrimas de crocodilo, corremos para o petróleo da Venezuela ou do Irã, continuamos a matar a vida, permanecendo em nossa pós-verdade ou verdade conveniente como nos ilustra a nossa inconsciente incoerência, a notícia abaixo:

São poucos os lugares na Terra que os humanos não estragaram com os desperdícios e a poluição resultantes de carros esbanjadores de gasolina, com a eletricidade a carvão com que alimentamos as nossas casas ou o pó e fuligem que resultam dos incêndios florestais que agravamos

(FRITZ e GAINOR, 2022, p.1)4.

Assim, da mesma forma que nos enchemos de dó da nação ucraniana na guerra, ao final do tempo quaresmal, estaremos nos enchendo de dó de um Cristo morto, porque a verdade foi assassinada, e sob a mentira Ele foi julgado e condenado à cruz, e, nós, cheios de dó ou pena daquele Cristo crucificado, nos conformamos que assim foi necessário, para que não fôssemos nós no lugar Dele, como se estivéssemos acima da lei que deveria ser aplicada somente a Ele.

Enganamos a nós mesmos, pois, o Senhor nos disse não tenhais dó de mim, tenhais dó de vocês mesmos e de vossos filhos: “e uma grande multidão seguia a Ele, inclusive muitas mulheres que choravam e pranteavam em desespero. Porém, Jesus, dirigindo-se a elas, as preveniu: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; antes, pranteai, por vós mesmas e por vossos filhos” (Lc 23, 27-28)!

Assim, a revelação de que, por sermos senhores do livre arbítrio, atribuímos os efeitos da lei só para os outros e a nossa consciência subjetivista nos deixa livres de sermos alcançados por ela, para que assim não se aplique a nós mesmos o sofrimento dos outros.

Isso, nos faz, afastarmos da verdade (ou a matamos), e com isso, perdemos a amizade de Deus, e sem Deus, perdemos o dom de reconhecermos a verdade seguindo para o caminho da escuridão da morte, nos sendo dito de uma forma bem simples por São Paulo:

Irmãos, 1vós estáveis mortos por causa de vossas faltas e pecados, 2nos quais vivíeis outrora, quando seguíeis o deus deste mundo, o príncipe que reina entre o céu e a terra, o espírito que age agora entre os rebeldes.

3Nós éramos deste número, todos nós. Outrora nos abandonávamos às paixões da carne; satisfazíamos os seus desejos, seguíamos os seus caprichos e éramos por natureza como os demais, filhos da ira (Ef 2,-1-3– Liturgia 29ª Semana do Tempo Comum – Ano A – Segunda-Feira 19/10/2020).

Portando, ja é possível perceber que nosso subjetivismo nos separa da verdade nos deixando privados da vida, e, o único sentido é a nossa caminhada de voltar à verdade, mas isso, não dependente de nós, não é uma opção pessoal de escolha, pois, ainda que quiséssemos, voltar à verdade não se daria por nós mesmos, pois, perdemos a amizade com Deus, é Deus quem nos escolhe.

Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé.
E isso não vem de vós; é dom de Deus!
Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe.
Pois é ele quem nos fez;
nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos
(Ef 2,-8-10 – Liturgia 29ª Semana do Tempo Comum – Ano A – Segunda-Feira 19/10/2020).

Estamos fadados à morte, e isso não é uma frase de efeito, é real, porque perdemos a graça de Deus, de forma que não somos mais capazes de reconhecer sua presença próximo de nós:

Quando as multidões se reuniram em grande quantidade,
Jesus começou a dizer:
‘Esta geração é uma geração má.
Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas,
assim também será o Filho do Homem para esta geração
(Lc 11,29-30 – Liturgia 1ª Semana da Quaresma – Ano C – Quarta-Feira 09/03/2022).

Se na nossa caminhada penitencial formos capazes de reconhecer o nosso erro, seremos capazes de restabelecer nossa amizade com Deus, único caminho para o restabelecimento da verdade e da vida sob a forma de restabelecimento da Aliança sagrada e eterna, como nos ensina São Paulo:

Mas Deus é rico em misericórdia.
Por causa do grande amor com que nos amou,
quando estávamos mortos por causa das nossas faltas,
ele nos deu a vida com Cristo.
É por graça que vós sois salvos!
Deus nos ressuscitou com Cristo
e nos fez sentar nos céus
em virtude de nossa união com Jesus Cristo.
Assim, pela bondade, que nos demonstrou em Jesus Cristo,
Deus quis mostrar, através dos séculos futuros,
a incomparável riqueza da sua graça.
Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé.
E isso não vem de vós; é dom de Deus
(Ef 2,-4-8 – Liturgia 29ª Semana do Tempo Comum – Ano A – Segunda-Feira 19/10/2020)

É isso que o Senhor nos diz quando afirmou que “com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração (Lc 11,29-30 – Liturgia 1ª Semana da Quaresma – Ano C – Quarta-Feira 09/03/2022), pois o sinal de Jonas para nós presente no Senhor, é o mesmo acolhimento da verdade que teve a nação dos ninivitas que estava distante de Deus, evitando pelo coração contrito do reconhecimento da sua miséria, a catástrofe da destruição, e a nossa destruição é iminente, não pela guerra mas pela catástrofe ambiental.

Depois disso talvez a verdade nos seja revelada e deixemos de praticar a dó do Cristo morto, e passamos a celebrar a alegria da vitória da vida sobre a morte e como aqueles gregos que recobraram a graça de Deus, possamos pedir “queremos ver Jesus” (Jo 12, 20-22).

Vendo Jesus somos capazes de ser curados assim como foram curados os rebeldes no tempo de Moisés que eram picados mortalmente por serpentes, e recuperavam a vida:

14Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, desse mesmo modo é necessário que o Filho do homem seja levantado, 15para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Jo 3,14-15)

1ROSSI, Edson. Invasão da Ucrânia: breve receituário (e quatro dicas) de como não ser enganado pela cobertura da mídia. In Análise, 28/02/2022 – Isto é Dinheiro. Disponível em https://www.istoedinheiro.com.br/invasao-da-ucrania-breve-receituario-e-quatro-dicas-de-como-nao-ser-enganado-pela-cobertura-da-midia/. Acesso em 09 mar. 2022.

2ALVES, Marco Antônio Sousa, e, MACIEL, Emanuella R. Halfeld. O fenômeno das fake news: de!nição, combate e contexto. In Revista Internet e Sociedade, N.1⁄V.1⁄JANEIRO DE 2020 p. 144 A 171, Disponível em https://revista.internetlab.org.br/wp-content/uploads/2020/02/o-fenomeno-das-fake-news-definicao-combate-e-contexto.pdf. Acesso em 09 mar. 2022.

3OLMSTED, Thomas. É mentira que cada um tenha a “sua verdade”: a Verdade não é relativa. In – Atualidades, 11/12/19 – Aleteia. Disponível em https://pt.aleteia.org/2019/12/11/e-mentira-que-cada-um-tenha-a-sua-verdade-a-verdade-nao-e-relativa/. Acesso em 09 mar. 2022.

4FRITZ, Angela e GAINOR, Danya. Carbono negro é nova forma dos humanos causarem alterações na Antártida; entenda. In Tecnologias CNN Brasil @cnnbrasil, 12/03/2022.

O milagre da Ucrânia

Diante da angustiante experiência que vivemos nos dias presentes, apresentamos alguns caminhos que podem oferecer segurança e certeza para o amanhã em meios às dores do dia a dia.

Estamos vivendo dias angustiantes diante das notícias de guerra, e, se dissermos que não nos importamos como isso, mentimos para nós mesmos, porque é a Humanidade inteira que está sendo afetada por esse fenômeno, é não é só uma questão financeira, é questão da própria existência dela.

Na visão humana, o que parece é que ha um grande tabuleiro, onde de um lado há aqueles que dizendo-se em nome da paz, se julgam donos do poder bélico absoluto, e para isso, não medem consequência dos meios para justificar os fins.

Do outro lado há aqueles, dizendo-se em nome da paz, que se julgam os donos do poder econômico, e atribuem um preço caro para o mundo, mas, esquecem que o mundo não lhes pertencem e nem sabem se estarão vivos amanhã, como nos foi ensinado pela liturgia missal da Quarta-Feira da Sétima Semana do Tempo Comum de 23/02/2022:

Caríssimos: 13E agora, vós que dizeis: ‘Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, negociando e ganhando dinheiro’. 14No entanto, não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida, amanhã! Com efeito, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece. 15Em vez de dizer: ‘Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo’ (Tg 4-13-15).

O que é possível perceber diante deste panorama é que nem um de um lado é possível se salvar pelas armas, nem do outro é possível se salvar pelo dinheiro, e por isso, não se tem a paz, ou, se a tivéssemos, seria uma paz injusta, como disse o Senhor, a paz do mundo não é a Paz que Deus nos prometeu:

27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”(Jo 14,27-29 – Liturgia Missal terça-feira da 5ª Semana da Páscoa – Ano B – 04/05/2021).

A partir destas considerações, perguntamos o que há de concreto a oferecer-nos uma saída para um momento tão crucial nos destinos da Humanidade?

A resposta para isso de uma forma imediata é: mudarmos a nossa vida, para considerar que a Paz que Deus nos oferece é a verdadeira paz, isto que dizer para nós agora, não devemos esperar uma solução humana, como por exemplo vemos hoje o milagre da resistência da Ucrânia, algo que parece inacreditável, mas fora das visões humanas, há um coração de Mãe, escondido que ninguém vê, abraçando cada um daqueles filhos e protegendo-os de tragédias maiores.

