Saindo da Pandemia pelo recluses no lugar do lockdown

Este artigo propõe uma caminhada de desenvolvimento de sentido emocional nas convulsões do dia a dia da vida.

Vivemos dias de extremas aflições, nos desviando da morte a cada instante e tentando salvar nossos filhos, porque, como na música dos Titãs, Pela Paz (1997)1, todo mundo está disposto à guerra, mas ninguém luta por você, você está sozinho.

Ao olharmos para o líderes, todos dizem, disposto à guerra, mas, não para lutar por você, isto é, para se efetivar a Justiça, mas, para manterem sua boa imagem pública, para manterem sua popularidade e, para alguns, para sucesso em reeleição das mamadeiras do Estado.

Para isso, praticam o ofício público da mera burocracia, que atenta contra a dignidade e cidadania, valendo-se do direito das aparências, cuja a injustiça do Ter Direito, faz prisioneira a verdade do Ser Direito e dizem sem qualquer constrangimento “é imoral, mas é legal”.

Por isso, vivemos um momento em que somos chamados a nos conscientizarmos de que o maior erro nosso agora, é por a esperança na mão de um desses caras, pois, ao invés de amarem a justiça, ostentam a si próprios, e preocupados apenas com a manutenção de seus luxos, não se importam e nem mexem um dedo para lutar por você, tua dignidade de ter um leito, um cuidado na saúde, é o que menos importa, a final adotam como ideal mais importante, a politicagem.

No entanto, a dignidade e a cidadania não estão sob as sujas mãos demagógicas deles, pois, são atributos sublimes que a própria natureza os guarda em seu santuário, e quando há ameaça a algum deles, ela própria se incumbe de protegê-los e não mede forças para, a seu tempo, destruir esses perversos egoístas.

Por isso, o momento presente em que testemunhamos uma peste global, ou pandemia, somos chamados a acreditar que não há “donos da verdade” a dar solução, pois não se têm a solução, não se devendo esperar que surgirá um plano mirabolante de economia e saúde, ou um plano conservador, porque tudo isso que foi feito até hoje já não se mostra mais adequado, por se sustentarem sob a indignidade do ter Direito, conservado pelas aparências, fingimentos, ou hipocrisias, e se afastarem do ser Direito.

Assim, não devemos esperar uma solução humana, não acredite em nenhuma promessa de homem, pois, o que nós todos somos chamados agora, trata-se de um fenômeno muito mais forte do que o homem, porque sua dimensão transpassa as fronteiras da capacidade de controle pela própria Humanidade.

Falar de solução por vacas (= vacina) de ouro, ou por máscaras como seu salvador, é ilusão para não se encarar o mal real que temos de enfrentar, que é a falta de coragem para olharmos para nós mesmos e ver que estamos sozinhos, e, homem nenhum lutará por nós e nossos filhos.

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O momento presente não pede uma solução por lockdown, que quer dizer confinamento, mas, apresenta uma saída pelo recluses, que quer dizer contemplação, recolhendo-se a um jejum solitário, buscando atender ao chamado da única que pode estar ao nosso alado agora, a Natureza, nos convidando para voltarmos à realidade, à verdade, pois nós não somos vacas, nem de ouro, nem de carne, mas, cultuadores da dignidade e cidadania.

Para isso, se faz necessário se aprender a interagir com a Natureza para se aprende a ouvir dela o que ela quer e espera de cada um neste momento, tornando-se cultuadores da dignidade e cidadania, sendo Direito, e que podemos chamar de tecnologias de inovação de culto e liturgia.

É uma tecnologia de inovação, porque hoje, diante das ilusões que somos expostos diariamente, quando se fala em relacionamento com a Natureza nos permanecemos a um exercício milenarmente retrógrado, puramente mental, abstrato, como uma meditação, uma filosofia, reflexão, Yoga.

A assim, essa tecnologia diante da gravidade da situação, propõe uma mudança necessária para que a parte imaterial que compõe nossos atos, que poderíamos chamar de ética, também integre a parte material, cuja estrutura é chamada de de estética, pois a composição da Ética + Estética se forma a Arte.

