Os frutos da amizade

A Instituição da Eucaristia pelo Senhor, podemos considerar como um convite à amizade com Deus, assim, quando o Senhor levanta o Pão e diz “este é o meu corpo que é dado por vos”, e, “fazei isso em memória de mim”, ele está nos dizendo, fazei igual, doai seus corpos em favor de seus amigos, isto é, servi ao teu próximo e não aguarde para ser servido, esteja disponível ao próximo e não esperando que ele venha te servir. Esta é a memória dele que deve estar víva em nós, ao ponto de se transformar no próprio Sangue de Cristo que corre me nossas veias.

Considerando que nesta semana de 08 a 14 de novembro se teve a graça de viver essa experiência, e sendo nosso dever dar Graças, gostaríamos de compartilhar abaixo os frutos dela.

Um ponto alto dessa semana, foi na própria quinta feira, 12 de novembro, dia em que se celebrou a Eucaristia na Igreja, quando na Liturgia Missal a Palavra Viva nos foi dirigida nestes termos:

– Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”. E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração” (Lucas 17, 20-25).

Partilhamos o fruto do Pão da Palavra compartilhando a seguinte alegria: Bom dia o Evangelho de hoje nos vem confirmar o que temos vivenciado nestes dias, O Reino de Deus não é visível ele só está acontecendo e não vemos.

Esta reflexão de hoje que te mandei liga-se a outra que foi feita em 30 de abril de 2017 sob o título quem crer verá, quem ver não crerá.

A alegria da amizade nos trouxe um Pão novo com a seguinte partilha:

Mini sermão do Padre Joãozinho que em síntese traz o seguinte: Nos adverte para tomarmos cuidados com notícias alarmistas, que pode ser armadilha de satanás, porque ele quer que fiquemos contra a Igreja, com mentiras do tipo de que Jesus já marcou a data, e conclui: E você fica triste e acaba rejeitando o seu Pároco, o seu Papa, o Seu Pastor. Cuidado! Quando o Espírito Santo nos adverte em discernimento, o fruto é a serenidade (Lc 17,20-25).

E nosso primeiro fruto dessa Eucaristia, está em criamos a serenidade no Espírito, que dá o discernimento aos seus amigos a nos dizer: “as minhas ovelhas ouvem a voz do Pastor e reconhecem a sua voz”, assim podemos reconhecer a voz do Pastor em três realidades vividas hoje:

a) A verdade não vem do homem, não vem de uma interpretação particular de um, mas, dos fenômenos naturais que a Vida, que também é a Verdade, traz ao homem como Caminho a guiá-lo em meio a tantas teias de traições e armadilhas, pois, só nisso seremos capazes de receber o dom de ouvir a voz do Pastor e reconhecê-la como provinda do Pastor;

b) Não se pode confundir serenidade com passividade, ou seja aquela passividade de se permanecer inerte diante de um grande perigo, e, qual é o grande perigo que estamos enfrentando no momento? O descontrole do ambiente vivo pela ação do homem, perdemos as geleiras, estamos esgotando os recursos naturais, e na iminência agora de perdermos o mar, o que segundo a própria ciência do homem, dá como certa a extinção do homem em tempos não tão distantes do nosso.

Se não reconhecermos a própria ciência do homem com o crível de se acreditar nela, ai é porque já nos tornamos tão passivos ao ponto de reagirmos com a indiferença diante da morte.

Essa passividade é vivenciarmos a imprudências das virgens ao qual fomos alertados na Liturgia Dominical do dia 8 de novembro de 2020, pois, não acreditando na realidade do momento, tornaram-se imprudentes e adormeceram, deixando de vigiar:

“O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: `O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: `Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando.’ As previdentes responderam: `De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: `Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: `Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora” (Mateus 25,5-13).

c) Quando somos amigos de Deus, a serenidade e complementada pela alegria e não tristeza, pois, como diz São Paulo, no momento em que estamos entregue à morte, isto é, agora, completamente cheios de iniquidade, pois por nossa culpa, matamos bilhões de espécies, biomas e a nós mesmos, rejeitando o Senhor em nossa ciência humana, ao ponto de não o reconhecê-lo mais, Ele, por sua misericórdia, quis nos mostrar agora, no nosso presente que era o futuro de São Paulo quando disse: “Deus quis nos mostrar nos séculos futuros a incomparável riqueza de sua graça. E pela graça que fostes salvo” (Efésios 2,3-8), pois, hoje, Ele se lembrou de sua Aliança com seu povo.

