O ministério de Felipe: “mostrai-nos o Pai e isso nos basta!”

Agradecimento (ação de graças) pelo mandato presbiterial de Padre Felipe Dalcegio na Paróquia Sagrado Coração de Jesus

Desde os meados da primeira década do milênio, Padre Leo Heck, scj, suscitava aos paroquianos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté a prática de se registrar as graças de Deus ocorrida entre seus povo na Comunidade.

Ao longo dos anos foi se apreendendo que isso é a preparação para o um rito litúrgico, pois no Culto Dominical, nos preâmbulos da Oração Eucarística, se convoca o Povo de Deus à apresentação das Graças de Deus, celebrando jubilosos:

Pres. O Senhor esteja convosco!

Ass: Ele está no meio de nós.

Pres. Corações ao alto!

Ass. O nosso coração está em Deus!

Pres. Demos graças ao Senhor!

Ass. É nosso dever e nossa salvação!

E para que possamos nos apresentar a Deus certos de que cumprimos o nosso dever e esperamos a salvação, queremos apresentar ao Senhor as Graças do Ministério de Felipe, que já se encontra de partida para outros mares, sem a pretensão de destacar a figura de alguém, mas sob o compromisso de reconhecer a Graça de Deus atuando na história construída ao longo de seu mandato presbiterial, na Glória de Deus revelada no percurso de sua atuação nos últimos 6 anos.

O Reino de Felipe

Foi sob os trabalhos de Felipe que Deus deu a conhecer ao mundo a revelação de que: mais do que filosofia de palavras teológicas, Deus quer a prática, a coerência na defesa do nome Santo do Senhor, a imitação do Cristo: “Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas” (Jo 14,12).

Por isso ele revelou pelo ministério de Pe. Felipe: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?, chamando a atenção de que a Palavra é Viva e não interpretação pessoal de um homem, diante da práxis humana das assembleias que olham para Deus, cultuando a filosofia, a imaginação, como já faziam nossos antepassados, como por exemplo na rebeldia do tempo da Jurisdição do Profeta Samuel, porque não gostam de praticar a Verdade, como é ensinado pelo ditado popular quando diz:

que há apenas duas coisas que o homem não se conforma neste mundo: a primeira é a morte, por isso, ele finge ser deus, iludindo-se que pode controlá-la, e a segunda, é a verdade, que ele rejeita, pois, isso significa abraçar o bem de todos (cidadania e dignidade) e suprimir o seu interesse pessoal.

Mas a dignidade da Graça de Deus na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, representa na história dos dias de hoje, a atuação de Deus, como um eco aos ouvidos do Apóstolo Filipe que repercute na atualidade do Ministério de Pe. Felipe através da Comunhão do Sangue Eucarístico do Senhor, chegando até nós, como uma continuidade da Vida, para isso, novamente Deus foi apresentado ao Tribunal, como Réu na figura da Comunidade Nossa Senhora das Graças, sob a presidência do Juiz da 2ª Vara Cível, Dr. Felipe.

O Tribunal, ou Roma, pois julga o civil, isto é, julga aquele que na antiguidade era o gentil romano, e, agora, os códigos legais da atualidade são estruturados sob os mesmos Direitos de Roma, o Jus Civile, por isso Roma, que é destacado aqui porque o Estado Romano, também tem um protagonismo de continuação da história de Deus para o presente, quando os traidores de Júlio César, sentindo o fracasso de suas iniciativas têm uma visão do espírito daquele Imperador, que lhes diz: Em “Filipos vós me vereis”, assim como nos tempos de hoje, sob o ministério de Felipe, Deus mostra os sinais da Aliança aos seu povo (LUCIO FILHO, 2019)1 mostrando em Felipos, isto é a Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté sob o ministério de Pe. Felipe, e também, sob o julgo do Juiz Felipe que a Palavra Viva é do Deus vivo e não de um Deus morto.

E estes sinais não são revelados como prenúncio para a derrubada do Império que escraviza o Mundo de hoje, ou a sonhada restauração da república, ou social democracia, mas, sim para a Instauração do Reino prometido de Sacerdotes, como um dia, na intimidade do coração como Juiz, clamou a Deus o Profeta Samuel: “Samuel se desgostou, quando lhe disseram: ‘Dá-nos um rei para que nos governe’. E invocou o Senhor” (1Sm 8,6).

Tudo isso, vem mostrar-nos que a História da Amizade com Deus é viva, pois ele é o Deus de nossos pais, e não esquece jamais de sua Aliança, por isso, a filosofia, a mitologia e a fantasia de Deus elegida pelo homem por sua rejeição à Verdade, já revelava a hipocrisia dos reinos humanos antes de Samuel, por Ana, consagradora do Profeta Samuel a Deus, que em seu cântico exultava no Espírito:

Não multipliqueis palavras orgulhosas, nem saia insolência de vossas bocas!

Pois o Senhor é um Deus que sabe, é ele quem pesa as nossas ações (1Sm, 2,3).

A Glória de Deus, ao qual se faz neste ato a ação de Graças, tem como início da caminhada com Felipe uma das homilias das três primeiras missas dominicais do início de seu ministério, celebrada às sete da manhã em que foi comungado a Palavra, cujo alimento era a união de todos em uma só verdade, ao qual foi-lhe chamado a atenção ao final da missa que ele falou sobre a Profecia de Isaías:

Visão de Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e de Jerusalém.