Assim, nesse momento em que somos desafiados a presenciarmos um fenômeno aterrorizante, fora de nossas mãos, e também, quando nenhum homem parece disposto a fazer algo por nós, logo só nos resta lançamos mãos de um pedido a Deus, como por exemplo, os pais que oram pelo filho que sofreu um traumatismo craniano em acidente de carro, ou, o filho que ora pelo pai no leito de morte, na luta para sobreviver contra uma doença.

No entanto, esse modelo que estamos acostumado, e que se pratica milenarmente em qualquer credo ou igreja, por mais bem intencionado que seja, se mostra inoportuno, pois, muitas vezes, as orações parecem ter sido em vãos, o que nos faz lembrar aquele filme “Os imortais”, de 2011, quando o ladrão, ao lado de Teseu, responde à Oráculo, que se tornou ladrão porque teria pedido um cavalo para os deuses e nada recebeu, já que os deuses não lhe deram, ele decidiu roubá-lo.

Portanto, o momento não é o de elevar uma oração puramente mental, mas sim, a necessidade de inovar para uma nova tecnologia, para se colocar, antes de qualquer oração, a nossa obra de dignidade e de cidadania, que os cultos dignos costumam chamar de “oferta de Abel” ou, “a primícia”.

Para isso ser feito, é preciso que primeiro, acolhemos a verdade, aquela que não muda por conveniências, ou seja, aquela que era, é, e será, e, em nome dela pratiquemos todos os atos ao qual somos chamados a realizar no nosso dia a dia, em dignidade e cidadania, pois, somente a partir de nossas obras, podemos nos apresentar diante de Deus, com primícias, sem estar com as mãos vazias:

Que ninguém se apresente de mãos vazias diante do Senhor: cada um traga seu dom, conforme a bênção que o Senhor seu Deus lhe tiver proporcionado (Deuteronômio, Cap. 16, v. 16-17).

Para encher as mãos, é preciso portanto, praticar nosso ofício cotidiano dentro da dignidade, ou seja, o respeito, o carinho, o zelo, o sentimento verdadeiro de estima por quem nos relacionamos, seja ele humano, animal, vegetal ou mineral, e também dentro da cidadania, que é respeitar toda a dignidade do próximo, antes que esse próximo tenha de pedir, ou, ele antes dele ter de exigir do Estado nossa correção.

Com essa oferta em mãos, diante da verdade, só você e Deus saberá se a oferta é de Abel ou de Caim, e, sendo digna de primícias, antes de você se deparar com um ato aterrorizante, o Senhor mesmo já te livrou dele, mas se não, a exemplo da parábola das virgens imprudentes, você deixou para a última hora, não conseguirá reverter a situação só porque você quer daquela forma, ainda com longas dias de orações e lágrimas.

Para aperfeiçoar essa tecnologia, há mil anos, ocorreu um fenômeno sem intervenção humana, testemunhada por São Domingos de Gusmão, em que, a Mulher, a mesma em que o Senhor lhe a apresentou como Mãe da Humanidade quando disse ao discípulo amado “eis o teu filho” (João, cap. 19, v. 25-27), se apresentou como medianeira, a colher as obras produzidas materialmente pelos homens diariamente e serem apresentadas como incenso santo a Deus.

Para instrumento de coleta instituiu uma prática imaterial, a nossa ética, a tornar as obras materiais, a estética do trabalho de nossas mãos, como incenso, chamada de Rosário, para que o homem peça à Ela, por meio de contemplação (recluses) de três mistérios: gozosos, dolorosos e gloriosos, e, assim, Ela apresente a Deus a sua oferta do dia, mediante a seguinte promessa chegada a nós nestes dias por São Domingos, destinada àqueles que, como o discípulo que o Senhor amava, a receberam em sua casa:

Eu lhe asseguro que apesar das gravidades de seus pecados “alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1Pd 5,4). Mesmo que você esteja à beira da condenação eterna, mesmo que você já tenha um pé no inferno, mesmo que você já tenha vendido sua alma ao diabo como os feiticeiros fazem ao praticar a magia negra, e mesmo que você seja um herege obstinado, como um diabo, inevitavelmente você se converterá, conservará sua vida e Jesus salvará sua alma (MONFORT, 1997, p. 6)2.