Sim, o Senhor prepara cada um dos seus filhos para encarar o inimigo opressor, e lhes dará vitória, semeiam entre lágrimas mas os frutos serão de alegria, pois, renunciarão a paz falsa que o mundo oferece através de articulações puramente humanas, para acolher a Paz verdadeira, se estabelecendo naquela Nação efetivamente. Glória a Ucrânia sim, mas, por primeiro, Glória a Deus que se lembrou de sua aliança.

Se compartilharmos com esta Nação, a consciência firme deste propósito, temos condições de encontrar o caminho para essa Paz, que virá das mãos do Senhor, como podemos conferir na recomendação que o Apóstolo São Tiago nos faz na liturgia missal de sexta-feira da 7ª Semana do Tempo Comum de 25/02/2022, quando nos convidou a olhar que as ações humanas tanto do lado das armas como do lado do dinheiro, por ser humanas, não garante a vida de ninguém.

Por isso, não cabe a aqueles que desejam a verdadeira paz, por suas esperanças nas armas e contra o dinheiro, ou por suas esperanças no dinheiro e ser contra as armas, quando nos ensina: “9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5,9). Ponha sua esperança no Senhor, e Ele te dará as armas necessárias para a vitória contra o pior dos inimigos.

Se o caminho da paz não é por armas, nem pelo dinheiro, cumpre a nós agora compreender então, qual o caminho devemos seguir para que possamos efetivamente receber a promessa a nós dada pelo próprio Cristo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Jo 14,27), pois, a promessa de que o caminho certo de solução para a Paz, não vem das ações humanas, mas sim, vem de Deus.

Quando dizemos que a solução para a Paz vem de Deus, não estamos criando uma afirmação vaga do tipo, se Deus quiser teremos paz, como já nos advertiu São Tiago na Liturgia Missal da terça-feira da Sexta Semana do Tempo Comum – 15/02/2022 quando disse:

13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte (Tg 1,13-15).

Ao contrário disso, saindo do abstrato, do subjetivo, estamos testificando de forma eficaz o cumprimento da Palavra nos deixada por Testamento, para que reconhecêssemos que tudo isso, já estava previsto pela Escrituras como anunciado pelo Senhor que nos pede a prestar atenção para quando acontecer nós acreditarmos; “28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis” (Jo 14,28-29).

Foi nos dito antes, para que acreditássemos quando acontecesse que: Quando ouvirdes falar de batalhas e notícias de guerras, não fiqueis alarmados: é preciso que essas coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. 8De fato, há de se levantar nação contra nação e reino contra reino. Haverá terremotos em vários lugares, e muita fome. Isso é o começo das dores (Mt 13,7-8).

Não fiqueis alarmados quer dizer, ficais atentos aos sinais, eis que eu vos disse antes para que quando acontecer acrediteis, e se temos dúvidas ainda de que a notícia de guerra presente é a mesma das Escrituras, talvez podemos ter mais certeza, se olharmos para as mesmas advertências repetidas em 1917, em Fátima – Portugal, portanto, dito antes que acontecesse, quando nas visões de Nossa Senhora do Rosário pelos Pastorinhos, Ela convidou o mundo a mudar de vida, renunciando a paz falsa do mundo e voltar para a Fé como forma de instituição da Paz:

Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará. (SANTUÁRIO DE FÁTIMA, s/d, p.1)1

E, repetido novamente pelas crianças de Garabandal quando descrevem as seguintes visões:

Os seus rostos no momento das visões atestam o trauma sentido por Jacinta, Mari Loli e Mari Cruz, durante a primeira noite dos gritos. Mari Loli parece ter sido a primeira a falar sobre isso em 1967, quando prestou informações a um sacerdote mexicano, Padre Gustavo Morelos. Três anos depois, a mesma informação, de posse de Maria Saraco, foi escrita e confirmada por Mari Loli com a sua própria assinatura. A informação que foi transmitida foi a seguinte:

“Apesar de continuar a ver a Virgem (durante a primeira noite dos gritos), nós vimos uma grande multidão de pessoas que estavam a sofrer intensamente e gritavam de terror. A Mãe Santíssima explicou-nos que esta grande tribulação, que não era o Castigo, viria porque teria chegado um tempo em que Igreja parecia estar a ponto de morrer. Ela ( a Igreja) iria passar por um terrível sofrimento. Nós perguntamos à Virgem o que é este grande sofrimento e ela disse-nos que era o “comunismo”.

(…)

Ao ser questionada sobre isso, Loli respondeu que o modo com que ela viu, pensou que seria mais do que isso. A tia de Conchita, Antonia, afirmou ter ouvido as videntes dizerem em êxtase que “se nós não mudarmos os nossos modos, a Rússia irá tomar posse do mundo inteiro”. Se este for o caso, então a perseguição será em toda parte, além dos confins da Europa.(APOSTOLADO DE GARABANDAL, s/d, p. 1)2.

E, se ainda assim, restar dúvidas, talvez possam nos ajudar, os fatos presentes e suas relações diretas com o prenúncio tratado na Revista Garabandal publicada em 1988.

PATRICK, 1988, p. 43

Traduzindo o texto em inglês acima:

Quadro da esquerda: Na terça-feira, 29 de setembro de 1987, na conclusão do Sínodo dos Bispos Católicos Ucranianos em Roma, esta foto, tirada dos Bispos ucranianos do Mundo Livre, e um grupo de leigos, com o Santo Padre, o Papa João Paulo II. De 7 a 12 de julho de 1988, a celebração oficial do milênio acontecerá no Vaticano, com o Papa presidindo.

Quadro da Direita: Os Pinheiros de Garabandal, vistos do campanário da igreja da aldeia, simbolizam a tão esperada libertação dos católicos ucranianos e de todos os cristãos que sofrem perseguição religiosa atrás da Cortina de Ferro.

Depois lembrando-nos ainda, o que o Senhor nos disse de que eu vos falo antes para quando acontecer vós acrediteis, concluindo sobre a relação entre a Rússia e as aparições, em 1988, a mesma autora escreveu o seguinte:

Garabandal é Deus falando ao mundo em crise que inclui a Igreja, os sacerdotes e o povo. Além das duas grandes Mensagens dadas em Garabandal por Nossa Senhora, estão as que dizem respeito aos papas, ao sofrimento da Igreja e à conversão da Rússia.

Em Garabandal, foi profetizado um grande Milagre dos Pinheiros que deixará no local um sinal sobrenatural visível permanente que pode ser fotografado e televisionado mas não tocado.

Em 20 de julho de 1963, a vidente de Garabandal Conchita, em uma locução com Nossa Senhora, perguntou se o Milagre converteria a Rússia. Ela respondeu: “sim, ela se converterá e todos amarão Nossos Corações.

Então, queridos irmãos e irmãs da Ucrânia, celebrem seu Milênio! Alegrem-se! Espalhe as noticias! Não se assustem! O Senhor Deus enviou Sua Mãe Santíssima para trazer as boas novas de sua libertação (PATRICK, 1988, p.4).

Conclusão:

Quando ensaiávamos para sairmos do luto da Pandemia do Covid-19, caímos no luto das mortes pela Guerra, ou seja, começaram-se as dores, necessárias para mudarmos de vida, que consiste em aprendermos a renunciar o humanismo deixando de acreditar que a solução está nas mãos do homem, e, muito menos a salvação pela guerra ou pelo dinheiro, e prostrarmos à Sabedoria do Alto, na certeza de que é Deus quem define o curso da Vida, como o Senhor do Céu e da Terra.

Volte para Ele e perceberá que as soluções estão vindo dos Céus, um sinal perceptível para o coração, e receberemos a Paz que o mundo não tem, pois do contrário, o dinheiro ou a arma não manterá tua vida. E voltar para Ele significa deixar a rebeldia e aprender a ouvir os seus conselhos desenvolvendo a sensibilidade capaz de identificar que tuas ações e decisões já não são tuas, mas, Dele em você: não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim (Gl 2,20).

Portal Feliz dos Céus

Intercessão de Nossa Senhora da Conceição pelo Mundo

Pela natividade da Mãe do Senhor, recebemos o dom de tornarmos filhos de Deus, como vontade testamentária do Filho: “Mulher eis o teu filho” (Jo 19,26), atribuindo-lhe assim, a maternidade de Nossa Senhora da Conceição ao colocar em seu coração despedaçado, o consolo materno, pela missão de cuidar daqueles que a recebem como Mãe, “eis tua mãe” (Jo 19,27), e por isso, a exemplo da Rainha Esther, concedeu-lhe a glória de Porta Imaculada humana, “fecunda e sempre virgem”, que liga a Humanidade a Deus Celestial, o Portal Feliz dos Céus (Ave Maris Stella – Frei Galvão).

A MÃE DO REDENTOR tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque, ‘ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abbá! Pai’!’ (Gl 4, 4-6) (PAPA JOÃO PAULO II – Redemptoris Mater)

Oração para a Nação Ucraniana pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição

Santa Mãe de Deus,
estende o teu manto maternal sobre todos os cristãos
e sobre todos os homens e mulheres de boa vontade,
que vivem nesta grande Nação.
Guia-os para o teu Filho Jesus,
que é para todos caminho, verdade e vida
(Papa João Paulo II – Oração à Nossa Senhora de ZARVANYTSIA).

Nossa Senhora de Zarvanytsia – Fonte: RISU – Relig. Infomation Serv. Ukraine

Oração pela Paz no Mundo:

“O reinado sobre o mundo pertence agora ao nosso Senhor e ao seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”.

