Democracia sem utopia

Proproposta de desenvolvimento de Tecnologias anti-corrupção

Comissão de Cidadania da 229ª SubSeção da OABSP

Tremembé-SP, 9 de agosto de 2020.

Ilustres Advogados e Advogadas.

Ilustres Semiólogos.

Ilustres Profissionais da Imprensa, jornais, rádios e televisão.

Ilustres Presbíteros e Pastores.

Ilustres Juízes e Promotores.

Ilustres Membros do Poder Executivo e Legislativo.

Nesta semana de muitos cansaço pelo esforço de trabalhos, eu, já pelas quatro da tarde, tirei algumas horas para repousar minha cabeça em uma almofada, na sala mesmo, diante da televisão ligada, que não sentia nem vontade de mudar de canal, e fiquei ali assistindo a um filme que não me atraia muito, chamado Debi & Loide, que naquela hora me entreteve bem e me fez rir, mas a cena mais intrigante foi a do final, depois que foram ridicularizados pelo fato de não ser os pais da menina, filha de uma prostituta.

E os dois saem então caminhando pela calçada quando vêem duas lindaS mulheres, encantando o mundo de sensualidade e beleza, e de fato eram encantadoras, vindo em suas direções, e dizem mais ou menos assim…. “agora vai….agora vai… ”, e ao chegar dos lados das duas quando se esperava um doce romance, eles estupidamente jogam elas sobre a moita, e saem correndo gritando…. “tá na moita….tá na moita…há há há…

Em um primeiro momento eu preconceituosamente julguei…. “idiotas”, mas depois entendi que era uma muito inteligente mensagem a dizer mais ou menos assim: você parece um idiota tendo medo de ser idiota, pois, a vida na simplicidade de um ser com cérebro de criança é vivida com alegria real, e você ai, como disse um locutor da Rádio Kiss FM – São Paulo, nesta quarta feira, deitado no sofá coçando as frieiras do pé, e compreendi que não devemos estar na moita, mas, vivermos nossas alegrias a partir de uma razão para o nosso esforço, pois, ela transforma o nosso cansaço em endorfina, com isso, devemos defender o nosso trabalho com coerência, como já dizia Felix Guisard, maior empreendedor que Taubaté já teve, quando falou um dia: o trabalho dignifica a alma, faça do teu trabalho o teu divertimento, que peço licença para compará-lo como um membro da família Patrística Taubaté, ao lado de Monteiro Lobato, Fego Camargo, Renato Teixeira, ao pais desconhecidos homenageados pela Rua 4 de Março, que hoje também acolhe a sede da 18ª SubSeção da OABSP, pois, saindo da moita, figuram entrem os pioneiros da libertação dos escravos (4.537, em em 4 de março de 1888), Milton de Moura França, o ancião Gentil Leite, que na sua aula inaugural de Direito Penal dos apadrinhados por Odir Porto (Paraninfo), se apresentou ao alunos dizendo que não era louco, porque sua interação inicial pouco convencional com a classe era pelo fato dele ter 480 anos.

E a brincadeira dos dois personagens naquele filme “estar na moita”, também é poesia de realidade cantada pelo Titãs na música “Pela Paz”, que trazendo para o contexto presente diz mais ou menos assim: Você diz amar teu filho (você espera sempre mais, você não se conforma), você diz que faria tudo pelo teu filho (você não se satisfaz, todo mundo diz acreditar na paz) , mas você, como um viciado em crack que rouba a blusa do próprio filho para vender e comprar pedras (todos são capazes da guerra), você roubou o seu futuro matando a vida que lhe sustenta (mas ninguém luta por você, você ainda está sozinho, ninguém acredita em ninguém), e os personagem do filme que saem correndo ao final parece dizer para cada um de nós …. você está na moita..há há há …. você está na moita..há há há, e você acredita ou não? E então o que você está fazendo agora para salvar o teu filho (o que você faz pela paz)?

Você espera sempre mais

Você não se conforma

Você não se satisfaz

Todo mundo diz acreditar na paz

E você acredita ou não?

E então, o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

Todos são capazes da guerra

Mas ninguém luta por você

Você ainda está sozinho

Ninguém acredita em ninguém

E você acredita ou não?

E então, o que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

O que você faz pela paz?

nossas ideias (Pela Paz, Titãs).

No que eu preciso acreditar?