Assim, a tecnologia inovadora trazida para os dias de hoje é composta pela iniciativa de deixarmos de nos apresentar de mãos vazias olhando para o céu a pedir ajuda de Deus, para pormos mãos à obra, e pratiquemos em todas as ações a que Deus nos chama a praticá-la, desde a mais simples como varrer uma sala, como projeto dele de liturgia, revestidas de dignidade e cidadania, e diariamente colocada, como incenso pela Medianeira, a rogar por nós, agora e na hora de nossa morte, cujo resultado dessas obras, seja como projeto Dele de Culto de vanguarda tecnológica.

E para se dar o primeiro passo, a primeira delas a vencer essa pandemia: é a reclusão interna (recluses), voltar-se para a verdade, ver onde erramos ao ferir a dignidade e cidadania e imediatamente começar as reparações, apresentando nosso incenso diário nos recluses de três mistérios.

Conclusão

Se você diante de tanta aflição, acolher a promessa feita aos homens testemunhada por São Domingos, tem a promessa, não por demagogos humanos, a de vencer os desafios presentes. Se acolhê-la, no mínimo, ficaria como está, ao passo que sozinho, sem ninguém lutar por você, você certamente não terá nenhuma chance, e só lhe restará ser pisados pelos homens.

1TITÃS, Paulo, Sérgio, Branco, Charles, Nando. Pela Paz. In Album Domingo – Acústico MTV, 1997. Disponível em https://youtu.be/ymk7Qby8Tmg. Acesso em 16 mar. 2021.

2MONFORT, São Luís Mª Grignion de. O segredo do Rosário. Belo Horizonte-MG:Divina Misericórdia, 1997.

COVID-19: governantes e empresários no caminho errante para a morte

O presente artigo traz uma crítica à iniciativa de se dar soluções para o problema sobre o Covid-19, propondo a substituição da solução do problema para saída do problema.

Estamos vivendo um momento dramático de extrema gravidade, em que todos estão exposto ao risco de morte imediata, e, já não se sabe, se hoje, estaremos em casa, ou, morrendo asfixiado na fila de um leito de morte, pois, se nas ultimas décadas perdemos a dignidade de cidadão com as soluções de líderes inspiradas na conveniência de lucros, agora o que testemunhamos é que a indignidade está se tornando a cidadã das hipocrisias sociais, onde o grito de socorro daquele que agoniza, não se escuta, e, tornam as democracias mera utopia ou, mesmo, a exemplo do efeito Covid-19, “letra morta”.

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Os erros que se testemunha no presente são perceptíveis ao observamos que os modelos da administração moderna têm como referência líderes que dão soluções, emoldurando ícones como por exemplo, Steve Jobs, Bill Gates, que, certamente na faculdade, não frequentaram aquele barzinho preferido da turma, e por isso não ouviram as lições de J. Quest quando cantava:

Viver é uma arte, é um ofício
só que precisa cuidado.
Prá perceber quer que olhar só pra dentro
é o maior desperdício.
O teu amor pode estar do seu lado (REIS e JOTA QUEST, 2004)1.

Assim, nos seus modelos de gestão, prometem, sob ilusões de engenhosidades, vender todos os tipos de soluções, no entanto, arquitetadas no desperdício de olhar só para dentro de si, por isso, acabam por escravizar as pessoas para sempre depender de soluções, ao passo que o cuidado no ofício da arte, não é para se dar soluções, mas para se criar saídas, pois, o amor que está ao nosso lado, sob o desperdício de não o vermos, é a nossa própria vida.