“Nós te damos graças, Senhor Deus, Todo-poderoso, aquele ‘que é e que era’, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. 18 As nações tinham-se enfurecido, mas chegou a tua ira, e o tempo de julgar os mortos e de dar a recompensa aos teus servos, os profetas, os santos, e os que temem o teu nome, pequenos e grandes; chegou o tempo de destruir os que destroem a terra” (Ap 11,15.17-18).

Serva Tarsykiya Matskiv rogai por nos!

1SANTUÁRIO DE FÁTIMA. Narrativa das aparições: Terceira Aparição de Nossa Senhora. Disponível em https://www.fatima.pt/pt/pages/narrativa-das-aparicoes. Acesso em 25 fev. 2022.

2APOSTOLADO DE GARABANDAL. A grande tribulação antes do “Aviso”. Disponível em https://www.apostoladodegarabandal.com/a-grande-tribulacao-antes-do-aviso2/. Acesso em 25 fev. 2022.

3PATRICK, Marie Fitz. The church in silence. In Garabandal – The message of Our Lady in Mount Carmel: as a result of miracle, Rússia will be converted, April-June, 1988. Disponível em https://www.garabandal.us/wp-content/uploads/2013/02/russia.pdf. Acesso em 25 fev. 2022.

A Luz invisível

Este trabalho vem abordar a composição da relação entre o Fé e Ciência, tendo por objetivo, identificar o falso profetismo pregado a partir das imagens de um deus humano representado pela grande estátua do sonho de Nabucodonossor no Livro do Profeta Daniel.

Hoje iniciamos os trabalhos construindo o Capítulo 2, em que será abordado a prática da Palavra no nosso dia a dia, que também pode ser chamada de Praxis Cristã. Para isto, vamos nos valer das leituras da liturgia missal do mesmo dia da produção deste texto que é Mc 7,31-37 – Quinta Semana do Tempo Comum – Ano C – 11/02/2022.

A prática deste trabalho será a de entender que na relação de Deus com o homem, há alguns preceitos fundamentais, entre eles a de não construir deuses falsos adorando imagens, como diz a liturgia de hoje: “10Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido”! (Sl 80, 10).

O primeiro ponto que temos de considerar aqui é se existe um deus estranhos, ou se adoramos um deus desconhecido nos dias de hoje. Se olharmos para o Mundo que definha sob as dores da violência, injustiça e devassidão, barbáries, corrupção, a resposta é sim, existe deus estranho e adoramos um deus desconhecido.

O segundo ponto, depois da resposta acima é: quem é o deus estranho e o deus desconhecido que adoramos? A resposta é: a imagem de um deus humano que relacionamos como se fosse Jesus Salvador, que é representada pela grande estátua do sonho de Nabucodonossor no Livro do Profeta Daniel, ou Falso Profeta, por que Deus não pode ser relacionado à imagem:

Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem esculpida, nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou mesmo nas águas que estão debaixo da terra (Ex 20,4).

Para compreendermos isso, é preciso entender que Cristo encarnou-se no seio da virgem, sim, se fez carne, mas, ao se fazer carne, não viveu a corrupção humana, manteve-se íntegro, sem pecado, por isso, não é um deus humano, se fez igual a nós não como pessoa, mas sim, ao mergulhar nas trevas em que a humanidade está mergulhada, como diz São João:

1 No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. 2 Ela existia, no princípio, junto de Deus. 3 Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 9 Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. 10 Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. 11 Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram (Jo 1,1-6.9-11).

Por isso, adoramos um deus desconhecido, pois, se fosse permitido adorar a imagem de um homem ainda que relacionada a Jesus Salvador, estaríamos quebrando a Palavra que diz: Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem esculpida, nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou mesmo nas águas que estão debaixo da terra (Ex 20,4).

E, também ao figurarmos Jesus, o Salvador, à uma imagem de homem, estaríamos quebrando a Palavra, quando disse São Paulo de que a fé é a relação com Deus na forma de nos apresentarmos a Ele, sem o vê-Lo: “1 A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem” ( Hb 11,1).

Assim, parece-nos que estamos adorando um deus estranho e desconhecido, quando relacionamos a imagem de um homem a do Senhor Jesus, o que faz surgir o terceiro ponto: se estamos adorando um deus estranho e desconhecido”, também já somos capazes de ouvir a Palavra do Anjo que disse à Marta na madrugada da Ressurreição: “Ele não está aqui, ressuscitou como disse”.

Essa resposta do Anjo vai nos direcionar também ao que falou os Anjos aos Apóstolo na Ascensão do Senhor ao Céus, quando disseram:

10 Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (Atos, 1,10-11).

Estas Palavras Sagradas, nos ajudam a compreender a forma correta de adorarmos o Deus verdadeiro, nos fazendo entender a Palavra da Liturgia missal que nos diz hoje:

34Olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá!’, que quer dizer: ‘Abre-te!’
35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. (Mc 7,34-36).

Nesta Palavra em que o Senhor recomenda com insistência ao homem que havia sido curado para que não contasse a ninguém sobre a cura que se realizava, é pela razão de que não era Ele quem havia feito a cura, diante de sua condição humana, não foi Ele quem curou, mas sim Deus, pois, tudo provém de Deus.

No entanto, ao contrário disso, a divulgação daquela cura criaria, como de fato criou, uma imagem que relaciona falsamente a cura com a habilidade de um homem Jesus, como um deus humano, ao passo que Jesus ao recomendar ao homem curado, que se mantivesse o segredo daquela cura, era para que aquele homem permanecesse na contemplação da Graça de Deus que por sua misericórdia curou o surdo, vivendo a Fé, ou seja, sem se ver Deus.

Mas o homem não se manteve na Graça de Deus, e revelou para o mundo o segredo, e diante disso, não reconheceram a Luz, mas sim, todos se impressionavam com a destreza de um deus homem:” Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: ‘Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar’”.

Se estamos adorando um deus estranho e desconhecido, faz surgir o quarto ponto deste trabalho: Se não reconheceram a Luz, porque não A reconheceram, onde estava a Luz?

Para compreendermos esse ponto temos de entender que o Senhor, sendo Luz, assemelhou-se ao homem que é a Lâmpada, por isso, Luz e Trevas criaram uma semelhança comum, sob a forma de nuvem.

Assim, o Senhor, sobre as nuvens, ou seja, a Luz no momento da cura do surdo, parecia uma simples lâmpada, que só podia ser reconhecida pelo interior na Fé como Graça de Deus, e, não pelo exterior, isto é, pelo espetáculo produzido na imagem dos fatos que pareciam revelar diante dos homens a falsa ideia de um deus humano.

Conclusão:

Concluímos esse trabalho apresentando o Cristo pela Fé, pois, aqueles que seguem o Senhor, não se atrevem a olhar para Ele, mas, sob a Fé, imitam o exemplo de Simeão quando foi ao templo, conduzido pelo Espírito Santo, apenas contemplando permanentemente a Graça de Deus:

28 Simeão tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo:

29 “Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz, 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo” (Lc 2,-28-30).

No entanto, nos dias de hoje vivemos o culto camuflado do sagrado, atribuindo a Jesus a imagem de um deus humano, que se repete desde os tempos antigos em que Israel se rebelou contra Deus, adorando o Falso Profeta.

E assim, desde sempre até hoje continua cultuando a idolatria, narrada pelo Profeta Daniel no sonho de Nabucodonossor, representando que em toda a história o homem adorou deuses estranhos e desconhecidos.

Sendo o culto à idolatria: na Idade Antiga (cabeça de ouro), na Idade Média (o tronco de prata), na Idade Moderna (pernas de bronze), e, na Idade Antropoceno (pés de ferro e argila), como diz a Liturgia Missal de hoje na Primeira Leitura: Israel rebelou-se contra a casa de Davi até ao dia de hoje (Mateus 12,19).

Por isso, os Filhos do Espírito, que reconhecem Deus sem olhar para Ele, estão sob a frequência da Luz, como a Lâmpada do homem que se assemelha a uma lâmpada de luz infravermelha, pois ao resplandecer a Luz, parece estar apagada, não cria espetáculos aos olhos.

A Mistake in Chaos Theory: Updating Planck and Einstein’s Quantum

This work, developed from Charles Sanders Peirce’s Semiotics, aims to show that Planck and Einstein’s Quantum reveals itself incomplete when it used Chaos Theory to hide the explanation of what it did not knew how to explain.

We have been working here to help ordinary people to stimulate the spirit and the certainty that they can be happy in the midst of so much anguish, at the same time, teaching them how they can participate in the worldwide convocation of the Church of Rome, in the Synodal Process that will take place in 2023, which, given the present context, interests all of us, not just the religious.

This work is the third theme that composes the methodologies, having been preceded by the first theme that addressed the importance of the Process and the second theme the formation of the critical sense.

Now, let’s take another step in this journey, whose methodology will approach the “principles” tool, which has the function of structuring an art, or, the composition of a system, as if they were the mason’s plumb lines to demarcate the building foundation area.

To understand this principle, we start from the point that all creation, or creatures, only exist because they have energy in them, so we believe that Quantum Physics needs a correction, because it had Cartesian science in its development methodology, with this, he became contaminated with the vices of analogical science.

To better present this vice, we will make use of Max Planck’s studies by breaking the energy of bodies into packages, and calling the smallest unit of energy Quantum.

This quantum is composed of two principles, or magnitudes: the first is immaterial, which we call time, and, in the quantum, it was called picosecond. The second is space, which is material, or, physical, and in the quantum it was called the nanometer.

