Atitude para superar as adversidades do tempo presente

O presente texto tem por objetivo criar uma percepção diante da realidade inóspida, gerada pelas altas ondas de calor, e, compor a viabilidade de propostas para o planejamento da vida para os próximos anos, encarando-se a verdade, e superando os medos.

Resumo: O presente texto tem por objetivo criar uma percepção diante da realidade inóspida, gerada pelas altas ondas de calor, e, compor a viabilidade de propostas para o planejamento da vida para os próximos anos, encarando-se a verdade, e superando os medos.

I – Explicação inicial necessária sobre as tecnologias para a produção do Artigo em texto tridimensional (3D)

O presente artigo compõe-se de uma comunicação por via de linguagem textual tridimensional (texto em 3D), estruturada com altura, largura e profundidade, valendo-se de duas tecnologias da Semiótica (Ciência das Linguagens) desenvolvidas por Charles Senders Peirce.

A primeira tecnologia semiótica é a da abdução, que é a ferramenta tecnológica que se assemelha a antítese da dialética ou, uma problemática na pesquisa, ou, ainda, a entropia da termodinâmica, na função de reequilíbrio, concordância, síntese da mensagem na comunicação.

A segunda tecnologia semiótica é o do pragmaticismo, que representa uma ferramenta tecnológica que permite a demonstração objetiva dos fenômenos sem a contaminação do ímpeto pessoal na estruturação da comunicação, em diametral contraposição às abstrações argumentativas que se confundem com opinião pessoal de quem as emite, pela construção de antíteses com vícios de conveniência, como se cada um tivesse a própria verdade, pois, neste caso, é rejeitada a ferramenta tecnológica da abdução e colocado em seu lugar a presunção.

II – A existência de comunicação nas ondas de calor

Testemunhamos nas últimas semanas de setembro e primeiras semana de outubro de 2020, uma escaldante onda de calor, estimulando ferozmente os focos de queimadas sobre diversas partes do mundo. E, se confirmamos estes testemunhos, é porque estamos em comunicação com o ambiente, e, também, se temos esse privilégio, é porque o fenômeno da onda de calor têm uma linguagem com os seres vivos.

No entanto, se há uma linguagem, é preciso voltar o nosso olhar para quem emite a mensagem, que no caso não são as ondas de calor, porque, como fenômenos abdutivos representam apenas fatores, e não autores da mensagem, como uma entropia, termo que emprestamos da termodinâmica para representar o desequilíbrio do sistema de pressão atmosférica, que na dialética poderia ser chamada de antítese.

Assim, se as ondas de calor, são fatores, a sua atuação na comunicação é semelhante a função do campo magnético para a luz, que a exemplo das ondas de calor, são compostas por ondas magnéticas com a função de transportar a luz, e, no caso das ondas de calor, a função será a de condutor da linguagem, do transportador, como um mensageiro do sistema de pressão atmosférica, tendo por emissores da comunicação, um sistema tríduo, isto é com três emissores; as estrelas, o Sol e a Terra.

O primeiro sistema comunicativo são as estrelas, a partir da produção de nêutrons que vai estruturar o Planeta com os elementos necessários ao desenvolvimento da vida, por exemplo, o cálcio, o ferro, o zinco, o bório.

O segundo sistema comunicativo é o Sol, que para se entender melhor a interação da comunicação do Sol com os seres vivos, basta se olhar para uma semente, que ao ser plantada, a Terra se alimenta dela, e a partir da luz solar há uma comunicação, cuja a interação de linguagens produzirá a reação do brotar e se transformar em uma árvore que alimentará a vida com as essências estelares, isto é, aquele cálcio, ferro, zinco bório.

O terceiro sistema comunicativo é o Planeta Terra, que assemelhando-se a uma mãe que carrega o feto no útero, oferece aos seres vivos, um lugar seguro, para se alimentar e desenvolver a vida, a partir das essências trazidas pelas estrelas e, que foram cultivada pelo Sol.

Essas considerações nos permite então, identificar que o Sistema Vital está estruturado sobre três comunicadores diretos: o Universo, o Sol e o Planeta Terra, cuja a mensagem nesses dias, nos são transmitidas por altas ondas de calor a oferecer risco para a vida dos habitantes do Planeta.