Acontecerá, nos últimos tempos, que a montanha da Casa do SENHOR estará plantada bem firme no topo das montanhas, dominando os mais altos morros. Para lá afluirão as nações todas, povos numerosos irão, dizendo: “Vinde! Vamos subir à montanha do SENHOR! Vamos ao Templo do Deus de Jacó. Jacó. Ele nos vai mostrar a sua estrada e nós vamos trilhar os seus caminhos.” Pois de Sião sai o ensinamento, de Jerusalém vem a palavra do SENHOR.

Às nações ele dará a sentença, decisão para povos numerosos: devem fundir suas espadas, para fazer bicos de arado, fundir as lanças, para delas fazer foices. Nenhuma nação pegará em armas contra a outra e nunca mais se treinarão para a guerra.

Casa de Jacó, vinde, vamos caminhar à luz do SENHOR!”(Is 2,1-5)

Dessa Graça foi revelado ao Povo, um sinal da Aliança para o Dia do Senhor, …dias virão que a Casa do Senhor será no mais alto dos montes (Is 2,1), ou seja, o Espírito da Verdade revelou a Casa do Senhor, a sua Tenda, não como miragem, nem imaginação, mas real, certeza na fidelidade da Promessa de Deus, através do Sinal da Aliança, revelando Sião que tem a Lei, o Conselho, o Patriarca, Aarão, o Culto, e, também, revelando Jerusalém que tem a Prudência, a Palavra ou prática da obediência, Moisés, a Liturgia.

Ligando assim o Céu – Auriga Constelação Celeste (Lei de Sião e Palavra de Jerusalém), e a Terra Auriga Virtutus (Conselho (Lei) Aarão e Prudência (prática da Palavra), Moisés, retratada no Salmo apresentado para o Jubileu da Paróquia quando louvando a história jubilar entoou o cântico:

Na festa de oito dezembro, é o júbilo da Imaculada Conceição, Alegra-te ó cheia de graça, pois, contigo está o Senhor (Lc 1,26,28b). Que do solo arenoso, o Coração do Filho levantou. Tornou-se um brilho do céu e luz a propagar o amor de Deus, como predestinados, para o louvor de sua glória, (Ef 1,11-12) o Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2); alimentada pelo carisma de Leão (LUCIO FILHO, 2018)2.

11/08/2020

Desde 27 de novembro de 2016, último dia do ano lítúrgico do Ano C, festa de Nossa Senhora das Graças, Comunidade protagonista da apresentação de Deus no Tribunal da Humanidade, ou, Tribunal Romano, foi iniciado uma pequena via em que de muitas maneiras Deus se manifestou convocando a Humanidade ao retorno para a Verdade, como na revelação pela homilia dominical da Epifania do Senhor de 2017, Ano A, que se tornou importante contribuição para a Pesquisa que, através da Semiótica (Ciência das Linguagens) foi revelado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Taubaté, os Sinais da Aliança:

Oitava secundidade dos FRBs

A oitava secundidade trabalha a interpretação sobre as afirmações da primeira semana de janeiro de 2017, sobre a possível fonte ou origem dos FRBs, que segundo estudos recentes, são originadas de uma pálida ou empalecida galáxia anã da constelação do condutor da biga, que quer dizer Auriga, mas, pela solenidade da Epífania, peço licença para chamar de constelação do condutor da carruagem.

O Prof. Chatterjee compara as anomalias com explosões de pulsar quando estrelas de nêutrons girando emitem pulsos de radiação como um relógio de tique-taque. Mas essas explosões de rádio rápidas da constelação de Auriga vêm em comprimentos de onda que se espalharam ao longo do tempo, indicando que a fonte está a 3 bilhões de anos-luz da Terra em uma galáxia anã, pálida, da constelação Auriga, apenas 1/100 da massa da galáxia da Via Láctea (HOWE, 2017).

Tendo em vista que essa interpretação se estrutura pelo pragmaticismo através da tridimensionalidade da semiótica, que quer dizer que ela possui altura, largura e profundidade, ou seja, ela se completa pela física que é material, pela metafísica que é imaterial e, pelo fato, que é o significante ou signo.

Assim, a aplicação da semiótica na linguagem cristã, não se limita ao imaterial com o pensamento teológico ou filosófico, mas também, se estende ao universo físico, para a composição do signo.

A parte física, que a teologia chama de obra pela fé, neste caso, se dá pelo serviço à música litúrgica na missa dominical das sete horas da manhã, ao qual, o rito da celebração que simboliza um banquete com o Senhor, que reúne todos os celebrantes ao redor da sua mesa, que alimentados pela Palavra, partilham entre si, suas alegrias, tristezas, esperanças, clamores e fé.


O banquete servido pela homilia deste domingo (DALCEGIO, 2017), vem apresentar a fonte da luz que toda a humanidade espera ver, diante de uma ínfima faísca, mas, mais poderosa de que o brilho do sol em dez mil anos, que parece ser localizada em uma pálida, ou poderíamos dizer fraquinha, simples, pequena, como a pequenez de Deus já tratada na primeira secundidade, em uma galáxia não pequena, mas mais pequena ainda, uma galáxia anã, que integra a constelação do condutor da carruagem ou cocheiro, na constelação de Auriga.