But Max Planck was classified as a conservative scientist, so in this work we believe that when developing his studies he chose his methodologies under strong influence given by the determinism and Cartesianism of the Classical Physics of Isaac Newton and Descartes.

Thus, when developing his studies focused on the fragmented methodologies of Cartesianism, the conclusion he reached about the quantum produced an analogical result of energy, because it contains only two dimensions, which are: the dimension of height, immaterial, in time (picosecond) and the dimension of width, the physics of space (nanometer), seeming to be incomplete when referring to three elements but only using two (picosecond and nanometer) when studying the concept of the quantum that says:

Energy can only be exchanged between different bodies through an integer multiple of an amount of energy which we call quantum particle in Quantum Physics, which is called Quantum (MOURA, 2011, p. 208)1

We can see that when the text above refers to “energy can only be exchanged between different bodies”, Planck applied a third element that did not compose the analogical structure of the quantum, which presents composed only of space and time, that is, it was missing in the composition of the Planck quantum, the third element that is the interaction, or, the conductor that produces the nuclear fusion of energy.

The subject above is related to the studies of Thermodynamics, in the composition of the systems and their processes of conservation and renewal of energies, however, for having been done under the methodologies of analogical science, the studies of Planck were consecrated by the works of Albert Einstein, when he studied in 1905, the quantum of light, and clarified that the packets, or fragments of energy, that is, the quantums, had exact and not random measurements, calling them photons, but, keeping under the analogical perspective of just two principles without the interaction or nuclear fusion.

The incomplete point that seems to be evident in Planck’s studies when he says that “Energy can only be exchanged between different bodies through an integer multiple of the amount of energy” (ibid), is that if there is an exchange between bodies, or that is, if there is a kinetic force to conserve or renew the energies in the movement of particles under entropies, then it means that the quantum is not analog/two-dimensional, but three-dimensional, since there is a third magnitude that composes the quantum, which is the Interaction Work, which we could represent like this:

Picosecond – Time – Immaterial = Alpha

Work – Nuclear fusion of energies – Abduction = Tau

Nanometre – Space – Material – Physical = Omega

When we understand this, it seems to us to show that the quantum under the two-dimensional methodology needs to be updated to include the element of interactivity in its composition, as an alternative to correct the vices of the Cartesian Science view.

This is necessary because the analogical quantum vision, that is, without a movement, without an interaction of the system in its composition, reproduces the same errors of Classical Physics, when misinterpreting the concepts and revealing itself from a limited perspective.

This limitation reaches the point of excluding the element Work from the composition of the quantum, which is shown to be responsible for the kinetic movements in the atoms leaving the two-dimensional structure for the three-dimensional structure composed of the Picosecond – Work – Nanometer.

The methodological influence of Classical Physics in the work of Planck and Einstein, repeating the vices of Isaac Newton’s Science, produced a wrong interpretation in the explanation of electron molecules, because, as they did not obtain a plausible explanation to define the trajectories of the molecules, they camouflaged the obscure point, such as uncertain or chaos theory.

Thus, the analogical vision of the quantum created a vacuum that was filled by the same Theory of Uncertainties, which covered up the explanation of what they could not explain, contradictorily naming a system that obeys a natural order of chaotic or chaos theory, which is sustained under a practice of errors and successes walking blindly through the results given in the probabilities of Statistical Physics.

This vacuum is revealed in the studies of Planck and Einstein, due to the absence of the third magnitude, constituted by Work, the Tau, which allows the explanation of the nature of electron molecules, that is, it ceases to be chaos, when the movements occur of the particles are guided by the interaction of the cell’s information, structure of its DNA.

That is, instead of random movements (chaos theory), they follow an orientation according to the nature of each one provided with a source with water, structuring their abilities that we can call Talent.

This third element, the Talent, absent in the quantum of Planck and Einstein, the semiotics of Charles Sanders Peirce, already seemed to foresee this error of limited interpretation of two-dimensional science, since the third element was discarded as being considered an illusion, or, useless superstition. when Peirce conceptualized Abduction:

Peirce’s concepts of abduction and synechism allow a broader view of the phenomenon of the sacred, as we come to conceive of it not as illusion, useless superstition, or even as an ineffable and incommunicable intuition; both concepts allow us to understand that the sacred is a logical necessity and a type of inference that allows man not only to take care of his surrounding reality, but also to increase the complexity of our knowledge and link us with the growth of nature, through of a sign process that makes us connatural to the mind of the cosmos that formed us. Both concepts advocate the idea of ​​having a continuum between the mind of the Cosmos and the human mind (SANTOS, 2005, p. 92)2.

When we understand the meaning of interaction as abduction thanks to the concept given by Peirce, it is already possible to highlight the importance of the magnitude of the Work, which produces the oriented interaction of molecules in electrons, moving away from the camouflage of the casual vacuum, or “theory of chaos”, because the abduction, or work of fusion of energies, is an orientation to structure the talents in the atom, as if it were the information of the DNA of all creation ordering the Universe.

Therefore, this abduction in Semiotic Science, allows us to understand the wisdom of birds and other animals that do not need schools to build the colors of their formations, the structures of their dwellings, the times of migrations among others, the order of Galaxies and systems planetariums:

Peirce understood that we are endowed, like animals, with an ability to guess, without there being, apparently, another cognition, a correct hypothesis. To this instinctive capacity existing in us, Peirce also called il lume naturale.

However, unlike Descartes in his Meditations, Peirce’s natural light is entirely in tune with an intelligent, mental and isomorphic nature to the human mind. That is, we have in us the natural insight into the laws of nature, which gives intuition not a self-centered character, self-contained in the human mind and determined by a God alien to his own creation, but a character of continuity, in which we recognize as sacred the echoes of nature speaking to us.

This ability to guess which we share with all living forms Peirce called abduction. In line with synechism, it is abduction, due to its innovative and creative character, that shows us how the constitution of the sacred is possible as an inferential process of man’s deep relationship with nature (Ibid, p. 96).

This understanding allows us to perceive that the three-dimensional quantum is not limited to the universe of quantum scientists, but extends to all living beings, and in this study it creates a principle for the Synodal Process, as a package, or capsule in the form of Science Three-dimensional, with the appearance of a magnetic field carrying Wisdom as light. that is, science gives the certainty of the Wisdom of our ancestors as DNA informs the cells, therefore, as a source of guidance in the greatness of the Work, or liturgical service.

In order not to make this article too extensive, we will present below a representation of the relationship of the three-dimensionality of the quantum in the interactions between the dimension of the Sacred and the dimension of the Universe.

Before that, we need to observe some precepts so we don’t betray ourselves and fall into the same mistake of two-dimensionalism, so we need to understand that in a relationship, and here, the relationship between the Celestial and Universe dimensions, it is understood the existence of an interaction.

This interaction could be called intelligible movements that conduct nuclear information that, compared to energy, we can make use of Einstein’s wave-immaterial/particle-material theory and consider energy as light itself and this relational interaction, which Peirce called thirdness in Semiotics because it gives quality, they act as the wheels that transport this light, which is called by the Physical Sciences a magnetic field.

For example, if we look at the Sun, we see the light, but we see it because there was a movement bringing the light to us, as if it were a capsule around the light, visiting each one who observes it, that is, because of the magnetic field. In the same way it occurs in the relational interaction between the Sacred and the Universe dimension, the interaction occurs as if they were water particles watering the World.

Having made these considerations, we present the following graphic representing the Celestial Relationship – Universe from the three-dimensional quantum, whose abduction or liturgy will have the three-dimensional Rosary as a magnetic field or chimes.

1MOURA, Cássio Stein. Física para o Ensino Médio Gravitação, Eletromagnetismo e Física Moderna. Porto Alegre – RS: EDIPUCRS, 2011 – Ebook. Disponível em https://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/12475/2/Fisica_para_o_Ensino_Medio_Gravitacao_Eletromagnetismo_e_Fisica_Moderna.pdf. Acesso em 20 jan. 2022.

2SANTOS, Gerson Tenório dos. Abdução e sinequismo: pedras angulares para uma semiótica do sagrado sua movimentação energética. In Revista Eletrônica de Filosofia – Cognitio – Estudo – PUCSP: São Paulo, Volume 2, Número 2, p. 91-104, Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/cognitio/article/download/5467/3914/13126 . Acesso em 20 jan. 2022.

O reinado de Pedro Romano: a transição

Este artigo faz uma abordagem das conjunturas atuais com foco na transição de eras tendo como referência o Estado do Vaticano.
Assim seu objetivo é o de ajudar a compreensão do momento para se restabelecer a esperança na vida.

Ao iniciarmos o ano de 2022, seguramente podemos dizer que vivemos novos tempos, tempo de transição de eras, sendo que na era atual vivemos o reinado do Papa Pedro Romano, ou, para alguns, o Papa Negro, ao qual devemos entender aqui como Papa não a pessoa única de um sacerdote, mas a composição de um Governo de Estado, ou seja, o próprio Mundo que defende as Leis do Mundo como ideal de justiça, não se resumindo somente às ações de uma Igreja, mas tendo-a apenas como referência.

Pedro Romano é de acordo com a revelação feita ao padre irlandês São Malaquias, o governo do 112º Papa. Preferimos usar a palavra revelação no lugar de profecia, pois, a era que deve iniciar um novo mundo é a era em que a Verdade não será mais obscura, mas limpa, clara, em que a todos é revelado o sentido das coisas, essa revelação é chamada por São João como Apocalipse que se equipara a “filhos do Espírito”.