III – A comunicação pelo Surf na crista das altas ondas de calor

Se já se tem definidos os emissores, um transportador e um receptor, no processo de comunicação, se torna possível interagir com a linguagem a partir da ferramenta tecnológica do pragmaticismo, no entanto, dependerá de cada receptor a reação, isto é, se acolhe ou não a mensagem, completando-se o processo comunicativo.

Ao se referir a reação à mensagem como resultado da interação se parte da premissa de que se as ondas de calor decorrem de um desequilíbrio, esse desequilíbrio por sua vez, ou, caos a produzir uma entropia, é resultado da intervenção humana no ambiente natural.

A Humanidade ao promover intervenções na Arte natural constituído pelo Sistema Vital, remodelando-o para o Sistema Antropoceno, isto é o Artificial, afastou a Arte para colocar em seu lugar o Artefato, que se popularizou como tecnológico, ao ponto de concluir que muito próximo do tudo o que é Antropoceno, é Artificial, saturando-se a capacidade planetária pelos Artefatos.

Essa saturação é o primeiro índice abdutivo a indicar um elemento da linguagem, qual seja, a intervenção Antropoceno, espalhando a artificialidade no ambiente, provocou um desequilíbrio climático, tornando-se responsável exclusivo pela extinção de bilhões de espécies animais, vegetais e minerais, ao ponto de ser contaminado pelo próprio artificialismo, em que o modelo de vida em comum, de natural passou a ser o artificial, isto é, de aparências, em atos vazios de verdade, assim, permanece indiferente e insensível às mensagens, e, mesmo interagindo com elas não reage, e se irrita quando alguém lhe mostra a realidade.

IV – Compreendendo a mensagem das altas ondas de calor

Testemunhamos nessas últimas semanas o grave efeito das ondas de calor, em que tornou-se comum a quebra de recordes de temperaturas máximas nas cidades, informando as populações com a apresentação de índices jamais noticiados antes, criando um segundo índice abdutivo a partir da doença humana em decorrência de seu artificialismo, que o torna indiferente sem reação ao risco da própria extinção, pois, ele já havia sido avisado que isso ocorreria, como é possível se constatar na notícia de mais de 8 anos atrás:

Aquecimento global está perto de se tornar irreversível, dizem cientistas

Derretimento da cobertura de gelo e perda de floresta são críticos.

Reunidos em Londres, pesquisadores pediram ações urgentes.

O mundo está perto de atingir um estado crítico que vai torná-lo irreversivelmente mais quente, tornando esta década crítica nos esforços para conter o aquecimento global, alertaram cientistas nesta segunda-feira.

(…)

Com o crescimento das emissões, especialistas dizem que o mundo está perto de atingir limites que vão tornar os efeitos do aquecimento global irreversíveis, como o derretimento da cobertura de gelo polar e perda de floresta.

“Esta é a década crítica. Se nós não invertermos a curva nesta década nós vamos ultrapassar estes limites”, disse Will Steffen, diretor executivo do instituto de mudança climática da Universidade Nacional da Austrália. (REUTERS apud G1, 2012)1.

O terceiro índice abdutivo se dá com a quebra do ar condicionado da Terra, ou, seja, a irreversibilidade das geleiras da Groelândia, e pedimos licença para se destacar aqui, o termo irreversibilidade, isto é, aquilo que se perdeu por completo, não produz mais vida, a exemplo do combustível que se põe no carro, uma vez, queimado para fazer o motor mover o carro, ele não é mais recuperado no tanque.

Com o comprometimento do sistema glacial responsável pelo equilíbrio da pressão atmosférica do Planeta, iniciou-se um processo de falência completa, pois, de acordo com a estrutura dos sistemas, eles são formados por núcleos, ou, princípios, que uma vez eliminados um núcleo, compromete todo o sistema, por exemplo, se no organismo humano se perde o sistema nervoso, ou sistema digestivo, ou o sistema intestinal, toda a estrutura do corpo será afetada, por isso, como se o ar condicionado estivesse quebrado, a coisa começou a esquentar, como já advertia a mesma notícia.