A Vida nos chama para despertarmos para uma realidade catastróficas produzida pela nossa insanidade tão imbecil, que não é comparável a singeleza infantil de Debi e Loide, que em nome da mentira chamada de emprego e vendas (consumismo), pois deixa a riqueza nas mãos de poucos senhores feudais, e a miséria na mãos de bilhões de vassalos que lhe pagam tributos, a vida da Humanidade está fadada a extinção nas próximas décadas, e antes de se perguntar “então, você acredita ou não”, se faz necessário a avaliar o critério que você vai usar para responder… se você está pesando a resposta na realidade de pesquisas sérias, ou…, na saborosa estratégia marqueteira dos “estelionatos eleitorais” que dizem ser conspiração ou perseguição política dos partidários dos senhores feudais?

O que fazer para sair da moita (o que você faz pela paz)?

A primeira coisa e se tomar consciência que as coisas não estão em nossas mãos, não somos capazes de nada, e quando queremos controlar a vida ela nos dá uma chapuletada na orelha, que de dor da impotência, temos de colocar a cabeça na almofada do sofá, para entendermos que estamos sendo idiotas aos nos iludir que as coisas são obrigadas a saírem do jeito que queremos, como se fossemos seus senhores, pois na verdade estamos sendo escravos, pois nem sequer conseguimos descansar.

A segunda coisa, sermos coerentes, porque senão, nos tornaremos iguais aos falsos pastores, pois falam e não praticam, pois, não é porque meu time rouba no jogo… que eu preciso defendê-lo, e isso, começa a partir de mim mesmo, pois, não adianta eu me indignar com a corrupção do governador ou do presidente da república, se em mim está a mesma corrupção, pois, sou igual a eles, e, estou tendo o governo que mereço.

A terceira coisa é a seguinte: se você decidir fazer alguma coisa, comece sentindo a beleza da música dos Titãs quando diz, você não se conforma, e não se satisfaz em ver que todos estão dispostos à guerra, mas ninguém luta por você, para não sair da moita e trazer aquele grandioso plano que você tem com você, e sempre acreditou que poderia tornar tudo diferente, mas, venha com um coração acolhedor de ideias e disposto a edificar juntos e para todos, e, assim, a partir de um alicerce seguro, começarem a edificar do zero, regados pelo fonte do paritarismo a sustentar a dignidade no direito do Ser, repudiando o partidarismo do direito do Ter (acumulando-se absurdamente mais do que se precisa, na ilusão de se tornar senhor e tudo controlar).

Quais são os alicerces?

Os alicerces abordados nos trabalhos realizados na 229ª SubSeção da OAB figuram em três colunas:

A primeira coluna, diz respeito a Constituição de uma sociedade justa e solidária (Art. 3º, I da Constituição da República/88) a partir do seu desenvolvimento de melhoria da qualidade de vida, aproveitando-se a sabedoria de nossos ancestrais, que hoje está encoberta como o lodo no fundo do Rio Tietê na Cidade de São Paulo, pois, como filhos rebeldes, os detentores de mandatos celestiais, dizem agir em defesa da vida nas igrejas de todas as religiões e sem religiões, esquecendo a primeira Lei da promessa aos nossos pais de que Deus Providencia (amar a Deus sobre todas as coisas), e batem no peito dizendo serem os herdeiros, que agora são eles os senhores que providenciarão, como cantou Raul Seixas na música Ouro de Tolo: confinando os cidadãos como animais de zoológico, cuja satisfação é controlar através de atos sem sentidos (macaquismo) distribuindo “pipocas aos macacos”, ou “milhos às galinhas”, assim, como um governo ditador, perverteram o interesse público social, ao mudarem a Constituição paritária (Art. 1º, V da Constituição da República/88) para a partidária de conveniências camuflando-se a Realeza (aos amigos do rei tudo e aos inimigos o rigor da lei), em Democracia aparente, como se a igualdade republicana fosse utopia ao ponto da justiça ser questão de sorte dos abastados e não questão de direito dos oprimidos, pois a ele às pipocas, milhos, dentaduras, transformando em mentira a promessa de Deus aos nossos ancestrais

A segunda coluna, diz respeito a necessidade do valor social ou, interesse público do papel da imprensa Jornais, revistas, rádios, televisão, que todo mundo diz ser imprescindível, mas, incoerentemente atacam jornalista, ultrajam os órgãos tentando destruir sua isenção transformando a credibilidade de suas notícias (trigo) em camuflagens de notícias (cizânias) a partir de críticas destrutivas de macaquistas maniupulados unicamente pelas conveniências partidaristas, sem saber o que estão fazendo, quando, se fossem honestos consigo mesmos estariam na verdade usando o mantra: lobo, lobo, lobo os partidaristas (que dizem ser o povo) são todos uns bobos, e, o pior, que adoram ser feitos de bobos.