Assim, Apocalipse não significa destruição e catástrofe, mas revelação da Verdade, ou seja, o Reino em que a vivência dos sentidos de cada um, o faz se alinhar ao justo, orientando-o para o curso perfeito da vida, portanto Apocalipse é a revelação cotidiana daquele que vive em Espírito, pois, nasceram do Espírito e não da carne, isto é, da carne são aqueles que só aceitam o explicável pela lógica humana, e não admitem a Fé, ou o Espírito, como medida de justiça, por isso permanecem na escuridão como cegos.

Entendendo essa Verdade se torna possível compreender o sentido da interpretação da revelação de Nostradamus quando se refere ao governo papal atual como Papa Negro, que na verdade, negro não se refere à cor de uma pessoa, mas a escuridão que impede os homens de enxergarem a Verdade, pois, nestes tempos, há a saturação de mentiras (fakenews) a enfraquecer os sentidos verdadeiros.

Vale destacar, lembrando as profecias de Nostradamus, que o líder jesuíta é referido como o “papa negro”. A respeito disso, o profeta disse que um “rei negro”, no trono do Vaticano, seria o último antes de o mundo sucumbir ao Apocalipse: “A princípio, haverá doenças letais como advertência. Depois surgirão pragas, morrerão muitos animais, catástrofes acontecerão, mudanças climáticas e, finalmente, começarão as guerras e invasões do rei negro”. Dessa forma, a profecia de São Malaquias afirma que o último papa antes “do final dos tempos” será o número 112 desde Celestino II, no século XII, sob cujo mandato “a cidade das sete colinas será destruída” (History Channel Brasil, 2016, p.11).

Compreendido o sentido de revelação ou apocalipse, voltemos ao reinado de Pedro Romano, que foi entre os 112 papas, a única denominação dada pela revelação de São Malaquias, sem símbolo em Latim.

O Sentido dessa denominação direta “Pedro Romano”, quer dizer aquele que rege a justiça pelas leis do mundo, ou, o governo papal humanista, ao contrário por exemplo da Igreja de Davi, quando renuncia a Lei do Mundo para ser fiel à Lei de Deus:

13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou”.

14Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!”

15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabéia (2Sm. 24, 13-15 – Liturgia Missal 4ª Sem. Tempo Comum – Ano A – 20/02/2020).

Ou, contrário à Igreja de São Paulo, quando ele renuncia servir aos homens para servir a Deus:

8Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado. 10Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo (Gl 1, 8-12 – Liturgia Missal da 27ª Sem. Do Tempo Comum – Ano A, 05/10/2020).

Nos tempos atuais é possível evidenciar o termo Pedro Romano pela ação do Clero, no sentido de se alinhar às leis do mundo, quando o Governo do Vaticano renuncia a Lei de Deus, isto é, as Escrituras Sagradas, para em seu lugar aplicar o Direito Civil, que é derivado do Direito Romano, quando se pronunciou:

Casais homossexuais devem ter o direito a firmar uniões civis, afirmou o papa Francisco em um documentário que estreou nesta quarta-feira (21/10).

“Os homossexuais têm direito a formar uma família”, disse ele no filme, dirigido por Evgeny Afineevsky.

“Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser excluído ou forçado a ser infeliz por isso.

“O que temos que fazer é criar uma legislação para a união civil. Dessa forma, eles ficam legalmente cobertos” (BBC Brasil, 2020, p.1)2.

Ao considerarmos o pressuposto do mundo de que “Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser excluído ou forçado a ser infeliz por isso. “O que temos que fazer é criar uma legislação para a união civil”. Expressa o esforço em substituir os preceitos ditados pela Lei de Deus que desagradam os homens, pelo humanismo que é louvado por eles, como proposta de se reformar à Lei de Deus, como é advertido pelas Escrituras:

“Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois, as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” (Mc 7, 7-8 – Liturgia Missal do 22º Domingo do Tempo Comum, Ano B).

Mas se a própria Igreja prega que Lei de Deus é perfeita, quer dizer que ela não admite alguém maior do que seu Mestre a reformá-la, assim, a atitude de afastar-se da Lei de Deus sob o pretexto de contextualizá-la a outros tempos, é, portanto, reprovada com veemência por São Paulo quando disse: “8Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado” (Gl 1,8-9 – Liturgia Missal da 27ª Semana do Tempo Comum – Ano A – 05/10/2020).

O humanismo, ou lei do mundo, se revela imperfeito, pois ele não segue o princípio básico da Lei de Deus que é o de “não fazer acepção de pessoas”, porque ao contrário disso, ele se volta para as conveniências humanas, que são estruturadas pelas 7 colinas da grande cidade, isto é, originando-se da soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e a preguiça.

O princípio de “não fazer acepção de pessoas” é o de fechar a mente para não olhar para Deus, isto é, desapegar-se dos resultados das ações para não intervir nos seus efeitos, e assim, não cair na tentação de tentar adivinhar qual será o resultado da ação do justo, pois, ao cair nessa armadilha, o homem se engana pensando que conhece os pensamentos de Deus, é nesse sentido que a Escritura adverte:

26’Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim,
não pode ser meu discípulo
(Lc 14.26-27 – Liturgia Missal do 27 Domingo do Tempo Comum – Ano C – 08/09/2019).

A grande lição que aprendemos com isso é, que quando compreendemos o sentido de isenção, isto é, “não acepção de pessoas”, podemos perceber que a Lei de Deus segue um sentido e a Lei do Mundo parece ser a contra-mão, pois, para o mundo todas as ações seguem para a conveniência do “bem estar” ou “ser feliz”, ao passo que para a Lei de Deus, tudo é feito por justiça, isto é, conforme a Verdade a orientar o caminho da vida, e quase sempre esse caminho, exige sangue, suor e lágrimas como é meditado no segundo Terço do Rosário, nos Mistérios Dolorosos, cujo Batismo do Senhor ocorre mediante a renúncia do gozo do mundo, substituído pelo testemunho único do Cordeiro, na Fé da Verdade de Deus: “em Tuas mãos, entrego o meu Espírito” (Lc 23, 46 – Liturgia do Domingo de Ramos – Ano C – 14/10/2019).

Essa contra-mão do mundo, também pode ser vista no diálogo de Santa Tereza de Ávila com Deus quando diz:

Senhor, se estou cumprindo Tuas Ordens, por que tenho tantas dificuldades no caminho? Deus respondeu: — Teresa, não sabes que é assim que trato os meus amigos? Teresa, honrando seu sangue espanhol, respondeu: — Ah, Senhor, então é por isto que tens tão poucos amigos (PIZZINGA, s/d, p.1)3!

O que podemos compreender nesse diálogo é que Deus não quer dizer para Santa Tereza, que tem prazer no sofrimento de pessoas, mas que que trata como amigos quem segue a Verdade, e quem ama a Verdade é amigo, é fiel, capaz de renunciar a tudo, isto é, de “não fazer acepção de pessoas, sem medir resultados, pois, muitas vezes lhe será suprimido quase todas as suas forças e, nessa hora, não renunciará a sua missão e nem se rebelará.

Conclusão:

Portanto, no reinado de Pedro Romano nos deparamos com uma ação do mundo para que, seguindo o princípio humanista, considerar a Verdade como um texto fora de contexto para o mundo moderno, e, em razão disso a Bíblia precisaria de reformas, o que é um sofisma, pois, a Verdade não muda, pois senão seria mentira na medida que o tempo vai mudando e não teria unicidade, mas, ao contrário disso, Ela É aquela que É, Sou o que Sou, como diz as Escrituras: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar (Lc 21,33 – Liturgia Missal da 34ª Semana do Tempo Comum – Ano B – 26/11/2021).

Assim, ao invés da pregação piedosa do humanismo voltado para a acepção do direito da mulher que sofre violência, acepção do Direito Negro do segregado, acepção do Direito do pobre sem comida, da falta da paz do mundo, que leva à queda pelo pecado de se querer ver Deus na ação humana pois, se cria a falsa convicção de que esses pensamentos humanos, são os mesmos pensamentos de Deus, e assim, se enche da sensação do “poder fazer” que é o domínio humano do artificial, resultando-se na degradação da dignidade da Vida, pela ambição de se tornar deus.

Por isso, devemos evitar mergulharmos no papado da escuridão, para que se torne possível a nós, reconhecermos o clamor da vida que nos levará de volta tão somente à Verdade, pois a Verdade é a Vida e nela tudo se faz novo pela arte do Apocalipse, que completa os sentidos da Vida pela revelação.

Assim, ao invés da criação do artefato, que é o resultado da tecnologia por uma inteligência artificial (sub-inteligência), a praxis da revelação, se incumbe de criar a tecnologia ultra moderna perfeita (Arte) que expande o Universo, ao fazer emergir os filhos da Luz, ou, amigos de Deus, que cuidam do Seu Jardim no Éden, ou da Mãe Terra.

Leia mais sobre este tema em:

“O novo mundo: a história interagindo com a humanidade” disponível no link: https://fomaresaber.com.br.

“Liturgia Missal de 13/01/2022: https://formaresaber.com.br/cura/

1HISTORY CHANNEL BRASIL. As profecias apocalípticas de Nostradamus e São Malaquias, que apontam o Papa Francisco como o “Papa do fim do mundo”. Disponível em https://history.uol.com.br/historia-geral/profecias-apocalipticas-de-nostradamus-e-sao-malaquias-que-apontam-francisco-como-o. Acesso em 07 jan. 2022.

2BBC Brasil. Papa defende a união gay. O que Francisco já disse sobre a homossexualidade. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54639743. Acesso em 07 jan. 2022.