A homilia que desenvolve este signo, que para melhor lógica, aqui foi invertida do meio para o começo, do meio vem sob o contexto do sinal aos reis magos para os dias de hoje, fez referência às falsas fontes de luz, criadas pelos Herodes de hoje, que, formadores de opinião, matam a luz da Verdade em nós, e, do início, faz referência ao profeta Isaías, cuja vocação está em trazer, diante das tragédias a boa notícia, a boa nova para a humanidade, e como que aplicando um pragmaticismo espontâneo, vem falar dos sinais físicos da sabedoria explícitos a nós pela natureza, pela leitura de um livro, de uma carta, pelas estrelas, ou até mesmo, pela dor da doença, que nos ajudam a compreender a ação de Deus na sua amizade com o homem, cuja inversão proposital aqui, foi feita para se alinhar a ordem correta das palavras de Jó que traz um discurso idêntico quando contesta os sábios:

Como vocês são importantes! A sabedoria vai morrer junto com vocês! Todavia, eu também tenho inteligência, e não sou inferior a vocês. Quem não sabe tudo isso?

[…]
Eu me tornei motivo de zombaria para os meus amigos, eu que gritava a Deus para ter uma resposta.

[…]
Pergunte aos animais, que eles instruirão você. Pergunte às aves do céu, que elas o informarão. Pergunte aos répteis do chão, que eles lhe darão lições. Os peixes do mar lhe contarão tudo isso. Entre todos esses seres, quem não sabe que foi a mão do Senhor que fez tudo isso? Nas mãos dele está a vida de todos os viventes e a respiração de todo ser humano. Não é o ouvido que distingue as palavras, e o paladar que saboreia os alimentos? Por acaso, os anciãos não estão destinados a ter sabedoria, e os velhos a ter prudência? (Jó 12, 2.4.7-12).

A parte central e inicial da homilia se faz importante para a compreensão da oitava secundidade pois ela aqui, apresentada invertida, vem trazer para a linguagem cristã, não a indicação da fonte dos FRBs como é hoje buscada pelos sábios, mas sim, o seu destino, ou seja, para onde ela vai.


Apenas para melhor esclarecer, na parte final da homilia, ela conclui com a ideia de que, assim como aconteceu com os os reis magos que mudaram de direção, seguindo um caminho novo depois do encontro com Jesus, a estrela de Belém, deve criar um sentido e brilhar em nós ao ponto de mudar a direção das nossas vidas (DALCEGIO, 2017).


Assim, para a linguagem cristã, o fluxo dos FRBs não é, de onde vem a luz, mas, para onde estará indo uma faísca que tem o brilho de 10 mil anos luz do brilho do sol? E, a resposta aponta para um único caminho que a princípio pode parecer simbólico, mas para a linguagem cristã é real, porque é uma interpretação digna de fé….a faísca, se encandecida, estará indo para o fundo do teu coração: “Pois o Deus que disse: «Do meio das trevas brilhe a luz!» foi ele mesmo que reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Cor 4,6), pois, como a um amigo fiel, Ele te coroou de esplendor e glória: “Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste… O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor”(Sl 8,4-6), e como um Pai amoroso se alegra por tua volta restabelecendo a tua dignidade:
“Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’. E começaram a festa”. (Lc 15, 20b-24).

Portanto, o teu coração não é tão anão, ao ponto de não ser capaz de receber 18 faíscas de rádio, com duração de cinco milésimos de segundo cada uma, cujo fogo do brilho dela não te consome, como cantada na sequência da celebração de Pentecostes.

A nós descei, Divina Luz.
A nós descei, Divina Luz.

Em nossas almas acendei, o amor, o amor de Jesus, o amor, o amor de Jesus.


1-Vinde Santo Espírito, e do céu mandai, luminoso raio, luminoso raio.
Vinde Pai dos pobres, doador de dons, luz dos corações, luz corações.
Grande Defensor, em nós habitai e nos confortai, e nos confortai.
Na fadiga pouso, no ardor brandura, e na dor ternura, e na dor ternura.

2- Ó Luz venturosa, divinais clarões, enche os corações, enche os corações.
Sem um tal poder, em qualquer vivente, nada há de inocente, nada há de inocente.
Lavai o impuro e regai o seco, sarai o enfermo, sarai o enfermo.
Dobrai a dureza, aquecei o frio, livrai do desvio, livrai do desvio (VELOSO, s/d).

Essa faísca traz em nós a encandecência, como a sarça que não se consumia (Ex 3,2d), o fogo que não queima, cuja a força, tem um brilho maior do que dez mil anos do brilho do sol, porque “ vocês, porém, são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9); Porque todos vocês são filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5); Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor (Ef 5,8);


Para que a luz não passe despercebida ou deixe de encandecer, Cristo adverte seus amigos: “A luz ainda estará no meio de vocês por um pouco de tempo. Procurem caminhar enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não alcancem vocês (Jo 12,35), pois, se a alma não é encandecida, a luz do coração não aquecerá, e não é possível fazê-la brilhar em nós: “Enquanto vocês têm a luz, acreditem na luz, para que vocês se tornem filhos da luz’, Depois de dizer isso, Jesus foi embora e se escondeu deles” (Jo 12,36).

Resta-nos a alegria da luz ou como com nas palavras da homilia, que a Estrela de Belém, que te permitiu um encontro com o Deus que visitou seu povo, Emanuel, te faça viver um novo caminho em tua vida. (LUCIO FILHO, 2017, Oitava Secundiade)3

Mas a Humanidade está preocupada tão somente com seus benefícios, seus bônus, seus lucros, suas propriedades, seus direitos, e não se volta para o chamado de Deus, ela o ignora, não aceita a Verdade, diante disso, o Senhor estabeleceu o Jejum entre todas as Igrejas, não mais permitindo o seu culto, fechando também os mercados, e, ainda assim, a Humanidade não deu importância, iludindo-se que é apenas uma questão de vacina, pois, o que importa são os mercados, os gozos, prazeres, e as festas.