Da mesma forma se vê nas lágrimas de crocodilos dos demais poderes que choram a morte de jornalistas, da primazia do interesse público da imprensa, sentados em gordos salários, justificado como preço, santificação ou pureza da independências de serviço público, mas, que na verdade é uma grande farsa Institucional do Estado de Direito, como se vê nas tragédias dos cariocas no Estado Fluminense, cantada na opera de Bezerra da Silva, quando o Juiz parecendo ser mané de partidários, foi eleito governador pelo povo, que, acreditando numa independência judiciária o elegeu, mas, ele ao ser ele eleito, foi se meter a malandro e ai…..Bezerra cantou:

E malandro é malandro, Mané é mané

Podes crer que é.

Malandro é malandro e Mané é mané

Diz aí!

Podes crer que é… ,

Que igualdade há em transformar o interesse público da imprensa, em máquinas a calar a publicidade das atrocidades de mandatários iníquos, cuja a humilhação da imprensa nos lembra a doce canção na bela interpretação de Fun Boys Three, Our lips is sealed [1], gritando….então….pode me ouvir? (Can you hear then?), e ainda, que sentido estúpido há, em um juiz ser o parâmetro para o maior salário do Brasil como símbolo de independência funcional, como o santo justo, se o partidarismo conveniente são o mesmos dos demais poderes como testemunhamos horrorizados no Rio de Janeiro hoje, o escândalo de alguém que não se conformouo só com os ganhos de um juiz (que já são suficientes para a independência funcional), mas, também, cobiçou os ganhos da conveniência de ser governador? Imitando o pastor que não se conformou com os ganhos dos fiéis, mas quis a conveniência do Partido? Dói nos ouvidos o mantra: lobo, lobo, lobo os partidaristas (que dizem ser o povo) são todos uns bobos, e, o pior, que adoram ser feitos de bobos, pois, seus enganadores fazem a sua alegria ao lhes darem pipoca no zoológico, lembrando-nos a fábula da mosca que um dia foi alertada pela abelha que o alimento da flor é mais saudável que o das fezes, e a mosca até gostou, mas, jã não mais reconhecendo a sua dignidade, manteve o conformismo de viver na merda.

A terceira coluna, diz respeito a função do Advogado como essencial à Justiça no sentido não mais como ilustres retóricos, nos teatros de tribunais de juris e processos, mas na nobre arte de alinhar, a sabedoria dos nossos ancestrais à Vida, como se fossem um certificador, um órgão de certificação da conformidade do bem de todos, isto é, do interesse público, com a Democracia, em que uma contenda judicial ao invés de disputa por ter direito, se tornaria em tecnologias pelo esforço comum para o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada (ordem social), pois, a honra de seus ganhos é chamada de honorários, e na promessa à nossos pais de que Deus Providencia, lá está na sagrada disposição testamentária de que o trabalhador faz jus ao seus honorários.

Quando começar?

Nesta semana a Comissão de Cidadania abriu a janela para que fosse feita as proposta para o gatilho de segurança no Art. 37 da Constituição, para que a vinculatividade do interesse público não seja transformada em ato de conveniências partidárias, que comprometem a Democracia Republicana pela ausência da igualdade, impessoalidade e paridade das partes, e espera manifestações tanto dos advogados, quanto da imprensa, como das Igrejas como também dos Semiólogos, a esses pedindo licença para advertir que há um sério riscos do colapso nas pesquisas para o próximo ano, diante do sucateamento das universidades federais.

Recentemente a Imprensa teve uma iniciativa muito louvável sobre o consórcio para a divulgação dos dados do Covid-19, deixa-se aberto para qualquer instituição, pode ser até os, já fiéis defuntos, comitês 9840, para que sentemos juntos e comecemos do nada, como aqueles peixes que fugiram do aquário na final da Filme-Animação “Procurando Nemo”, e perguntemos ….e agora….o que fazemos? Porque se errarmos ou acertamos o importante e não levarmos um empurrão de idiotas, que nos vendo caído sobre as plantas riam de nós dizendo….tá na moitahhh..há há há.

Atenciosamente.

Laurentino Lúcio Filho

Referências:

[1] Fun Boys Three. Our lips is sealed. Disponível em https://youtu.be/QhVhK-VveXo, Acesso em 29 ago. 2020.

Autor: Laurentino Lúcio Filho

Advogado na área cível-empresarial, há 26 anos, Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital na linha da Semiótica Cognitiva com foco em formação docente e Professor Universitário nas graduações de Adminsitração, Gestão de Pessoas e Contabilidade.

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