Portanto dar soluções, é o modelo aplicado pelos atuais líderes, que norteia a Humanidade como solução para a pandemia atual, o Covid-19, e, pela sua ineficiência, está levando, a saúde, os empresários e os colaboradores para a ausência de recursos de sobrevivência, ou seja, todos caminham para a asfixia, porque o momento não é para se dar soluções mirabolantes, mas sim, para se encontrar saídas.

Abrindo as fronteiras do olhar para fora de si mesmo

Ao conseguir abrir os olhos para fora de si mesmo, o primeiro norte a apontar saídas, vem da possibilidade de se perceber que o princípio aplicado na fabricação de vacinas de combate ao Covid-19, isto é, da indução do organismo para produção de anticorpos visando a estabilidade da saúde e cura pode ser uma saída.

Assim, se é saída, é porque esse princípio, deve ser aplicado não somente para a peste, pois, se abrirmos o olhar veremos que a realidade nos apresenta inúmeros sistemas que estão buscando anticorpos para a estabilidade do ambiente, ou seja se constata a instabilidade do Planeta, reflexo do comprometimento da saúde do Mundo, que está lutando, e, com violência, para curar as suas chagas, como nos ajuda a compreender isso, a Teoria de Gaia:

A teoria de Gaia é uma hipótese da Ecologia que estabelece que a Terra é um imenso organismo vivo. Elaborada pelo cientista inglês James Lovelock, em 1979, ensina-nos que nosso planeta é capaz de obter energia para seu funcionamento, enquanto regula seu clima e temperatura, elimina seus detritos e combate suas próprias doenças, ou seja, assim como os demais seres vivos, um organismo capaz de se autorregular (FIRMO e FINAMORE, 2020, p. 1)2.

Esse processo de autorregulação ou auto recomposição do organismo é chamado de autopoieses (MATURANA e VARELA, 2001)3, e nós, como que dentro do olho do furação, estamos sob forte violência, o que nos leva à primeira constatação da nossa condição real: não estamos no controle, portanto, não somos capazes de dar soluções para vencer algo maior do que o maior dos furacões, restando-nos como meio de cura somente encontrar saídas.

Se demos um primeiro passo para a saída, com o reconhecimento de não sermos capazes de dar soluções, ao tentar darmos o segundo passo para se encontrar saídas, ao lado do princípio da criação de vacinas, há o isolamento, mas que não deve ser visto como uma desgraça, e sim, como uma dieta médica, ou, jejum, isto é, o tempo de convalescência, ou, privações e remodelações de vida, que, também foi cantado no barzinho da faculdade dos tempos de Gates e Jobs em bad moon rising :

Não saia essa noite.
Bem, ele é obrigado a tira a sua vida.
Há uma lua ruim em ascensão.
Eu ouço furacões soprando,
eu sei que o fim está chegando em breve
Eu temo que os rios fluam
eu ouço a voz da raiva e da ruína (FOGERTY e CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL, 1969)4
[tradução nossa].

Para muitos acostumados a estarem sob o controle das suas coisas, a ideia do isolamento parece suicídio, pois, como se lucrar ao se deixar de vender ou comprar, aparentemente não se resistiria empregadores e empregados. A resposta para esse momento pode receber algumas luzes do texto produzido em 09/12/2016, isto é, há 3 anos, quando já se falou da experiência do homem abrir mão do controle, no enfrentamento da pandemia da asfixia:

Como no contágio por um vírus ou uma bactéria, a partir daí, adquirimos uma doença, cujo hospedeiro é a avidez, e o sintoma é a alucinação, pois ao amarmos o dinheiro, ele sempre nos parecerá insuficiente, e o queremos sempre mais (Cf. Ecl 5,9), cobiçando cada vez mais, sem o limite do que nos é necessário ou, do que nos pertence, sob o efeito alucinógeno de se ter o domínio com ele, ao passo que, a contrário sensu, a ele submetemos toda a nossa livre iniciativa, que passa a ser dominada por ele e, com isso, sujeitamos nossas vontades a ele, nos ajoelhamos, suplicamos, nos arrastamos, nos matamos, assassinamos, casamos, amigamos, traímos, amamos, adorando uma imagem ilusória da segurança, do poder do cara e coroa.