Conclusão

O Ministério de Felipe teve um brilho tão grande na participação de Deus na História da Humanidade, quase como o próprio Fast Radio Bust, pequeno com 5 milésimos de segundo, mas, com o brilho de 500 milhões de sóis, como o Coração de Jesus, manso e humilde com um clico (pulso elétrico de 5 milésimos de segundo), e com um amor maior que 500 milhões de sóis.

Todo o serviço desse últimos 5 anos, foi Liturgia, ou Palavra Viva, de ação de Deus na História da Humanidade, por isso, ela é Palavra Viva, se é Palavra é Jerusalém, se é Jerusalém deverá ser registradas nos Anais da Paróquia pois, não poderá ser esquecida, como na celebração missal da semana seguinte à Festa do Sagrado Coração de Jesus, de 26 de junho de 2020, 12ª Semena do Tempo Comum, quando se proclamou no Salmo:

R: Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar!
Se não for Jerusalém minha grande alegria! (Sl 136,6).

É nosso dever e salvação dar-vos graças em todo o tempo e lugar, pois agora, Pe. Felipe, como na liturgia da semana precedente à festa do Sagrado Coração de 12 de junho de 2020:

O Senhor disse-lhe: ‘Vai e toma o teu caminho de volta, na direção do deserto de Damasco’ (1ª Leitura, 1Rs, 19,16).

A Ti ó Senhor vos damos graças, pois, manifestando os teus dons nos teus servos, coroai a Vossa Glória, armado tua Tenda entre nós, e nós levantando o Vosso Filho da Terra.

Obrigado Senhor pela Liturgia, amizade no Senhor, que constituiu a memória do Senhor (fazei isto em memória de Mim), em uma eucaristia permanente, ao longo de 5 anos de história com a Humanidade sob o alimento (eis o meu sangue) da Palavra Viva.

1LUCIO FILHO, Laurentino. A comunicação humana nos sinais cósmicos de rádios, p. 1-12. PEREIRA, Denise (Org), Ciências Humanas e a dimensão adquirida através da evolução tecnológica, Ponta Grossa – PR: Atenas, 2019. Disponível em http://www.formaresaber.com.br/a-comunicacao-humana-entre-a-terra-e-a-constelacao-de-auriga. Acesso 29 nov. 2020.

2LUCIO FILHO, Laurentino. Concurso Poesias na Celebração do Jubileu de 50 anos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, 2018.

3LUCIO FILHO, Laurentino. A Linguagem cristã nos sinais de rádio. Disponível em http://liturgiadigital.blogspot.com/2016/12/a-linguagem-crista-nos-sinais-de-radio.html. Acesso 02 dez. 2020.

Os frutos da amizade

A Instituição da Eucaristia pelo Senhor, podemos considerar como um convite à amizade com Deus, assim, quando o Senhor levanta o Pão e diz “este é o meu corpo que é dado por vos”, e, “fazei isso em memória de mim”, ele está nos dizendo, fazei igual, doai seus corpos em favor de seus amigos, isto é, servi ao teu próximo e não aguarde para ser servido, esteja disponível ao próximo e não esperando que ele venha te servir. Esta é a memória dele que deve estar víva em nós, ao ponto de se transformar no próprio Sangue de Cristo que corre me nossas veias.

Considerando que nesta semana de 08 a 14 de novembro se teve a graça de viver essa experiência, e sendo nosso dever dar Graças, gostaríamos de compartilhar abaixo os frutos dela.

Um ponto alto dessa semana, foi na própria quinta feira, 12 de novembro, dia em que se celebrou a Eucaristia na Igreja, quando na Liturgia Missal a Palavra Viva nos foi dirigida nestes termos:

– Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”. E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração” (Lucas 17, 20-25).

Partilhamos o fruto do Pão da Palavra compartilhando a seguinte alegria: Bom dia o Evangelho de hoje nos vem confirmar o que temos vivenciado nestes dias, O Reino de Deus não é visível ele só está acontecendo e não vemos.

Esta reflexão de hoje que te mandei liga-se a outra que foi feita em 30 de abril de 2017 sob o título quem crer verá, quem ver não crerá.

A alegria da amizade nos trouxe um Pão novo com a seguinte partilha:

Mini sermão do Padre Joãozinho que em síntese traz o seguinte: Nos adverte para tomarmos cuidados com notícias alarmistas, que pode ser armadilha de satanás, porque ele quer que fiquemos contra a Igreja, com mentiras do tipo de que Jesus já marcou a data, e conclui: E você fica triste e acaba rejeitando o seu Pároco, o seu Papa, o Seu Pastor. Cuidado! Quando o Espírito Santo nos adverte em discernimento, o fruto é a serenidade (Lc 17,20-25).