E isso é a Boa Nova que nos alegra e não a tragédia a entristecer-nos, isso é a Alegria Plena e não a tristeza, pois, dá a cada um de seus amigos a salvação da morte, o livramento do perigo, a libertação de seus cativeiros, é breve o tempo para não estarmos mais nas mãos de nossos algozes.

No dia 13 de novembro mais uma partilha especial a completar a nossa Ceia Eucarística Semanal, quando recebemos um novo Pão da Palavra, compartilhando as palavras do Padre Jonas Abib refletindo sobre o governo mundial sob o título Padre Jonas Abib avisa sobre o governo mundial , detalhando sobre o reino do anticristo que poderia estar para se instaurar.

E novamente a Voz do Pastor nos traz nos caminhos da Verdade ao nos mostrar que já vivemos o Reino do Anticristo, testemunhado nos dias de hoje como o fenômeno globalização, em que a cabeça da besta que estava ferida, o deus dinheiro, isto é o capitalismo, foi curada, passando a se chamar neoliberalismo que a Terra inteira adora, e admira dizendo quem poderá lutar contra ele, pois ele domina governos e faz escravo povos, pois multiplicou o seu domínio e poder sobre a Terra.

Para entendermos a constituição desse Reino é preciso se recordar da Palavra que fala sobre os quatro s Reinos descrito por Daniel na interpretação do sonho de Nabucodonossor, que são as divisões em eras descritas pela Humanidade como, Idade antiga, idade média, idade moderna, e idade contemporânea ou Era Antropoceno, numa linha de decadência da amizade dela, no decorrer dessas eras com Deus, por isso, chamada de ouro, prata, bronze, ferro e argila.

A idade contemporânea é o reino do anticristo, pois a serpente aquele que dá a luz, chamado por São Jerônimo como Lucífero, enganou novamente o homem, com já havia feito com Adão e Eva, prometendo a ele que ele dominaria a terra o céu, desde que rejeitasse a Deus, dando início a era do iluminismo, o reino que destruiu a Terra, a era Antropoceno que já falamos sobre ela em 19 de abril de 2019, sob o título A era antropoceno: o homem como senhor.

Conclusão

Reconhecermos a Voz do Pastor hoje, é no chamado que diz: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vós”, porque o Espírito não vem em uma bola de fogo, mas na forma de amizade, cujo fruto e gerar a contrição, o arrependimento, o retorno ao Pai, e isso só é visto pela Graça para quem Ele quer se revelar, não é perceptivel, não é visível, não é ostensivo.

Não permaneça indiferente diante da realidade pois, na hora que menos esperais Ele chegará (Mateus 24,50), ao contrário, abris à Verdade, e tornais amigos da Verdade, exatamente como nos ensinou a Palavra na Liturgia Dominical de 08 de novembro de 2020, na 1ª Leitura:

A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa.
Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos (Sabedoria 6,12-16).

Muitos estão maneando a cabeça, ridicularizando, chamando de louco o Sinal do Senhor, o chamado do Pastor, mas isso sim é a armadilha, que aqueles que não são amigos da Verdade, a exemplo das virgens imprudentes, cairão, e só acordarão quando for tarde, por isso, o momento não é o de se murmurar, como se a verdade viesse de nós mesmos, mas lembremos da exortação à vigilância de São Lucas para esse momento:

“Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados por causa dos excessos, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós, pois cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.

Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de conseguirdes escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem” (Lucas 21, 33-35).

E, acolher a Boa Nova não deixando o Espírito contristar, porque é libertação e não motivo de tristeza, pois, a Glória que virá será motivo de exultação e alegria “Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós” (Romanos 8, 18), portanto, não permaneçamos passivos, na zona de conforto, sendo indiferentes às coisas de Deus, voltemos, pois “Tu (ó Senhor) queres a sinceridade do coração e no íntimo me ensinas a sabedoria. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto (Salmo 50, 8.12).

E por fim, não enterre o Pão da Palavra consigo mesmo, faça o que o Senhor te pediu para fazer em memória Dele, e se há aqui uma promessa de Alegria agarre-a, não a deixe escapar.

Autor: Laurentino Lúcio Filho

Advogado na área cível-empresarial, há 26 anos, Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na linha da Semiótica Cognitiva com foco em formação docente e Professor Universitário nas graduações de Adminsitração, Gestão de Pessoas e Contabilidade.

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