Essa doença tomou uma proporção global como uma pandemia, pois, pelo amor ao dinheiro, o mundo sofre alucinações gigantescas como o fim dos mercados comuns, fim do emprego no mundo, riscos de queda dos ricos e poderosos, que, beirando a uma convulsão, dentro de um escuro leito, atônito, moribundo, não se vê esperança, porque não se guarda mais a fé, agonizante sob o efeito da ilusão de uma pobreza extrema pela perda da energia da sua vida, o dinheiro, se aflige em múltiplos tormentos (Cf. 1Tm 6,10) (LUCIO FILHO, 2016)5

Essa experiência do nosso terror de sermos convidado a andar sob um abismo, sem segurar com nossas mãos, também foi cantada no barzinho da faculdade, na canção Só o fim:

Se o chão abriu sob os seus pés
e a segurança, ela sumiu da faixa.
Se as peças estão todas soltas,
e nada mais encaixa.
Oh, crianças isso é só o fim.
Isso é só o fim,
Isso é só o fim (HUMMEL, MULLEM, NOVA e CAMISA DE VÊNUS, 1986).6

Se conseguimos abrir: a) as portas do olhar para fora de nós mesmos e, b) se nos vemos sem os controle da situação; é como se tivéssemos adquiridos duas pernas, a nos tornar capazes de caminhar para a saída, ou seja, iniciando o ofício da Arte da Vida que canta o Jota Quest, para se perceber a fonte da segurança a nos amparar.

Para se perceber isso, é preciso nos voltarmos para o processo de autopoieses do sistema todo, isto é, o Planeta, que como se estivesse em uma convulsão, busca a cura através da autorecomposição, e nós estando dentro dele, precisaremos criar uma identidade capaz de revelar se ocupamos o perfil dos anticorpos, ou, dos invasores pois, neste segundo caso, seremos eliminados como algo inútil, maléfico, ou desprezível ao organismo, através de uma hemorragia, um vômito, ou, um conteúdo purulento.

E para criar essa identidade precisamos voltar ao nosso índice vital, os seja, nas informações que estão impressa no DNA do organismo, capazes de nos dar sinais perceptíveis de reação, como por exemplo na biologia, quando nos deparamos com o sintomas da febre alta, ou, nos princípios de uma acidente vascular cerebral (AVC) pela pressão alta.

No caso da humanidade que é constituída de consciência, os sinais se dão pela lições de seus ancestrais, como uma cultura, por isso, pedimos licença para chamar a reunião dessa cultura de Acervo Cultural da Humanidade, que, a exemplo do artigo “previna-se da pandemia da fome” (cit. nota 5), como um sinal para esse momento, também, há inúmeros outros como o mais recente, o fabuloso sinal do ParHelio da China apresentado sob o Cântico: da Luz do Mundo És Aurora” (LUCIO FILHO, 2020)7.

Se esses sinais se dão na forma de cultura dos ancestrais, já se é capaz, com o passo da primeira perna, de se olhar para fora de si, para assim, superar a incerteza desse momento, se ensaiando a segurança pelo passo da segunda perna, na renúncia da autossuficiência se reconhecendo impotente, fora do controle.

Esse processo vai criar uma incrível ferramenta da Arte de viver, através do ofício da prudência pois, para que se produza seus efeitos do Acervo Cultural da Humanidade essa mesma prudência se efetiva pelo ofício do respeito ao conselho, como um testamento deixado por nossos ancestrais, ou seja, como no Direito moderno na sucessão testamentária, o conselho é uma disposição de última vontade, por isso, não pode ser quebrada, assim, diante do conselho, pela ofício da prudência se acolhe suas orientações.

Conclusão

Há uma certeza, o Planeta entrou em processo de convalescência, para isso, conta com todas as proteínas, vitaminas, e organismos energéticos de onde ele vai tirar forças para se recuperar e eliminar os invasores, não é apenas no universo de humanidade, mas sim, de todas as criaturas, por isso, repetimos, isto não é uma hipótese, é uma certeza.