E nosso primeiro fruto dessa Eucaristia, está em criamos a serenidade no Espírito, que dá o discernimento aos seus amigos a nos dizer: “as minhas ovelhas ouvem a voz do Pastor e reconhecem a sua voz”, assim podemos reconhecer a voz do Pastor em três realidades vividas hoje:

a) A verdade não vem do homem, não vem de uma interpretação particular de um, mas, dos fenômenos naturais que a Vida, que também é a Verdade, traz ao homem como Caminho a guiá-lo em meio a tantas teias de traições e armadilhas, pois, só nisso seremos capazes de receber o dom de ouvir a voz do Pastor e reconhecê-la como provinda do Pastor;

b) Não se pode confundir serenidade com passividade, ou seja aquela passividade de se permanecer inerte diante de um grande perigo, e, qual é o grande perigo que estamos enfrentando no momento? O descontrole do ambiente vivo pela ação do homem, perdemos as geleiras, estamos esgotando os recursos naturais, e na iminência agora de perdermos o mar, o que segundo a própria ciência do homem, dá como certa a extinção do homem em tempos não tão distantes do nosso.

Se não reconhecermos a própria ciência do homem com o crível de se acreditar nela, ai é porque já nos tornamos tão passivos ao ponto de reagirmos com a indiferença diante da morte.

Essa passividade é vivenciarmos a imprudências das virgens ao qual fomos alertados na Liturgia Dominical do dia 8 de novembro de 2020, pois, não acreditando na realidade do momento, tornaram-se imprudentes e adormeceram, deixando de vigiar:

“O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: `O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: `Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando.’ As previdentes responderam: `De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: `Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: `Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora” (Mateus 25,5-13).

c) Quando somos amigos de Deus, a serenidade e complementada pela alegria e não tristeza, pois, como diz São Paulo, no momento em que estamos entregue à morte, isto é, agora, completamente cheios de iniquidade, pois por nossa culpa, matamos bilhões de espécies, biomas e a nós mesmos, rejeitando o Senhor em nossa ciência humana, ao ponto de não o reconhecê-lo mais, Ele, por sua misericórdia, quis nos mostrar agora, no nosso presente que era o futuro de São Paulo quando disse: “Deus quis nos mostrar nos séculos futuros a incomparável riqueza de sua graça. E pela graça que fostes salvo” (Efésios 2,3-8), pois, hoje, Ele se lembrou de sua Aliança com seu povo.

E isso é a Boa Nova que nos alegra e não a tragédia a entristecer-nos, isso é a Alegria Plena e não a tristeza, pois, dá a cada um de seus amigos a salvação da morte, o livramento do perigo, a libertação de seus cativeiros, é breve o tempo para não estarmos mais nas mãos de nossos algozes.

No dia 13 de novembro mais uma partilha especial a completar a nossa Ceia Eucarística Semanal, quando recebemos um novo Pão da Palavra, compartilhando as palavras do Padre Jonas Abib refletindo sobre o governo mundial sob o título Padre Jonas Abib avisa sobre o governo mundial , detalhando sobre o reino do anticristo que poderia estar para se instaurar.

E novamente a Voz do Pastor nos traz nos caminhos da Verdade ao nos mostrar que já vivemos o Reino do Anticristo, testemunhado nos dias de hoje como o fenômeno globalização, em que a cabeça da besta que estava ferida, o deus dinheiro, isto é o capitalismo, foi curada, passando a se chamar neoliberalismo que a Terra inteira adora, e admira dizendo quem poderá lutar contra ele, pois ele domina governos e faz escravo povos, pois multiplicou o seu domínio e poder sobre a Terra.

Para entendermos a constituição desse Reino é preciso se recordar da Palavra que fala sobre os quatro s Reinos descrito por Daniel na interpretação do sonho de Nabucodonossor, que são as divisões em eras descritas pela Humanidade como, Idade antiga, idade média, idade moderna, e idade contemporânea ou Era Antropoceno, numa linha de decadência da amizade dela, no decorrer dessas eras com Deus, por isso, chamada de ouro, prata, bronze, ferro e argila.

A idade contemporânea é o reino do anticristo, pois a serpente aquele que dá a luz, chamado por São Jerônimo como Lucífero, enganou novamente o homem, com já havia feito com Adão e Eva, prometendo a ele que ele dominaria a terra o céu, desde que rejeitasse a Deus, dando início a era do iluminismo, o reino que destruiu a Terra, a era Antropoceno que já falamos sobre ela em 19 de abril de 2019, sob o título A era antropoceno: o homem como senhor.

Conclusão

Reconhecermos a Voz do Pastor hoje, é no chamado que diz: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”, porque o Espírito não vem em uma bola de fogo, mas na forma de amizade, cujo fruto e gerar a contrição, o arrependimento, o retorno ao Pai, e isso só é visto pela Graça para quem Ele quer se revelar, não é perceptivel, não é visível, não é ostensivo.

Não permaneça indiferente diante da realidade pois, na hora que menos esperais Ele chegará (Mateus 24,50), ao contrário, abris à Verdade, e tornais amigos da Verdade, exatamente como nos ensinou a Palavra na Liturgia Dominical de 08 de novembro de 2020, na 1ª Leitura:

A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos (Sabedoria 6,12-16).

Muitos estão maneando a cabeça, ridicularizando, chamando de louco o Sinal do Senhor, o chamado do Pastor, mas isso sim é a armadilha, que aqueles que não são amigos da Verdade, a exemplo das virgens imprudentes, cairão, e só acordarão quando for tarde, por isso, o momento não é o de se murmurar, como se a verdade viesse de nós mesmos, mas lembremos da exortação à vigilância de São Lucas para esse momento:

“Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados por causa dos excessos, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós, pois cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.

Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de conseguirdes escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem” (Lucas 21, 33-35).

E, acolher a Boa Nova não deixando o Espírito contristar, porque é libertação e não motivo de tristeza, pois, a Glória que virá será motivo de exultação e alegria “Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós” (Romanos 8, 18), portanto, não permaneçamos passivos, na zona de conforto, sendo indiferentes às coisas de Deus, voltemos, pois “Tu (ó Senhor) queres a sinceridade do coração e no íntimo me ensinas a sabedoria. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto (Salmo 50, 8.12).

E por fim, não enterre o Pão da Palavra consigo mesmo, faça o que o Senhor te pediu para fazer em memória Dele, e se há aqui uma promessa de Alegria agarre-a, não a deixe escapar.

Mudando o curso em 180 graus

Este artigo tem por propósito demonstrar que a certeza naquilo que se vê pode levar a uma interpretação errada, e, apresentando proposta de correção de curso.

As conjunturas de mudanças de paradigmas nos tempos presentes chamada para uma conversão em retorno de 180 graus.

A necessidade do retorno se refere à nossa forma de perceber as coisas.

Retorno.

Retornarmos da ilusão de que há certeza na nitidez, pois o coneito que temos é o de quanto mais nítida a imagem, melhor percebemos as coisas.

Saindo da introspecção para a emoção, dando mais oportunidade para o senso crítico do que pelo passivismo da pelo que se vê na imagem.

Quanto mais nítida a imagem for haverá menos índices emocionais de comunicação com o ambiente, por exemplo, imagine que alguém quer te convencer que o Governo atual da Venezuela é o mais democrático do mundo, e mostra tanta nitidez para te convencer disso que extrai de você todas as oportunidades para você desenvolver o seu próprio senso crítico, ou seja, subtrai-se o diálogo por um monólogo.

Mudando-se o paradigma

Se é necessário estarmos nos comunicando com o meio ambiente, então é preciso se estimular os sentidos que estimulam os índices emocionais, para isso é preciso depender menos daquilo que a imagem quer nos convencer, e retornando a comunicação conosco mesmo, podendo ser suficiente uma imagem assim.

Aplicando-se na prática

A aplicação prática parte do primeiro paradigma a ser quebrado tendo como melhor proposta para este trabalho, a conversão da igreja diante do estado atual de imagem morta, de que é a Igreja quem pede a conversão.

O segundo paradigma a ser quebrado é o da percepção de Igreja, que deve ser entendido como o princípio que cada espécie viva carrega em si, como caminho, ou plano, capaz de lhe garantir a vida segura, em contraposição ao do estado atual de imagem morta, sem emoção, de que igreja é aquela que professa a religião dela, possibilitando a partir dessa percepção que todas as espécies vivas buscam vida nova, porque a vida se ressuscita sob a proteção de uma mesma mãe.

O esboço abaixo tem o propósito de facilitar didaticamente a aplicação prática do paradigma que propõe uma mudança, tomando por base a Liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum, celebrada em 11/10/2020, e, se a Igreja precisa de conversão, com um retorno de 180 graus, para onde ela está indo e para onde ela precisa voltar?

Para onde ela esta indo: Estado Democrático de Direito

Projeto de Estado Democrático Celestial para a vida futura (eterna)

A formação de uma sociedade celeste, a exemplo do Olimpo, composta por deuses, anjos e homens, em que aquele que deu menos migalha será menor, e o que deu mais migalhas será maior, e os explorados terão fartura de migalhas, por isso também serão grandes como seus exploradores.

Solidariedade e assistência social

A fraternidade social é pretendida para que os exploradores sintam-se solidários como os seus explorados lançando-lhes algumas migalhas a mais do que costumam dar aos escravos no seu salário.

A ilusão da Igreja atual

A ilusão da democracia ( finge a igualdade, em um Estado em que os mais sortudos que compõem o Estado + Igrejas, dominam aqueles que se tornam seus explorados).

Para onde voltar:Paradigma do Reino: a mudança de paradigmas

A promessa da renovação da vida pelo Reino presente

A vida não é um sopro que se esvai, mas se renova, assim ela não se perde, mas muda-se de estado, do material para o imaterial, mas sempre viva, cujo a mudança de estado é semelhante a uma tecnologia que se incrementa, cuja parte material é apenas uma parte do sua estrutura, como se fosse por exemplo, em relação a um cão, o rabo, ou, em relação ao braço do homem, a mão, ou seja, a parte material é só uma extensão, assim cada ser humano é muito maior do que a ilusão da imagem que lhe convence ser, cuja parte material é apenas um fragmento dela que se complementa pelo que se poderia chamar de matéria escura.

E, por sua vez, essa vida, assim como a mão não vive sozinha, ou o rabo do cão não é independente, se liga a um corpo, que é o Caminho que dá a segurança da Vida como a promessa apresentada na Liturgia do 28 Domingo: O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra (Is 25, 8) [seu povo significa não apenas da Humanidade, mas incluindo todas as espécies que vivem nela].

Assim, a vida na Terra não é uma sociedade de pessoas, mas a composição de tudo aquilo que compõe o Jardim de Deus, o Eldorado, onde a Terra em meio a bilhões de galáxias, Ele a escolheu para edificar o seu Jardim como a sua Tenda.