Momento limite

Para a cobertura de gelo – enormes refrigeradores que retardam o aquecimento do planeta – o ponto limite já foi ultrapassado, afirmou Steffen. A cobertura de gelo do oeste da Antártica já encolheu ao longo da última década e a cobertura da Groenlândia perdeu em torno de 200 km³ por ano, desde 1990.

A maioria das estimativas climáticas concorda que a floresta amazônica vai se tornar mais seca conforme o planeta esquente. Mortes de grandes porções de floresta provocadas pela seca têm aumentado temores de que estamos prestes a viver um ponto limite, quando a vegetação vai parar de absorver emissões e começar a liberar gases na atmosfera (Ibid.).

E, diante de claros e prudentes avisos à Humanidade, como que portadora da doença humana da hipocrisia, pois comportando-se como anestesiada às interações do ambiente, parece impossibilitaa de criar algum sentido a tudo isso, e, permaneceu inerte, não fazendo qualquer caso sobre as advertências, com isso, o que era um aviso, se tornou com uma realidade.

Derretimento de gelo na Groenlândia atingiu ponto irreversível, diz estudo.

Degelo faz com que os oceanos subam cerca de um milímetro em média por ano. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extensão em 40 anos.

As camadas de gelo da Groenlândia encolheram a um ponto irreversível, segundo dados publicados nesta semana na revista científica Nature Communications Earth & Environment.

Esse derretimento já está fazendo com que os oceanos subam cerca de um milímetro em média por ano, tornando a Groenlândia a maior responsável por essa elevação. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extensão em 40 anos (REUTERS apud G1, 2020)2.

E as altas ondas de calor uma segunda realidade de reação à falência glacial:

Após uma semana de temperaturas elevadas e umidade do ar baixa, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de “grande perigo” em razão de uma onda de calor em grande parte da região Centro-Oeste, uma parte do Norte e do Sudeste. De acordo com o Inmet, há risco de morte por hipertermia, quando a temperatura corporal sobe além dos 40ºC, o que pode comprometer a saúde ou até mesmo levar à falência de órgãos (LEITE, 2020, p. 1)3.

V – Dos apelos das criaturas viventes no Planeta para uma reação da Humanidade.

Embora a maioria das notícias publicadas relacionam a irreversibilidade do Sistema Glacial com o aumento dos Oceanos, o maior perigo não são as profundezas do mar, mas sim, o aquecimento dos oceanos, transformando os mares em grandes panelas a cozinhar vidas marinhas, no fenômeno de aquecimento das águas marinhas, que hoje é chamado de blob.

Um fenômeno preocupante que já havia ocorrido no Oceano Pacífico em 2014 e 2015 parece estar de volta.

É um gigantesco fluxo de água quente na costa oeste dos Estados Unidos, que ameaça causar devastação na vida marinha e na pesca nessa região.

Há cinco anos, quando apareceu pela primeira vez, os cientistas batizaram o fenômeno de “The Blob” (“a mancha”, em tradução livre.

O nome foi inspirado em um filme de terror dos anos 60, que no Brasil foi batizado de A Bolha Assassina.

The Blob” criou a maior floração de algas tóxicas já registrada na costa oeste dos Estados Unidos. Essas algas nocivas, das quais pequenos organismos se alimentam, afetam toda a cadeia alimentar.

O aumento da temperatura também fez com que salmões que entravam no oceano encontrassem menos alimentos de qualidade.

Essa água mais quente fez com que milhares de leões-marinhos que procuravam comida encalhassem nas praias e que várias espécies de baleias, que também se aproximavam das costas, ficassem presas em redes de pesca ou aparecessem mortas na praia.

Para a indústria pesqueira, a situação também foi desastrosa. Nos Estados de Oregon e Washington, nos Estados Unidos, a floração de algas tóxicas paralisou a indústria de frutos do mar.

Agora, entre o Alasca e a Califórnia, outro aquecimento incomum da água ameaça causar efeitos semelhantes (BBC, 2019, p.1)4.

Ao se acolher esses resultados é formada um quarto índice abdutivo que é o ceticismo da Humanidade, baseada na presunção dela de que ela é a mocinha da história, e sempre vai acabar bem, no entanto, presunçosa, acaba por esquecer-se do antigo lema dos filmes antigos de Hollywood, de que o crime não compensa, e, imprudentemente, ignora a responsabilidade sua sobre as barbáries nos holocaustos e extinção da outras espécies, e pede para pagar para ver, como já começou com os altos preços para ela e para as demais espécies, em razão das altas ondas de calor nesses dias.