Diante disso, não há uma solução humana, para resolver um problema atrás do outro, está fora de suas mãos, assim, o que resta são as saídas para o equilíbrio do ambiente como solução global de tudo, efetivadas a partir do acolhimento dos sinais dado para a conscientização humana.

O primeiro sinal dado nesse processo para a humanidade é para a conscientização que ela está na rota da destruição, contudo, o Planeta, como um organismo em “dieta médica”, não rejeita um bom aliado, como que escolhendo adequadamente os alimentos para fortalecer sua imunidade, abre uma porta, a partir da sabedoria ancestral para que especificamente em uma parte do seu organismo, se opere a cura, chamada de Aliança (LUCIO FILHO, 2019)8.

Portanto, esperamos que o objeto desse artigo não seja entendido como algo da inteligência de uma homem querendo se autopromover, ou, convencer alguém de alguma ideia pessoal sua, mas sim, por ofício da arte, a transcrição de um aviso médico, como o termômetro para a febre, acompanhados de sinais verdadeiros que podem ser testemunhados por qualquer pessoa.

Assim, se isso parece assustador é porque, pela prudência, espera-se o despertar de uma consciência que está morta e insensível para os acontecimentos, para que as pessoas não se comportem como os líderes “donos de soluções convenientes”, dizendo ser tudo normal a massiva mortandade de pessoas, e que tudo vai ficar bem com o seu salvador chamado de mercado econômico, porque, na ilusão de que tudo é normal, acostumando-se com o mal, não suportarão o que terá pela frente, e com isso , serão eliminados como células mortas.

Se há medo, a segurança completa estará na prudência, prestando atenção aos sinais, que como conselhos testamentados, estão sendo apresentado a todos, para que se abra a visão, e, se reconheça a saída do problema, ao invés da ilusória solução de um problema como salvação, pois essa saída, já se cantou no clube da esquina Milton Nascimento:

Eu já estou com o pé nessa estrada,
qualquer dia a gente se vê.
Sei que nada será como antes, amanhã.
que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração,
amanhã ou depois de amanhã.
Resistindo na boca da noite um gosto de sol.
Num domingo qualquer, qualquer hora.
Ventania em qualquer direção.
Sei que nada será como antes amanhã.

Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração,
amanhã ou depois de amanhã.
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
(BASTOS e NASCIMENTO, 1972)9.

1REIS, Nando e JOTA QUEST. Do seu lado. Sony, 2004. Disponível em https://youtu.be/h8y-45T_Hak . Acesso em 06 mar. 2021.

2FIRMO, Heloísa, FINAMORE, Renan. O novo coronavirus e a hipótese de gaia. In Conexão UFRJ 02/04/2020. Disponível em https://conexao.ufrj.br/2020/04/02/o-novo-coronavirus-e-a-hipotese-de-gaia/ . Acesso em 06 mar 2021.

3MATURANA, Humberto R. e VARELA, Francisco J. A árvore do conhecimento: as bases biológicas para a compreensão humana. São Paulo: Palas Athena, 2001.

4FOGERTY, John e CREEDENCE Clearwater Revival,Bad moon rising. In Album Green River, 1969. Disponível em https://youtu.be/pbwBKB7UQYI?list=RDpbwBKB7UQYI . Acesso em 06 mar. 2021.

5LUCIO FILHO, Laurentino. Previna-se da pandemia da fome. Disponível em http://liturgiadigital.blogspot.com/2016/12/previna-se-da-pandemia-da-fome.html .Aceso em 06 mar. 2021.

6HUMMEL, Karl, MULLEM, Gustavo, NOVA, Marcelo e CAMISA DE VÊNUS. Só o fim. In Album Correndo o Risco, RGE, 1986. Disponível em https://youtu.be/Vd3AmJ4MMlw . Acesso em 06 mar. 2021.