Cidadania

Diferentemente da assistência social, cada membro de Vida, ligado ao corpo, é fiel a função ao qual foi constituído, por exemplo, o aparelho gatrointestinal é fiel a sua função de absorção e separação da energia vital, assim como os pés são fiéis para sustentar e deslocar o corpo, de forma que não se voltam para si, mas, para uma articulação conjunta que permitirá que o corpo seja saudável.

Essa articulação elimina a assistência social, pois, todo o corpo se articula como se fosse um, não havendo exclusões, mas integração, cada um com o mérito de sua função, cada um com a riqueza de seu trabalho.

A supremacia da dignidade

Na renovação da Vida cuja tecnologia demanda o trabalho, diferentemente do ócio no Monte Olimpo, muitas vezes a função dos pés é cansativa, ou, as vezes ele deu uma topada na pedra e quebrou o dedo, contudo suas limitações são acolhidas com motivo de dignidade pelo seu trabalho e não como motivo de exclusão.

Da mesma forma que a hostilidade natural não é amaldiçoada como fatalidade de azarão: sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. Tudo posso naquele me dá força (Ef 4,12-13).

O maior propósito de cada um é a preservação da dignidade do outro, cuja a riqueza está em renunciar as próprias necessidades para garantir a estabilização do bem estar do corpo.

O retorno ou mudança: a conversão em 180 graus

Ao se falar de conversão da Igreja não se quer dizer uma modernização dos seus tradições, ou quebra de seus costumes, mas sim mudança de caminho, retorno diante de uma postura de ser conduzida por piloto automático, para assumir a própria direção.

A conversão: percebendo o piloto automático

A Liturgia do 28 Domingo do Tempo Comum traz a renovação da Vida, dizendo para a Igreja nos dias atuais que ela está sendo convidada para a posse do Rei: O Reino dos céus é como a história a do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir (Mt 22,2-3).

Mas, ao se prestar atenção ao sentido de “não quiseram ir”, já se mostra uma caminhada na contramão, demandando um retorno.

O sentido de “não quiseram ir”, se dá pela visão estrábica (vesga) causada pelas certeza nas imagens, como se ela estivesse dizendo para si: devemos ser solidários, dar assistência social para se estar no caminho da salvação, dando esmolas (migalhas) aos pobres, e uma dia na eternidade, isto é, fora da realidade presente, como uma utopia, estaremos sem choro e sem dor na sociedade celestial.

Mudando a direção

Mudar de direção é necessário a realizar uma verdadeira transformação de vida, ao ponto de se perceber incapaz de por si só alcançar toda a segurança e renovação da vida, como se fosse uma mão independente, dessa forma voltando-se ao regaço do Corpo, voltar-se a certeza de que esse Corpo garantirá a Viva:
O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança. Na casa do senhor habitarei pelos tempos infinitos (Sl 22, 1.3b-4.6b).

Sair do piloto automático e não simplesmente participar da liturgia como se fosse no bar relaxar um pouco e depois, já nem mais se lembrar da cerveja que tomou, mas sim, absorvê-la como realidade transformadora, e se ela diz hoje para a Igreja que está convidando-a, ela precisa reconhecer, ou seja, aceitar o convite para as bodas.

E aceitar esse convite significa se revestir das vestes da Realeza, ou seja, ela como ovelha reconhecer a voz do seu Pastor que a está chamando neste momento real, e não para um dia na eternidade, e reagir assumindo a função para a qual foi chamada, não se portanto como aqueles que lhe viram as costas:

O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados; já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos, e tudo está pronto. Vinde para a festa’. Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios. (Mt 22,4-5).

Conclusão

Cuidado, talvez você precise ir para o oculista para trocar os óculos, por um escuro sem grau, que reduza a nitidez das imagens que te impedem de se emocionar.

Why does God allow death? And would your death be just?

It is already approaching one million people killed by Covid-19, adding to the more than one billion animal and biome deaths in Australia, which is also expected to be added in no less expressive amount, to the holocausts on the East Coast of the United States , and in the Pantanal Mato Grossense, in Indonesia, Asia, leading us to the classic question:

Why does God allow death and suffering so horrible?

The answer to this question is given to us today, Monday, September 28, 2020, through the Daily Missal Liturgy, using our first Reading and that in order to understand it we need to comment step by step:

One day, the children of God presented themselves to the Lord;

among them also Satan (Job, 1-6).

In this preamble, which is not a parable, but the present reality telling us that the justice of God is no respecter of person, not differing in his garden, the children of God and Satan, the just or unjust, because, in amidst wheat, there is also the chaff, then the dialogue continues:

The Lord then said to Satan: ‘Where are you from?’ – ‘I am going to take a walk around the earth,’ he replied. The Lord said to him: ‘Have you noticed my servant Job? There is no equal on earth: he is a man of integrity and integrity, he fears God and turns away from evil ‘(Job 1,7-8).

When paying attention to the question: Did you notice my servant Job? Semiotic Science creates an energetic value for an invitation to man, for him to pay attention that the Servant Job in the form of a question, that is, in fact, the representation of his father’s house, the Garden of God, Paradise, that is, the Earth , who faithfully serves God, figuratively as a responsible father, supports his children.

However, this is contested by Satan, who in the present context could be summed up in the sense of our reality, beginning to accuse Job (the Earth), despises her by placing all his subservience to God only as an exchange for the goods that were accumulated throughout his life, and that his relationship with God, that is, the Earth only responds to God because it is not given beyond the natural reaction of the earth that only responds by the seed of God, even today doubting whether, it is God Himself who places these goods, and not because She would have some relationship of obedience to God as a creature.