E isso parece caminhar para um abismo ao se considerar o que a comunidade científica alerta para os tempos próximos.

Cientistas estão alertando para o derretimento irreversível da Antártica devido ao aquecimento global.

Qual é o consenso científico?

Desde a Primeira Revolução Industrial, o homem interfere cada vez mais no clima por meio da emissão de gases do efeito estufa, como o gás carbônico (CO2) e o gás metano (CH4).

Para determinar a temperatura média do planeta, os climatologistas e meteorologistas contam com dados atmosféricos de várias localidades espalhadas pelo mundo, obtidos por estações meteorológicas. Isso inclui coleta de dados em mares e oceanos – com estações embarcadas em navios, por exemplo – além de dados da alta troposfera por meio de balões e radares meteorológicos em aeronaves.

O consenso na comunidade científica é de que o aquecimento global seja causado principalmente pelo homem. De qualquer forma, a mudança climática nos últimos anos tem trazido muitos problemas como queimadas e aumento do nível do mar.

Desde o início das observações com satélites, no fim dos anos 1970, o Ártico tem perdido cada vez mais gelo no verão e ganho cada vez menos gelo no inverno.

Além disso, há registros de mortes em massa de corais devido ao aumento da temperatura da água nos recifes (GOUVEA, 2020, p. 2)5.

Embora sem um quinto índice abdutivo, é possível valer-se do princípio da dedução lógica ou, da tendência estatística para se concluir que, se com a perda da Groelândia o planeta esquentou muito, ele certamente ferveria com a irreversibilidade da Antártica, cuja imprudência do homem em manter-se na teimosia de se pagar o alto preço para ver, alcançaria os níveis de insanidade a comprometer todos os que dependem de suas ações, isto é, comprometendo a existência não só da própria Humanidade como nas demais espécies.

VIA saída pela prudência.

Se testemunhamos a irreversibilidade de Groelândia, e estamos em vias de testemunhar também a irreversibilidade da Antártida, comprometendo todo o Sistema Glacial, que repercute no Sistema de Pressão Atmosférica do Planeta, tornando irreversível também o Sistema Marinho dos Oceanos, a quinta abdução vem apresentar um convite a prudência a partir da sensibilidade para a palavra irreversibilidade.

Se se prestar atenção à palavra irreversibilidade, de imediato se criará o senso de que ela gera um sentido de fora das mãos da Humanidade pois, a Humanidade feriu de morte o Sistema Glacial, tirou dela a vida, tornou irreversível, sem poder trazê-la de volta, e com isso, desencadeando uma reação de falência sistêmica.

Ou seja, na sua irresponsabilidade decorrente de comportamento presunçoso de que a Humanidade é sempre a mocinha, por isso sempre vencedora, embriagada no orgulho inconsequente de pagar para ver, provocou um fenômeno que agora ela já não pode, e não poderá controlar, porque está muito mais além de sua inteligência e tecnologias, ainda que tenha levado 40 anos para a Humanidade eliminá-los, nada aprenderam para recondicioná-los ou, ressuscita-los, pois, esses sistemas foram estruturados como resultado de milhões de anos da sabedoria da natureza dos nossos ancestrais.

Diante disso surge um quinto índice de abdução, pois se o Sistema Vital sofre da fragilidade de ser extinto, seja no nível de Planeta, ou, de Sol ou, por fim, das Estrelas, é porque nenhum deles tem o controle da vida por si mesmos, sendo cada um deles apenas portadores da vida dentro de um Sistema de Comunicação Universal, ou Cosmológico, comungando pela comunicação com cada espécie viva, tendo então, a Vida o domínio de se estabelecer em alguns deles, isto é a Vida é a Senhora do Sistema Vital.