7LUCIO FILHO, Laurentino. Retiro da Quaresma: da Luz do Mundo És Aurora. Disponível em https://formaresaber.com.br/retiro-da-quaresma-cantico/. Acesso em 06 mar. 2021.

8LUCIO FILHO, Laurentino. A comunicação inteligente entre a Terra e a Constelação de Auriga. Disponível em https://formaresaber.com.br/a-comunicacao-humana-entre-a-terra-e-a-constelacao-de-auriga/ . Acesso em 05 mar. 2021.

9BASTOS, Reinaldo e NASCIMENTO, Milton. Nada será como antes. In Clube da Esquina, 1972, EMI. Disponível em https://youtu.be/v6ZUwtAty8k . Acesso em 06 mar. 2021.

Why does God allow death? And would your death be just?

It is already approaching one million people killed by Covid-19, adding to the more than one billion animal and biome deaths in Australia, which is also expected to be added in no less expressive amount, to the holocausts on the East Coast of the United States , and in the Pantanal Mato Grossense, in Indonesia, Asia, leading us to the classic question:

Why does God allow death and suffering so horrible?

The answer to this question is given to us today, Monday, September 28, 2020, through the Daily Missal Liturgy, using our first Reading and that in order to understand it we need to comment step by step:

One day, the children of God presented themselves to the Lord;

among them also Satan (Job, 1-6).

In this preamble, which is not a parable, but the present reality telling us that the justice of God is no respecter of person, not differing in his garden, the children of God and Satan, the just or unjust, because, in amidst wheat, there is also the chaff, then the dialogue continues:

The Lord then said to Satan: ‘Where are you from?’ – ‘I am going to take a walk around the earth,’ he replied. The Lord said to him: ‘Have you noticed my servant Job? There is no equal on earth: he is a man of integrity and integrity, he fears God and turns away from evil ‘(Job 1,7-8).

When paying attention to the question: Did you notice my servant Job? Semiotic Science creates an energetic value for an invitation to man, for him to pay attention that the Servant Job in the form of a question, that is, in fact, the representation of his father’s house, the Garden of God, Paradise, that is, the Earth , who faithfully serves God, figuratively as a responsible father, supports his children.

However, this is contested by Satan, who in the present context could be summed up in the sense of our reality, beginning to accuse Job (the Earth), despises her by placing all his subservience to God only as an exchange for the goods that were accumulated throughout his life, and that his relationship with God, that is, the Earth only responds to God because it is not given beyond the natural reaction of the earth that only responds by the seed of God, even today doubting whether, it is God Himself who places these goods, and not because She would have some relationship of obedience to God as a creature.

Then the Lord said to Satan: ‘Well, all that he has, you can dispose of, but don’t reach out against him’ (Job 1:12).

But everything that the Earth gives and the fruit of Life, and Life does not live with injustice, therefore, within this same Justice, God, in favor of Life under the mantle of Justice in friendship with Job, that is, with Terra, his Garden, in which he pitched his tent, is assured that it will not be shaken, grants to Satan, to act not as a penalty of trial to be borne by Job, but as a way to separate those who are from Life, Wheats, who are friends with God and are preserved in Justice, of those who are from Death, weeds, who are the enemies of Life, as is celebrated in the Liturgy of the Feast of All Saints in which he sings:

And so the generation of those who seek the Lord!

– The Lord belongs to the earth and what it contains, the whole world with the beings that populate it; because he made it firm on the seas, and on the waters he keeps it steadfast.

– “Who will go up to the mountain of the Lord, who will stay in his holy habitation?” “Who has pure hands and an innocent heart, who does not direct his mind to crime.

– Upon this descends the blessing of the Lord and the reward of his God and Savior ”. “This is how the generation of those who seek him is, and the God of Israel seek the face” (Psalm 23 [24]).