Then the Lord said to Satan: ‘Well, all that he has, you can dispose of, but don’t reach out against him’ (Job 1:12).

But everything that the Earth gives and the fruit of Life, and Life does not live with injustice, therefore, within this same Justice, God, in favor of Life under the mantle of Justice in friendship with Job, that is, with Terra, his Garden, in which he pitched his tent, is assured that it will not be shaken, grants to Satan, to act not as a penalty of trial to be borne by Job, but as a way to separate those who are from Life, Wheats, who are friends with God and are preserved in Justice, of those who are from Death, weeds, who are the enemies of Life, as is celebrated in the Liturgy of the Feast of All Saints in which he sings:

And so the generation of those who seek the Lord!

– The Lord belongs to the earth and what it contains, the whole world with the beings that populate it; because he made it firm on the seas, and on the waters he keeps it steadfast.

– “Who will go up to the mountain of the Lord, who will stay in his holy habitation?” “Who has pure hands and an innocent heart, who does not direct his mind to crime.

– Upon this descends the blessing of the Lord and the reward of his God and Savior ”. “This is how the generation of those who seek him is, and the God of Israel seek the face” (Psalm 23 [24]).

From then on, the offending actions to the Garden of God, to the Holy Land begin, starting with those who get drunk in greed, believing that salvation is in the accumulation of goods, and for that, they do not think about the common good. , but only turning to self-interest, they assault the goods of those who believed that the meaning of Life is in the justice of being happy and that no one was born to suffer, but rather for the pleasure of drinking and eating:

Now, on a day when Job’s sons and daughters were eating and drinking wine at the older brother’s house, a messenger came to Job: ‘The oxen were plowing and the mules grazing beside him, when, suddenly, wise men and stole everything, passing the servants to the edge of the sword (Job 1: 13-15).

Although the sons of Job, that is, the men are on Earth, warned of the loss of their property by injustice, did not turn to Justice, as is shown in the news that before the death of Greenland, in the face of the agony of the Sea, no one was touched by the death of God’s creatures, the biomes of the ice, the sea, the forest by the fires in Australia, California, Mato Grosso, not even by the one million of his own brothers in the Coronavirus plague, but, at the first opportunity , with a heart steeped in ingratitude, they continue their cult of selfishness founded on the right to be happy, running to the bars, to the beaches (while there is still left), to the parties.

He was still talking, when another came and said: ‘The fire of God fell from heaven and killed sheep and shepherds, reducing them to ashes (Job 1:16).

The fire of God fell from Heaven, not because he wanted the death of man, but because man, having been elected its administrator, usurped his right, to the point that his wickedness was called the Anthropocene Era, because it changed the laws of God of breeze, for global warming, as a thousand years ago, Saint Francis of Assisi already penitented us:

Consider, O man, in what excellence the Lord God has placed you: he created you and formed you in the image of his Son in terms of the body, and in the likeness of the spirit.

And all the creatures under the sky, each in their own way, serve their creator, know him and obey him better than you do.

And even the demons did not crucify him, but you, with them you crucified and still crucify him, delighting in vices and sins.

What can you then boast about?

5th Ammonition (MATURA, 1999, p. 25)1.

Under the cult that the Earth is just something, goods and happiness of those who can be happy, of those who stole a place in the sun of their neighbors, that is, of the animals, of the biomes, of the seas, of the glaciers, the Earth, as who suffering from a terrible ulcer, suffers the pains of human malice, by the domain of investors, or owners of the governors and their vassals who bear witness to the most painful injustice

The latter was still speaking, when another arrived and said:

‘The Chaldeans, divided into three groups, threw themselves on the camels and took them with them, after passing the servants by the edge of the sword (Jn 1,17).

And in the cult of selfishness founded on the right to be happy, everyone concerned about having fun with restaurants, shopping malls, beaches, was not touched by the pain of the Garden of God, because their human justice is to receive as administrator, and to enslave who serves him, usurping his obedience admonished by São Fransisco when he said: And all the creatures that are under the sky, each in their own way, serve their creator, know him and obey him better than you (MATURA, 1999 , p. 25) do not turn to justice, but run out to the bars, to the beaches (while it still remains), to the parties.

(Harriane Laura – Set/2020 by Yucatam Times)

The latter was still speaking, when another one came and said: ‘Your sons and your daughters were eating and drinking wine in the older brother’s house, when a hurricane rose from the desert bands and launched itself against the four corners of the house, which collapsed on the young people and killed them (Job 1: 18-19).

Nobody looked at the hurricanes in the world these days with a sense of justice against men, even though these phenomena of creatures, obeying God, wanted to draw their attention to the large number of them, to the point that they were used to identify them all. names, that is, from A to Z, making it necessary to use now the Greek alphabet.

So the answer to the questions: Why does God allow death? And, is your death just? You will know how to respond when you look at yourself and conclude whether you “are the generation of those who seek the Lord”, like wheat, or if you are deluded that justice is in the right to be happy (at the cost of the death of others), the tares, therefore, those who do not belong to the generation of those who seek the Lord, will not be killed because God is unjust, but because they chose Death instead of Life.

1MATURA, Thadeé. Pray 15 days with Saint Francis of Assisi. Aparecida: Sanctuary, 1999.

1MATURA, Thadeé. Pray 15 days with Saint Francis of Assisi. Aparecida: Sanctuary, 1999.