A partir disso, se verifica a impotência da Humanidade na reparação do caos, isto é, de trazer de volta à vida os sistemas mortos exclusivamente pelas mãos dela, parecendo oferecer como única saída à Humanidade, conduzindo a Ciência da Semiótica aos signos dos Ancestrais da Humanidade, pelo o eco de voz dada como uma ordem ao ancestral chamado Moisés diante das chamas: “Não te aproximes daqui: tire as sandálias dos teus pés porque o lugar, em que estás, é uma terra santa (VULGATA, 1990 p. 78)6.

No contexto presente o frase “tirar as sandálias” cria o sentido da Humanidade descer de sua presunção de que tudo está em suas mãos, e reconhecer-se incapaz de reparar o grave erro que cometeu em face das espécies sob à sua administração.

Pois, ela sendo a administradora e por isso, possuir a característica humanidade, que a diferencia de todas as demais espécies, e com isso se convencionar naturalmente no Planeta, o seu domínio ou governança sobre cada uma delas, assim, precisa se sensibilizar ao ponto de reconhecer o seu erro de morte, isto é, a produção de fenômenos contra a vida causando a morte das geleiras, do mar, da terra, dos biomas, que é a terra santa, porque contém a vida que foi estabelecida neles.

Assim, a advertência parece apontar para a única saída consistente, qual seja, a Humanidade descer o pedestal, rejeitando o seu orgulho, e abraçar o dom de humildade, a fim de que possa a recobrar a sensibilidade e construir os sentidos como elementos vitais, como se estivesse se curando de uma paralisia, ou anestesia.

Porque assim, a semiótica apontará para um sexto índice abdutivo, estruturando uma comunicação a partir de uma mensagem do Sistema Cósmico, isto é, das Estrelas, que respeitando a atitude humana de humildade, não humilha a Humanidade, mas comunga com ela, da própria lei humana que ele adotou um dia para destruir, e, a partir de agora para reconstruir, a Lei de Adam Smith, de não intervenção humana no ambiente, a mão invisível.

Assim, a vida na Terra sendo destinada ao fim, estendendo-se um braço forte como uma mão invisível (ibid. p. 978)7, equivalente a 500 milhões de sóis, sem a intervenção humana, as Estrelas como sistema do princípio da Vida, como sistema vivos que são, emitiram um sinal àqueles que carregam em si, o senso de humildade pelo reconhecimento de sua pequenez e incapacidade de reparação, como cumprimento da promessa de amizade eterna, estabelecida entre a Vida e seus Ancestrais da Humanidade, chamada de Aliança (LUCIO FILHO, 2019)8.

Perante os humildes se fez humilde, pois, no gigantesco brilho equivalente a 500 milhões de sóis, se fez pequeno como um pequeno relâmpago de 5 milésimos de segundo, igual a um sinal elétrico do coração que a medicina chama de clico, curando o homem da insensibilidade causada pelo artificialismo, para chamá-lo novamente à Arte, cuja a vida é rica em emoções.

Proposta de solução

A situação é bem semelhantes as deixadas pelos nossos ancestrais ao se mirar no exemplo entre os Apóstolos Simão Pedro e Judas Iscariotes, o que tem em comum entre eles e a dívida da traição contra seu amigo Jesus, assim como a Humanidade tem hoje a dívida da improbidade administrativa, como que se estivesse traído o mandato que lhe foi conferido de administrador, o que cria simetria também com a parábola do devedor implacável, aquele cujo pagamento da dívida seria impossível (VULGATA, 1990, p. 1081)9

Mas, se Pedro e Judas carregavam a características de pecadores, o que diferença a ação que deu a vida para um e a morte para o outro está no fato de Pedro tirar as sandálias, reconhecendo-se devedor, e, “chorou amargamente” (ibid. p, 1151)10, ao passo de que Judas, não conseguindo perdoar-se a si mesmo (ibid. p. 1081)11, escolheu a morte.

Assim, se Pedro teve o galo da madrugada como sinal, hoje a Humanidade tem o sinal da Aliança pelo FRB 121102, convidando-a à prudência para voltar-se ao conselho dos seus Ancestrais, cujo comportamento insistente dela em deixar de acolher sob o risco de pagar para ver, cria uma simetria com parábolas das virgens prudentes (ibid. p. 1089)12, pois, ao deixarem para aceitar a irreversibilidade dos sistemas depois da hora, correm o risco de não achar mais nenhuma saída.