From then on, the offending actions to the Garden of God, to the Holy Land begin, starting with those who get drunk in greed, believing that salvation is in the accumulation of goods, and for that, they do not think about the common good. , but only turning to self-interest, they assault the goods of those who believed that the meaning of Life is in the justice of being happy and that no one was born to suffer, but rather for the pleasure of drinking and eating:

Now, on a day when Job’s sons and daughters were eating and drinking wine at the older brother’s house, a messenger came to Job: ‘The oxen were plowing and the mules grazing beside him, when, suddenly, wise men and stole everything, passing the servants to the edge of the sword (Job 1: 13-15).

Although the sons of Job, that is, the men are on Earth, warned of the loss of their property by injustice, did not turn to Justice, as is shown in the news that before the death of Greenland, in the face of the agony of the Sea, no one was touched by the death of God’s creatures, the biomes of the ice, the sea, the forest by the fires in Australia, California, Mato Grosso, not even by the one million of his own brothers in the Coronavirus plague, but, at the first opportunity , with a heart steeped in ingratitude, they continue their cult of selfishness founded on the right to be happy, running to the bars, to the beaches (while there is still left), to the parties.

He was still talking, when another came and said: ‘The fire of God fell from heaven and killed sheep and shepherds, reducing them to ashes (Job 1:16).

The fire of God fell from Heaven, not because he wanted the death of man, but because man, having been elected its administrator, usurped his right, to the point that his wickedness was called the Anthropocene Era, because it changed the laws of God of breeze, for global warming, as a thousand years ago, Saint Francis of Assisi already penitented us:

Consider, O man, in what excellence the Lord God has placed you: he created you and formed you in the image of his Son in terms of the body, and in the likeness of the spirit.

And all the creatures under the sky, each in their own way, serve their creator, know him and obey him better than you do.

And even the demons did not crucify him, but you, with them you crucified and still crucify him, delighting in vices and sins.

What can you then boast about?

5th Ammonition (MATURA, 1999, p. 25)1.

Under the cult that the Earth is just something, goods and happiness of those who can be happy, of those who stole a place in the sun of their neighbors, that is, of the animals, of the biomes, of the seas, of the glaciers, the Earth, as who suffering from a terrible ulcer, suffers the pains of human malice, by the domain of investors, or owners of the governors and their vassals who bear witness to the most painful injustice

The latter was still speaking, when another arrived and said:

‘The Chaldeans, divided into three groups, threw themselves on the camels and took them with them, after passing the servants by the edge of the sword (Jn 1,17).

And in the cult of selfishness founded on the right to be happy, everyone concerned about having fun with restaurants, shopping malls, beaches, was not touched by the pain of the Garden of God, because their human justice is to receive as administrator, and to enslave who serves him, usurping his obedience admonished by São Fransisco when he said: And all the creatures that are under the sky, each in their own way, serve their creator, know him and obey him better than you (MATURA, 1999 , p. 25) do not turn to justice, but run out to the bars, to the beaches (while it still remains), to the parties.

(Harriane Laura – Set/2020 by Yucatam Times)

The latter was still speaking, when another one came and said: ‘Your sons and your daughters were eating and drinking wine in the older brother’s house, when a hurricane rose from the desert bands and launched itself against the four corners of the house, which collapsed on the young people and killed them (Job 1: 18-19).

Nobody looked at the hurricanes in the world these days with a sense of justice against men, even though these phenomena of creatures, obeying God, wanted to draw their attention to the large number of them, to the point that they were used to identify them all. names, that is, from A to Z, making it necessary to use now the Greek alphabet.

So the answer to the questions: Why does God allow death? And, is your death just? You will know how to respond when you look at yourself and conclude whether you “are the generation of those who seek the Lord”, like wheat, or if you are deluded that justice is in the right to be happy (at the cost of the death of others), the tares, therefore, those who do not belong to the generation of those who seek the Lord, will not be killed because God is unjust, but because they chose Death instead of Life.

1MATURA, Thadeé. Pray 15 days with Saint Francis of Assisi. Aparecida: Sanctuary, 1999.

1MATURA, Thadeé. Pray 15 days with Saint Francis of Assisi. Aparecida: Sanctuary, 1999.