3PIZZINGA, Rodolfo Domenico. Só Deus basta! Santa Teresa de Ávila O.C.D.: pensamentos e reflexões. Disponível em http://paxprofundis.org/livros/teresaavila/ta.htm. Acesso em 07 jan. 2021.

Desenvolvendo a percepção: Tecnologias da Inteligência

Este trabalho tem por objetivo promover o desenvolvimento pessoal e de carreiras, esperando desenvolver técnicas de soluções dos problemas cotidianos a patir de tecnologias da inteligência.

Capítulo 1 – Entrando no ambiente

Capítulo 2 – O maketing pessoal

Capítulo 3 – A Ética prisioneira da corrupção

Capítulo 4 – Os desafios da Covid e Desemprego

Capítulo 5 – Estratégias para um novo tempo

O sonho de superação

Diante de notícias tão graves, apresentamos uma proposta que possa abrir novas perspectivas e esperanças para seguir em frente.

Foto:Couleur

Apresentamos neste vídeo uma comparação sobre o problema da irreversabilidade dos biomas no Planeta e as propostas de solução a partir das pesquisas que fizemos publicadas em duas oportunidades diferentes.

O ministério de Felipe: “mostrai-nos o Pai e isso nos basta!”

Agradecimento (ação de graças) pelo mandato presbiterial de Padre Felipe Dalcegio na Paróquia Sagrado Coração de Jesus

Desde os meados da primeira década do milênio, Padre Leo Heck, scj, suscitava aos paroquianos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté a prática de se registrar as graças de Deus ocorrida entre seus povo na Comunidade.

Ao longo dos anos foi se apreendendo que isso é a preparação para o um rito litúrgico, pois no Culto Dominical, nos preâmbulos da Oração Eucarística, se convoca o Povo de Deus à apresentação das Graças de Deus, celebrando jubilosos:

Pres. O Senhor esteja convosco!

Ass: Ele está no meio de nós.

Pres. Corações ao alto!

Ass. O nosso coração está em Deus!

Pres. Demos graças ao Senhor!

Ass. É nosso dever e nossa salvação!

E para que possamos nos apresentar a Deus certos de que cumprimos o nosso dever e esperamos a salvação, queremos apresentar ao Senhor as Graças do Ministério de Felipe, que já se encontra de partida para outros mares, sem a pretensão de destacar a figura de alguém, mas sob o compromisso de reconhecer a Graça de Deus atuando na história construída ao longo de seu mandato presbiterial, na Glória de Deus revelada no percurso de sua atuação nos últimos 6 anos.

O Reino de Felipe

Foi sob os trabalhos de Felipe que Deus deu a conhecer ao mundo a revelação de que: mais do que filosofia de palavras teológicas, Deus quer a prática, a coerência na defesa do nome Santo do Senhor, a imitação do Cristo: “Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas” (Jo 14,12).

Por isso ele revelou pelo ministério de Pe. Felipe: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?, chamando a atenção de que a Palavra é Viva e não interpretação pessoal de um homem, diante da práxis humana das assembleias que olham para Deus, cultuando a filosofia, a imaginação, como já faziam nossos antepassados, como por exemplo na rebeldia do tempo da Jurisdição do Profeta Samuel, porque não gostam de praticar a Verdade, como é ensinado pelo ditado popular quando diz:

que há apenas duas coisas que o homem não se conforma neste mundo: a primeira é a morte, por isso, ele finge ser deus, iludindo-se que pode controlá-la, e a segunda, é a verdade, que ele rejeita, pois, isso significa abraçar o bem de todos (cidadania e dignidade) e suprimir o seu interesse pessoal.

Mas a dignidade da Graça de Deus na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, representa na história dos dias de hoje, a atuação de Deus, como um eco aos ouvidos do Apóstolo Filipe que repercute na atualidade do Ministério de Pe. Felipe através da Comunhão do Sangue Eucarístico do Senhor, chegando até nós, como uma continuidade da Vida, para isso, novamente Deus foi apresentado ao Tribunal, como Réu na figura da Comunidade Nossa Senhora das Graças, sob a presidência do Juiz da 2ª Vara Cível, Dr. Felipe.

O Tribunal, ou Roma, pois julga o civil, isto é, julga aquele que na antiguidade era o gentil romano, e, agora, os códigos legais da atualidade são estruturados sob os mesmos Direitos de Roma, o Jus Civile, por isso Roma, que é destacado aqui porque o Estado Romano, também tem um protagonismo de continuação da história de Deus para o presente, quando os traidores de Júlio César, sentindo o fracasso de suas iniciativas têm uma visão do espírito daquele Imperador, que lhes diz: Em “Filipos vós me vereis”, assim como nos tempos de hoje, sob o ministério de Felipe, Deus mostra os sinais da Aliança aos seu povo (LUCIO FILHO, 2019)1 mostrando em Felipos, isto é a Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté sob o ministério de Pe. Felipe, e também, sob o julgo do Juiz Felipe que a Palavra Viva é do Deus vivo e não de um Deus morto.

E estes sinais não são revelados como prenúncio para a derrubada do Império que escraviza o Mundo de hoje, ou a sonhada restauração da república, ou social democracia, mas, sim para a Instauração do Reino prometido de Sacerdotes, como um dia, na intimidade do coração como Juiz, clamou a Deus o Profeta Samuel: “Samuel se desgostou, quando lhe disseram: ‘Dá-nos um rei para que nos governe’. E invocou o Senhor” (1Sm 8,6).

Tudo isso, vem mostrar-nos que a História da Amizade com Deus é viva, pois ele é o Deus de nossos pais, e não esquece jamais de sua Aliança, por isso, a filosofia, a mitologia e a fantasia de Deus elegida pelo homem por sua rejeição à Verdade, já revelava a hipocrisia dos reinos humanos antes de Samuel, por Ana, consagradora do Profeta Samuel a Deus, que em seu cântico exultava no Espírito:

Não multipliqueis palavras orgulhosas, nem saia insolência de vossas bocas!

Pois o Senhor é um Deus que sabe, é ele quem pesa as nossas ações (1Sm, 2,3).

A Glória de Deus, ao qual se faz neste ato a ação de Graças, tem como início da caminhada com Felipe uma das homilias das três primeiras missas dominicais do início de seu ministério, celebrada às sete da manhã em que foi comungado a Palavra, cujo alimento era a união de todos em uma só verdade, ao qual foi-lhe chamado a atenção ao final da missa que ele falou sobre a Profecia de Isaías:

Visão de Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e de Jerusalém.

Acontecerá, nos últimos tempos, que a montanha da Casa do SENHOR estará plantada bem firme no topo das montanhas, dominando os mais altos morros. Para lá afluirão as nações todas, povos numerosos irão, dizendo: “Vinde! Vamos subir à montanha do SENHOR! Vamos ao Templo do Deus de Jacó. Jacó. Ele nos vai mostrar a sua estrada e nós vamos trilhar os seus caminhos.” Pois de Sião sai o ensinamento, de Jerusalém vem a palavra do SENHOR.

Às nações ele dará a sentença, decisão para povos numerosos: devem fundir suas espadas, para fazer bicos de arado, fundir as lanças, para delas fazer foices. Nenhuma nação pegará em armas contra a outra e nunca mais se treinarão para a guerra.

Casa de Jacó, vinde, vamos caminhar à luz do SENHOR!”(Is 2,1-5)

Dessa Graça foi revelado ao Povo, um sinal da Aliança para o Dia do Senhor, …dias virão que a Casa do Senhor será no mais alto dos montes (Is 2,1), ou seja, o Espírito da Verdade revelou a Casa do Senhor, a sua Tenda, não como miragem, nem imaginação, mas real, certeza na fidelidade da Promessa de Deus, através do Sinal da Aliança, revelando Sião que tem a Lei, o Conselho, o Patriarca, Aarão, o Culto, e, também, revelando Jerusalém que tem a Prudência, a Palavra ou prática da obediência, Moisés, a Liturgia.

Ligando assim o Céu – Auriga Constelação Celeste (Lei de Sião e Palavra de Jerusalém), e a Terra Auriga Virtutus (Conselho (Lei) Aarão e Prudência (prática da Palavra), Moisés, retratada no Salmo apresentado para o Jubileu da Paróquia quando louvando a história jubilar entoou o cântico:

Na festa de oito dezembro, é o júbilo da Imaculada Conceição, Alegra-te ó cheia de graça, pois, contigo está o Senhor (Lc 1,26,28b). Que do solo arenoso, o Coração do Filho levantou. Tornou-se um brilho do céu e luz a propagar o amor de Deus, como predestinados, para o louvor de sua glória, (Ef 1,11-12) o Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2); alimentada pelo carisma de Leão (LUCIO FILHO, 2018)2.

11/08/2020

Desde 27 de novembro de 2016, último dia do ano lítúrgico do Ano C, festa de Nossa Senhora das Graças, Comunidade protagonista da apresentação de Deus no Tribunal da Humanidade, ou, Tribunal Romano, foi iniciado uma pequena via em que de muitas maneiras Deus se manifestou convocando a Humanidade ao retorno para a Verdade, como na revelação pela homilia dominical da Epifania do Senhor de 2017, Ano A, que se tornou importante contribuição para a Pesquisa que, através da Semiótica (Ciência das Linguagens) foi revelado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté, os Sinais da Aliança:

Oitava secundidade dos FRBs

A oitava secundidade trabalha a interpretação sobre as afirmações da primeira semana de janeiro de 2017, sobre a possível fonte ou origem dos FRBs, que segundo estudos recentes, são originadas de uma pálida ou empalecida galáxia anã da constelação do condutor da biga, que quer dizer Auriga, mas, pela solenidade da Epífania, peço licença para chamar de constelação do condutor da carruagem.