Portanto, o convite para uma solução é, reconhecer que as coisas estão fora do controle humano, voltar-se para si, a exemplo dos programas de responsabilidade social e compliance, e fazer uma avaliação crítica da Verdade consigo mesmo, e não das verdades seletivas pela relatividade da conveniência, ainda que ela venha depor contra si mesmo, e não ter medo, pois, a Vida ao receber o pedido de desculpa verdadeiro, a concede cheia de misericórdia e incondicionalidade.

A partir dai, buscar as soluções em parceria com a sabedoria dos Ancestrais e a prática presente e, caso interesse, pedimos licença para sugerir nosso vídeo com o título A verdade nua e crua: aviso contra o mascaramento do homem e da Igreja13.

Concluímos por fim, que diante da enorme extensão dos danos que torna a Humanidade incapaz de reparar sozinha o grave efeito produzidos nos Sistema Glacial, Marítimo e Terrestre, é muito pouco provável se desvendar saída diferente, pois, não depende mais de sua vontade, ou domínio, só lhe restando mesmo a prudência como filho obediente, como todas as chances plausíveis.

1G1. Aquecimento global está perto de se tornar irreversível, dizem cientistas. In Natureza, 26/03/2012. Disponível em http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/aquecimento-global-esta-perto-de-se-tornar-irreversivel-dizem-cientistas.html. Acesso em 08 out. 2020.

2G1. Derretimento de gelo na Groenlândia atingiu ponto irreversível, diz estudo. In Natureza – G1. Disponível em https://g1.globo.com/natureza/noticia/2020/08/15/derretimento-de-gelo-na-groenlandia-atingiu-ponto-irreversivel-diz-estudo.ghtml. Acesso em 08 out. 2020.

3LEITE, Hellen. Onda de calor dos próximos dias pode levar até a morte, alerta Inmet. In Cidades-DF – Correio Braziliense 06/10/2020. Disponível em https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2020/10/4880305-onda-de-calor-dos-proximos-dias-pode-levar-ate-a-morte-alerta-inmet.html. Acesso em 08 out. 2020.

4 BBC. ‘The Blob’: a preocupante massa de água quente que vem aparecendo na costa da Califórnia. In BBC Mundo, 18/09/2019. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49729315, Acesso em 08 out. 2020.

5GOUVÊA, Matheus. Com o aquecimento global, cientista alertam para a Antárdia. In Natureza – Sócientífica, 03/10/2020. Disponível em https://socientifica.com.br/com-aquecimento-do-planeta-cientistas-alertam/. Acesso em 08 out. 2020.

6VULGATA, Bíblia. Livro do Êxodo, Cap. 1, versículo 5. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

7VULGATA, Bíblia. Livro Daniel, Cap. 3, versículos44-45. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

8LUCIO FILHO, Laurentino. A comunidação humana nos sinais cósmicos de rádios. In Ciências Humanas e a dimensão adquirida através da evolução tecnológica. Cap. 1, p. 1-12, PEREIRA, Denise (org.). Apucarana – PR: Atena, 2019. Disponível em https://www.atenaeditora.com.br/wp-content/uploads/2019/10/e-book-Ciencias-Humanas-e-a-Dimensao-Adquirida-Atraves-da-Evolucao-Tecnologica.pdf, Acesso em 08 out. 2020.

9VULGATA, Bíblia. Evangelho de Mateus, Cap. 18 versículos2327. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

10VULGATA, Bíblia. Evangelho de Lucas, Cap. 22 versículo 62. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

11VULGATA, Bíblia. Evangelho de Mateus, Cap. 18 versículos2835. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

12VULGATA, Bíblia. Evangelho de Mateus, Cap. 25 versículos113. 47ª Ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

13LUCIO FILHO, Laurentino. A verdade nua e crua: aviso contra o mascaramento do homem e da Igreja. Disponível em https://youtu.be/71maH_N0G2.A. Acesso em 08 out. 2020

Autor: Laurentino Lúcio Filho

Advogado na área cível-empresarial, há 26 anos, Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na linha da Semiótica Cognitiva com foco em formação docente e Professor Universitário nas graduações de Adminsitração, Gestão de Pessoas e Contabilidade.

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