O Prof. Chatterjee compara as anomalias com explosões de pulsar quando estrelas de nêutrons girando emitem pulsos de radiação como um relógio de tique-taque. Mas essas explosões de rádio rápidas da constelação de Auriga vêm em comprimentos de onda que se espalharam ao longo do tempo, indicando que a fonte está a 3 bilhões de anos-luz da Terra em uma galáxia anã, pálida, da constelação Auriga, apenas 1/100 da massa da galáxia da Via Láctea (HOWE, 2017).

Tendo em vista que essa interpretação se estrutura pelo pragmaticismo através da tridimensionalidade da semiótica, que quer dizer que ela possui altura, largura e profundidade, ou seja, ela se completa pela física que é material, pela metafísica que é imaterial e, pelo fato, que é o significante ou signo.

Assim, a aplicação da semiótica na linguagem cristã, não se limita ao imaterial com o pensamento teológico ou filosófico, mas também, se estende ao universo físico, para a composição do signo.

A parte física, que a teologia chama de obra pela fé, neste caso, se dá pelo serviço à música litúrgica na missa dominical das sete horas da manhã, ao qual, o rito da celebração que simboliza um banquete com o Senhor, que reúne todos os celebrantes ao redor da sua mesa, que alimentados pela Palavra, partilham entre si, suas alegrias, tristezas, esperanças, clamores e fé.


O banquete servido pela homilia deste domingo (DALCEGIO, 2017), vem apresentar a fonte da luz que toda a humanidade espera ver, diante de uma ínfima faísca, mas, mais poderosa de que o brilho do sol em dez mil anos, que parece ser localizada em uma pálida, ou poderíamos dizer fraquinha, simples, pequena, como a pequenez de Deus já tratada na primeira secundidade, em uma galáxia não pequena, mas mais pequena ainda, uma galáxia anã, que integra a constelação do condutor da carruagem ou cocheiro, na constelação de Auriga.

A homilia que desenvolve este signo, que para melhor lógica, aqui foi invertida do meio para o começo, do meio vem sob o contexto do sinal aos reis magos para os dias de hoje, fez referência às falsas fontes de luz, criadas pelos Herodes de hoje, que, formadores de opinião, matam a luz da Verdade em nós, e, do início, faz referência ao profeta Isaías, cuja vocação está em trazer, diante das tragédias a boa notícia, a boa nova para a humanidade, e como que aplicando um pragmaticismo espontâneo, vem falar dos sinais físicos da sabedoria explícitos a nós pela natureza, pela leitura de um livro, de uma carta, pelas estrelas, ou até mesmo, pela dor da doença, que nos ajudam a compreender a ação de Deus na sua amizade com o homem, cuja inversão proposital aqui, foi feita para se alinhar a ordem correta das palavras de Jó que traz um discurso idêntico quando contesta os sábios:

Como vocês são importantes! A sabedoria vai morrer junto com vocês! Todavia, eu também tenho inteligência, e não sou inferior a vocês. Quem não sabe tudo isso?

[…]
Eu me tornei motivo de zombaria para os meus amigos, eu que gritava a Deus para ter uma resposta.

[…]
Pergunte aos animais, que eles instruirão você. Pergunte às aves do céu, que elas o informarão. Pergunte aos répteis do chão, que eles lhe darão lições. Os peixes do mar lhe contarão tudo isso. Entre todos esses seres, quem não sabe que foi a mão do Senhor que fez tudo isso? Nas mãos dele está a vida de todos os viventes e a respiração de todo ser humano. Não é o ouvido que distingue as palavras, e o paladar que saboreia os alimentos? Por acaso, os anciãos não estão destinados a ter sabedoria, e os velhos a ter prudência? (Jó 12, 2.4.7-12).

A parte central e inicial da homilia se faz importante para a compreensão da oitava secundidade pois ela aqui, apresentada invertida, vem trazer para a linguagem cristã, não a indicação da fonte dos FRBs como é hoje buscada pelos sábios, mas sim, o seu destino, ou seja, para onde ela vai.


Apenas para melhor esclarecer, na parte final da homilia, ela conclui com a ideia de que, assim como aconteceu com os os reis magos que mudaram de direção, seguindo um caminho novo depois do encontro com Jesus, a estrela de Belém, deve criar um sentido e brilhar em nós ao ponto de mudar a direção das nossas vidas (DALCEGIO, 2017).


Assim, para a linguagem cristã, o fluxo dos FRBs não é, de onde vem a luz, mas, para onde estará indo uma faísca que tem o brilho de 10 mil anos luz do brilho do sol? E, a resposta aponta para um único caminho que a princípio pode parecer simbólico, mas para a linguagem cristã é real, porque é uma interpretação digna de fé….a faísca, se encandecida, estará indo para o fundo do teu coração: “Pois o Deus que disse: «Do meio das trevas brilhe a luz!» foi ele mesmo que reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Cor 4,6), pois, como a um amigo fiel, Ele te coroou de esplendor e glória: “Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste… O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor”(Sl 8,4-6), e como um Pai amoroso se alegra por tua volta restabelecendo a tua dignidade:
“Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’. E começaram a festa”. (Lc 15, 20b-24).

Portanto, o teu coração não é tão anão, ao ponto de não ser capaz de receber 18 faíscas de rádio, com duração de cinco milésimos de segundo cada uma, cujo fogo do brilho dela não te consome, como cantada na sequência da celebração de Pentecostes.

A nós descei, Divina Luz.
A nós descei, Divina Luz.

Em nossas almas acendei, o amor, o amor de Jesus, o amor, o amor de Jesus.


1-Vinde Santo Espírito, e do céu mandai, luminoso raio, luminoso raio.
Vinde Pai dos pobres, doador de dons, luz dos corações, luz corações.
Grande Defensor, em nós habitai e nos confortai, e nos confortai.
Na fadiga pouso, no ardor brandura, e na dor ternura, e na dor ternura.

2- Ó Luz venturosa, divinais clarões, enche os corações, enche os corações.
Sem um tal poder, em qualquer vivente, nada há de inocente, nada há de inocente.
Lavai o impuro e regai o seco, sarai o enfermo, sarai o enfermo.
Dobrai a dureza, aquecei o frio, livrai do desvio, livrai do desvio (VELOSO, s/d).

Essa faísca traz em nós a encandecência, como a sarça que não se consumia (Ex 3,2d), o fogo que não queima, cuja a força, tem um brilho maior do que dez mil anos do brilho do sol, porque “ vocês, porém, são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9); Porque todos vocês são filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5); Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor (Ef 5,8);


Para que a luz não passe despercebida ou deixe de encandecer, Cristo adverte seus amigos: “A luz ainda estará no meio de vocês por um pouco de tempo. Procurem caminhar enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não alcancem vocês (Jo 12,35), pois, se a alma não é encandecida, a luz do coração não aquecerá, e não é possível fazê-la brilhar em nós: “Enquanto vocês têm a luz, acreditem na luz, para que vocês se tornem filhos da luz’, Depois de dizer isso, Jesus foi embora e se escondeu deles” (Jo 12,36).

Resta-nos a alegria da luz ou como com nas palavras da homilia, que a Estrela de Belém, que te permitiu um encontro com o Deus que visitou seu povo, Emanuel, te faça viver um novo caminho em tua vida. (LUCIO FILHO, 2017, Oitava Secundiade)3

Mas a Humanidade está preocupada tão somente com seus benefícios, seus bônus, seus lucros, suas propriedades, seus direitos, e não se volta para o chamado de Deus, ela o ignora, não aceita a Verdade, diante disso, o Senhor estabeleceu o Jejum entre todas as Igrejas, não mais permitindo o seu culto, fechando também os mercados, e, ainda assim, a Humanidade não deu importância, iludindo-se que é apenas uma questão de vacina, pois, o que importa são os mercados, os gozos, prazeres, e as festas.

Conclusão

O Ministério de Felipe teve um brilho tão grande na participação de Deus na História da Humanidade, quase como o próprio Fast Radio Bust, pequeno com 5 milésimos de segundo, mas, com o brilho de 500 milhões de sóis, como o Coração de Jesus, manso e humilde com um clico (pulso elétrico de 5 milésimos de segundo), e com um amor maior que 500 milhões de sóis.

Todo o serviço desse últimos 5 anos, foi Liturgia, ou Palavra Viva, de ação de Deus na História da Humanidade, por isso, ela é Palavra Viva, se é Palavra é Jerusalém, se é Jerusalém deverá ser registradas nos Anais da Paróquia pois, não poderá ser esquecida, como na celebração missal da semana seguinte à Festa do Sagrado Coração de Jesus, de 26 de junho de 2020, 12ª Semena do Tempo Comum, quando se proclamou no Salmo:

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar!
Se não for Jerusalém minha grande alegria! (Sl 136,6).

É nosso dever e salvação dar-vos graças em todo o tempo e lugar, pois agora, Pe. Felipe, como na liturgia da semana precedente à festa do Sagrado Coração de 12 de junho de 2020:

O Senhor disse-lhe: ‘Vai e toma o teu caminho de volta, na direção do deserto de Damasco’ (1ª Leitura, 1Rs, 19,16).

A Ti ó Senhor vos damos graças, pois, manifestando os teus dons nos teus servos, coroai a Vossa Glória, armado tua Tenda entre nós, e nós levantando o Vosso Filho da Terra.

Obrigado Senhor pela Liturgia, amizade no Senhor, que constituiu a memória do Senhor (fazei isto em memória de Mim), em uma eucaristia permanente, ao longo de 5 anos de história com a Humanidade sob o alimento (eis o meu sangue) da Palavra Viva.

1LUCIO FILHO, Laurentino. A comunicação humana nos sinais cósmicos de rádios, p. 1-12. PEREIRA, Denise (Org), Ciências Humanas e a dimensão adquirida através da evolução tecnológica, Ponta Grossa – PR: Atenas, 2019. Disponível em http://www.formaresaber.com.br/a-comunicacao-humana-entre-a-terra-e-a-constelacao-de-auriga. Acesso 29 nov. 2020.

2LUCIO FILHO, Laurentino. Concurso Poesias na Celebração do Jubileu de 50 anos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, 2018.

3LUCIO FILHO, Laurentino. A Linguagem cristã nos sinais de rádio. Disponível em http://liturgiadigital.blogspot.com/2016/12/a-linguagem-crista-nos-sinais-de-radio.html. Acesso 02 dez. 2020.

Os frutos da amizade

A Instituição da Eucaristia pelo Senhor, podemos considerar como um convite à amizade com Deus, assim, quando o Senhor levanta o Pão e diz “este é o meu corpo que é dado por vos”, e, “fazei isso em memória de mim”, ele está nos dizendo, fazei igual, doai seus corpos em favor de seus amigos, isto é, servi ao teu próximo e não aguarde para ser servido, esteja disponível ao próximo e não esperando que ele venha te servir. Esta é a memória dele que deve estar víva em nós, ao ponto de se transformar no próprio Sangue de Cristo que corre me nossas veias.

Considerando que nesta semana de 08 a 14 de novembro se teve a graça de viver essa experiência, e sendo nosso dever dar Graças, gostaríamos de compartilhar abaixo os frutos dela.

Um ponto alto dessa semana, foi na própria quinta feira, 12 de novembro, dia em que se celebrou a Eucaristia na Igreja, quando na Liturgia Missal a Palavra Viva nos foi dirigida nestes termos:

– Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”. E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração” (Lucas 17, 20-25).

Partilhamos o fruto do Pão da Palavra compartilhando a seguinte alegria: Bom dia o Evangelho de hoje nos vem confirmar o que temos vivenciado nestes dias, O Reino de Deus não é visível ele só está acontecendo e não vemos.

Esta reflexão de hoje que te mandei liga-se a outra que foi feita em 30 de abril de 2017 sob o título quem crer verá, quem ver não crerá.

A alegria da amizade nos trouxe um Pão novo com a seguinte partilha:

Mini sermão do Padre Joãozinho que em síntese traz o seguinte: Nos adverte para tomarmos cuidados com notícias alarmistas, que pode ser armadilha de satanás, porque ele quer que fiquemos contra a Igreja, com mentiras do tipo de que Jesus já marcou a data, e conclui: E você fica triste e acaba rejeitando o seu Pároco, o seu Papa, o Seu Pastor. Cuidado! Quando o Espírito Santo nos adverte em discernimento, o fruto é a serenidade (Lc 17,20-25).

E nosso primeiro fruto dessa Eucaristia, está em criamos a serenidade no Espírito, que dá o discernimento aos seus amigos a nos dizer: “as minhas ovelhas ouvem a voz do Pastor e reconhecem a sua voz”, assim podemos reconhecer a voz do Pastor em três realidades vividas hoje:

a) A verdade não vem do homem, não vem de uma interpretação particular de um, mas, dos fenômenos naturais que a Vida, que também é a Verdade, traz ao homem como Caminho a guiá-lo em meio a tantas teias de traições e armadilhas, pois, só nisso seremos capazes de receber o dom de ouvir a voz do Pastor e reconhecê-la como provinda do Pastor;

b) Não se pode confundir serenidade com passividade, ou seja aquela passividade de se permanecer inerte diante de um grande perigo, e, qual é o grande perigo que estamos enfrentando no momento? O descontrole do ambiente vivo pela ação do homem, perdemos as geleiras, estamos esgotando os recursos naturais, e na iminência agora de perdermos o mar, o que segundo a própria ciência do homem, dá como certa a extinção do homem em tempos não tão distantes do nosso.

Se não reconhecermos a própria ciência do homem com o crível de se acreditar nela, ai é porque já nos tornamos tão passivos ao ponto de reagirmos com a indiferença diante da morte.

Essa passividade é vivenciarmos a imprudências das virgens ao qual fomos alertados na Liturgia Dominical do dia 8 de novembro de 2020, pois, não acreditando na realidade do momento, tornaram-se imprudentes e adormeceram, deixando de vigiar:

“O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: `O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: `Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando.’ As previdentes responderam: `De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: `Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: `Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora” (Mateus 25,5-13).

c) Quando somos amigos de Deus, a serenidade e complementada pela alegria e não tristeza, pois, como diz São Paulo, no momento em que estamos entregue à morte, isto é, agora, completamente cheios de iniquidade, pois por nossa culpa, matamos bilhões de espécies, biomas e a nós mesmos, rejeitando o Senhor em nossa ciência humana, ao ponto de não o reconhecê-lo mais, Ele, por sua misericórdia, quis nos mostrar agora, no nosso presente que era o futuro de São Paulo quando disse: “Deus quis nos mostrar nos séculos futuros a incomparável riqueza de sua graça. E pela graça que fostes salvo” (Efésios 2,3-8), pois, hoje, Ele se lembrou de sua Aliança com seu povo.

E isso é a Boa Nova que nos alegra e não a tragédia a entristecer-nos, isso é a Alegria Plena e não a tristeza, pois, dá a cada um de seus amigos a salvação da morte, o livramento do perigo, a libertação de seus cativeiros, é breve o tempo para não estarmos mais nas mãos de nossos algozes.

No dia 13 de novembro mais uma partilha especial a completar a nossa Ceia Eucarística Semanal, quando recebemos um novo Pão da Palavra, compartilhando as palavras do Padre Jonas Abib refletindo sobre o governo mundial sob o título Padre Jonas Abib avisa sobre o governo mundial , detalhando sobre o reino do anticristo que poderia estar para se instaurar.

E novamente a Voz do Pastor nos traz nos caminhos da Verdade ao nos mostrar que já vivemos o Reino do Anticristo, testemunhado nos dias de hoje como o fenômeno globalização, em que a cabeça da besta que estava ferida, o deus dinheiro, isto é o capitalismo, foi curada, passando a se chamar neoliberalismo que a Terra inteira adora, e admira dizendo quem poderá lutar contra ele, pois ele domina governos e faz escravo povos, pois multiplicou o seu domínio e poder sobre a Terra.

Para entendermos a constituição desse Reino é preciso se recordar da Palavra que fala sobre os quatro s Reinos descrito por Daniel na interpretação do sonho de Nabucodonossor, que são as divisões em eras descritas pela Humanidade como, Idade antiga, idade média, idade moderna, e idade contemporânea ou Era Antropoceno, numa linha de decadência da amizade dela, no decorrer dessas eras com Deus, por isso, chamada de ouro, prata, bronze, ferro e argila.

A idade contemporânea é o reino do anticristo, pois a serpente aquele que dá a luz, chamado por São Jerônimo como Lucífero, enganou novamente o homem, com já havia feito com Adão e Eva, prometendo a ele que ele dominaria a terra o céu, desde que rejeitasse a Deus, dando início a era do iluminismo, o reino que destruiu a Terra, a era Antropoceno que já falamos sobre ela em 19 de abril de 2019, sob o título A era antropoceno: o homem como senhor.

Conclusão

Reconhecermos a Voz do Pastor hoje, é no chamado que diz: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”, porque o Espírito não vem em uma bola de fogo, mas na forma de amizade, cujo fruto e gerar a contrição, o arrependimento, o retorno ao Pai, e isso só é visto pela Graça para quem Ele quer se revelar, não é perceptivel, não é visível, não é ostensivo.

Não permaneça indiferente diante da realidade pois, na hora que menos esperais Ele chegará (Mateus 24,50), ao contrário, abris à Verdade, e tornais amigos da Verdade, exatamente como nos ensinou a Palavra na Liturgia Dominical de 08 de novembro de 2020, na 1ª Leitura:

A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos (Sabedoria 6,12-16).

Muitos estão maneando a cabeça, ridicularizando, chamando de louco o Sinal do Senhor, o chamado do Pastor, mas isso sim é a armadilha, que aqueles que não são amigos da Verdade, a exemplo das virgens imprudentes, cairão, e só acordarão quando for tarde, por isso, o momento não é o de se murmurar, como se a verdade viesse de nós mesmos, mas lembremos da exortação à vigilância de São Lucas para esse momento:

“Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados por causa dos excessos, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós, pois cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.

Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de conseguirdes escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem” (Lucas 21, 33-35).

E, acolher a Boa Nova não deixando o Espírito contristar, porque é libertação e não motivo de tristeza, pois, a Glória que virá será motivo de exultação e alegria “Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós” (Romanos 8, 18), portanto, não permaneçamos passivos, na zona de conforto, sendo indiferentes às coisas de Deus, voltemos, pois “Tu (ó Senhor) queres a sinceridade do coração e no íntimo me ensinas a sabedoria. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto (Salmo 50, 8.12).

E por fim, não enterre o Pão da Palavra consigo mesmo, faça o que o Senhor te pediu para fazer em memória Dele, e se há aqui uma promessa de Alegria agarre-a, não a deixe escapar.